quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Fazendo parte da história

Estava tendo umas lembranças e resolvi compartilhar uma coisa no momento. Isso da época de escola, lá pela sexta série. Esse foi o ano que comecei a me interessar por história, principalmente a do Brasil.

Um grande professor meu, Dionisio falava o tempo todo. “Essa é a história que consta como oficial do Brasil, mas não podemos acreditar 100% nisso porque muita coisa foi inventada e/ou modificadas”. Isso sempre ficou na minha cabeça. E minha vontade era participar de fato de um momento histórico. Desses que acontecem do nada,saca, o cara num cavalo gritando “Independencia ou Morte” e todo mundo fica feliz em volta.

Mas participar de algo histórico era uma grande vontade que eu tinha. E acabei ficando com isso na cabeça.

Quando fui fazer um trabalho no terceiro colegial, em um outro colégio, peguei a parte pós ditadura da história brasileira. Foi quando caiu minha ficha. Eu havia participado de um momento muito importante para a história de nosso país.

Quando o presidente Fernando Collor de Melo resolveu renunciar para não sofrer impeachment, teve aquele ato dos chamados “caras-pintadas” no Vale do Anhangabaú, no centro de SP.

Lembro-me que meus pas me levaram,juntamente com minha irmã, para a frente do Banco do Brasil. Alí, muita gente passando e gritando mandando o Collor pra PQP. Da hora, achava o máximo quando pequeno ouvir pessoas falando palavrões.

Mas me toquei naquela época que participei de um momento histórico de nosso país. E agora, mais um.

Independente da visão politica de que lê esse blog, ver um cara que saiu do nada,sem estudar e tudo mais, não é nada com omomento que iremos passar agora.

Com a vitória de Dilma Rousseff, a nação passa pelo momento emque uma mulher assume o comando. Independente de você ser mais de direita, mais de esquerda, gosta do PSDB ou prefere o Dem, esse momento será marcado para a sociedade brasileira.

A mulher, que antes era a dona do lar, em menos de 50 anos conseguiu um espaço absurdo no país, e hoje não são mais vistas como sexo fragil. Pelo menos não na minha geração, pois ainda existem os mais velhos que optão em não evoluir conforme o mundo.

Assim como os Estados Unidos tiveram o momento de ter um negro na presidencia, aqui também iremos quebrar uma bairreira fortíssima.

Comemore, você também faz parte da história. Um brinde e feliz 2011.

Nota - Trilha Sonora de MG tá estranha. Novos Baianos dominam

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um anúncio de emprego supersincero

Cargo: Jornalista faz-tudo.

Exigências:

Agilidade para trabalhar por três jornalistas com o salário de um.
Importante não ter vida social.
Experiência em apuração jornalística pelo Google.
Facilidade de relacionamento com assessor de imprensa chato.
Suportar a dureza diária sem reclamar o tempo todo é diferencial.
Imprescindível ter estômago resistente às porcarias da padoca.
Equilíbrio para lidar com frustrações.
Bons conhecimentos de sobrevivência em redação.
Diploma de jornalista é interessante. Se não tiver, foda-se.

Benefícios:

Crachá para dar carteirada em eventos esportivos e culturais.
Oportunidade de ir a pautas com boca-livre e jabás.
Tapinha nas costas (se exceder as metas).

Salário: Incompatível com o mercado e seus gastos pessoais.

Do blog Desilusões Perdidas

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja

A Veja soltou uma matéria com a retrospectiva dos oito anos de governo Lula. Claro que não poderiamos cobrar imparcialidade da Veja, afinal todo veículo de comunicação toma um partido. Não que eu ache isso errado, mas também não acho certo, mas isso é outra história.

Enfim, na matéria da Veja, os ataques ficaram tão claros que a semanal não conseguiu apontar um único ponto positivo em sua retrospectiva.

Não vou entrar em detalhes, mas veja a resposta do Ministro:


" Brasília, 27 de dezembro de 2010.


Sr. Editor,

Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.

Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas
adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.

Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?

Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.

Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.

Peço a publicação.

Jorge Hage Sobrinho
Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União"

Quando precisa de serviço público

Infelizmente agora tenho que falar de algo negativo de Belo Horizonte. Claro, nem tudo são mar de flores na cidade, tem todos os tipos de problemas como assaltos, o crack que invade a vida dos moradores de ruas (quem diria que iriamos sentir saudades da cola de sapateiro) e claro, violência. Mas nem é nenhum assunto desse que quero falar.

Na semana passada,e xatamente no dia 18, acordei com uma tosse. Normal, pois no meu trabalho o ar condicionado é lei, acima até da Lei da Gravidade. Enfim, passei domingo 19 ruim, e segunda-feira 20 acordei péssimo. Fui a um posto de saúde e havia apenas um pediatra. Tentei falar que minha mentalidade era de uma criança de 4 anos e meio, mas ele não se convenceu e me encaminhou para o pronto socorro.

Esse pronto socorro, Francisco Xavier, conhecido como UPA Nordeste, estava lotado. Até ai, nada fora do comum quando precisamos de um atendimento médico da rede pública. Após duas horas de espera, nós que estavamos na sala de espera fomos informados que só pacientes classificados como VERMELHO* iriam ser atendidos. O Motivo era a falta de médico. Como podem ver no vídeo CLICANDO AQUI, a enfermeira avisa que só existem dois me´dicos no local e que iriam atender apenas emergências.

*Nota- Conforme a gravidade do problema do paciente, ele é classificado de uma cor. Vermelho – Grave – Amarelo –Moderado e Verde- Sem riscos.

Conversei com o Sr. Antônio, que ficou sem graça em falar para o celular. Ela havia quebrado o braço no trabalho e esperava desde às cinco da manhã pelo atendimento. Foi solicitado a ele que procurasse outro hospital, pois o caso dele não daria para ser atendido no UPA Nordeste.

Uma falta de respeito para com a população que mais precisa. Quem procura um atendimento público não está porque gosta. Todo mundo ali se tivesse condições estaria pagando um convenio médico para assim ser bem tratado quando enfermo.

Será que realmente dá pra funcionar a saúde no Brasil? Vamos ver

Quando morei no Mato Grosso, na cidade de Diamantino em 2009, precisei de atendimento médico pois tenho pedras nos rins (para ser exato, duas em casa hoje) e um bendito dia essas pedras resolveram demonstar sua ira perante ao mundo.

Rastejando pelo chão, uma pessoa me deu uma carona até o hospital, que ficava na mesma rua que eu morava. Lá chegando, fiquei sabendo que o mesmo era particular. Uma ambulância foi chamada e fui levado a outro hospital, um pouco mais afastado do centro da cidade, local que eu morava.

Lá, fui tratado muito bem, sem demoras. Leitos grandes, sem filas para atendimento e com uma atenção muito boa dos médicos. Para voltar para casa, uma ambulância foi solicitada também.

Ok, são realidades extremas, em Diamantino tinhamos aproximadamente 20 mil habitantes. Em Belo Horizonte temos mais de milhão. É a terceira metrópole do Brasil e cresce a cada dia, sem dar conta do crescimento. Mas poderia ter uma saúde mais eficiente.

Na fila do hospital, fiquei sabendo que isso não é raro na cidade. Muitos hospitais sofrem com a falta de médico( e quem paga por isso são os enfermeiros e atendentes que estão alí para auxilar e acabam ouvindo o que não merecem).

Agora pessoa, a hora é de cobrar nossos representantes. Sei que Minas Gerais é um estado extremamente tradicionalista, mas um pouco de mudança não é ruim para ninguém.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu quero é Pedra, PEDRA!!!


Para quem não conhece essa música, é “I Wanna Rock” do Twisted Sister, traduzida ao pé da letra,hehehe

Chegar em Belo Horizonte e já ter uma banda foi algo bem animador e, antes de tudo, desafiador. Animador pois assim eu ainda continuo caminhando na arte, algo que parece que nunca vai sair de mim. E desafiador pois agora estou com um instrumento que sempre tive apenas uma base, e agora estou estudando que é o Contra-baixo elétrico

Nota – Não é o baixo, pois o baixo é aquele grande, na vertical geralmente usado em Jazz e Orquestras

A banda chma-se Amburana, e tá rolando bem legal. No primeiro ensaio, não havia tirado nenhuma música, e saiu muito bem. Estou até tocando músicas que não gosto, como U2 e REM. Só me recuso completamente a tocr Legião Urbana, bandinha chata e mediocre.

O mais legal é que o batera e o outro guitarra também piram no progressivo. Vamos tocar Sylvia do Fócus – Não conhece? Veja aqui.

Estamos com um set bem diferenciado, e o mais legal de tudo, estamos tocando um som que marcou minha infância. Barata Kafka, do Inimigos do Rei. Sensacional, principalmente a parte “Já se drogou cm Detefon, Insetizan, fumou Balgon, tudo quanto é tipo de veneno você acha bom”. Sempre dou risada tocando esse som.

Bom, boas festas para quem não vai mais ler esse blog e, acredito que será dificil eu escrever aqui ainda esse ano. Abraços, beijos e tudibão,sô

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Críticos de música. Até onde levar a sério?

Já começo o texto com a resposta. Menos de meio centimetro de onde ele está. Os críticos são ignorantes e só o que eles acham bom é o que vale.
Vamos lá

Essa semana, discuti com u mcritico chamado Régis Tadeu. Comentei do novo do Mr Big, ele rebateu falando que era uma bosta, falei das harmonias e ele veio falar pra eu aprender o que é música.

Bom, para quem não sabe, esse cara tem uma coluna no Yahoo, com videos e tudo mais sobre música. Até ai beleza. Mas ele me chamar de “Burro” foi foda. Alou que era mentira que eu sou jornalista e que eu deveria aprender mais de música.

Agora pergunta se ele toca alguma coisa além de bronha pros caras que a gravadora manda ele bater? O cara não tem opinião, ele trabalha na mídia e nunca, repito, NUNCA falou o quanto a pirataria ajuda o artista. Ele não fala por medo de perder o emprego

Nota- perai,pirataria ajuda o artista? Sim,ajuda muito, pois o artista ganha com show, quem ganha com cd é a gravadora e, com a pirataria, mais divulgado é o trabalho do artista e seu show fica maio e mais cheio. Mas quando temos o rabo preso,não pode falar nada.

Continuando, estou aprendendo baixo e, como quem me conhece sabe, toco bateria. O cara veio dar risada porque fiquei na dúvida de como eu fazia uma nota. E o cara não toca nada.

Crítico de música nada mais é músico frustrado. Não teve competencia para escrever músicas e vive de falar mal de quem não gosta. Lamentável atitudes como essa. E não é apenas esse Régis que é assim, aquele gordo barbudo do ídolos, Miranda, também é outro. Desculpa que eles dão é que eles têm mais de mil cd´s. Só que tem um detalhe. 98% desses álbuns não foram comprados, foram doados para críticas.

No resumo, os críticos de música precisam aprender o que é música e não o que é gosto musical. Ter mil e tantos álbuns não faz ninguem entender de música. O que faz é tocar algo, compor a sua própria e entrar no mercado, coisa que só os competentes conseguem.

Um abraço

nota 2 - desculpe-me a falta de acentos, meu teclado está totalmente desconfigurado

BH, surpresas e revoltas

BH tem sido uma experiência bastante aproveitadora. Primeiro, a cidae é um pólo cultural absurdo. Só não faz algo quem realmente não quer. Opção é o que não falta na cidade. Fui a um museu na quinta-feira, da PUC de história natural. Sinceramente não gostei. Entrada cara, três andares de coisas bestas. O que valeu foi o terraço na parte de cima. Acabei até encontrando uma amiga(até aqui) no musei. Ela faz Puc e trabalha lá. Interessante.

Ontem acabei visitando um bar incrível. Chama-se Vila Verde. Fica na estrada de macacos e é no meio do mato. A banda redondissima – Curasal Blues – e som de primeira. O bar é incrivel, tanto é que, eu que não danço fiquei até umas 6h movendo meu corpo (seria uma afronta chamar aquilo de dança).

REVOLTA

É um assunto um tanto velho para a internet, mas fiquei muito puto com a população brasileira. Por que isso? Vamos lá.

Deputados do Brasil aprovaram um aumento salarial de mais de 60%. Porra, que coisa.
Parafraseando o Danilo Gentilli em seu show:
“Quantas vezes você, em seu trabalho, juntou as pessoas e decidiram que o salário iria aumentar? Chegaram para o chefe e falaram ‘Olha, nós da criação decidimos extender as férias e vamos ter um aumento de R$300 por semana em nosso salário’”.

Porra, os deputados no Brasil decidam quanto vão ganhar, quais os benefícios e o número de dias de férias que têm. Quem aqui tem esse privilégio?

E outra. Na Grécia, estudantes travaram uma batalha no centro de Atenas por conta do aumento de impostos. Foram sete dias de serviços em estado de gerve, desde os mais básicos como hospitais e transportes até os menos, como call-centers. Legal, e no Brasil, o aumento do salário dos deputados foi para o TTBr com a sigla #fogonocongersso e o povo achou que fez sua parte.

Estou com vergonha da população do Brasil. Porra, vamos pras ruas. Qui em BH mal tem gente que sabe que isso aconteceu. O que aconteceu com o envolvimento das pessoas com o próprio dinheiro?

Bom, para quem elege Tiririca e Alckmin, realmente merece uma coisa dessa.

Por falar em Alckmin, ele já declarou que não terá como entregar antes do final de seu mandato – 4 anos – as obras deixadas por Zé Pedágio. Porra, o cara nem entrou no governo, só foi diplomado, e já vem falar isso. O resultado, a linha Lilás do metrô não ficará pronta até 2014. Parabéns povo de SP, assim eu fico cada vez mais certo que fiz a escolha mais correta de sair desse estado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quando eu falava desse temporal...

Domingão, dia morto e nada para fazer,certo? Não se você estiver em BH. Teve uma apresentação fantástica ontem na Praça da Estação. Encerramento da Semana dos Direitos Humanos, promovida pelo Ministério de Cultura e dos Direitos Humanos.

A praça é fantástica. Lindo cenário para um show explendido. Foram ao todo 15 artistas homenageando Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Nomes de peso da música brasileira estiveram presentes. Arnaldo Antunes, Chico César, Elba Ramalho, Elza Soares, Fernanda Takai, Lenine, Luiz Melodia, Margareth Menezes, Sérgio Ricardo, Marina e Lô Borges.

O show começou bem animado, com um carinha- que esqueci o nome,desculpe-me- que agitava demais. E a primeira música foi a música que usamos no espetáculo Sincretismo, em Marília. Boas recordações. A música fala de várias tribos indigenas que foram massacradas pelos portugueses.

Enfim, artistas entram, artistas saem, e aquela torre do relógio, na praça da estação tomando conta do cenário. Acho que só vi dois shows com um cenário tão belo assim. Livin Colour na praça Júlio Prestes e o Beatles Forever na Barão de Itapetininga. Agora esse show de ontem, que cenário magnifico.

O sol se punha quando os primeiros acordes começaram a tocar. Não me recordo da ordem correta, mas lembro-me de todos os artistas tocarem três músicas do próprio trabalho e uma do Milton. O melhor de tudo é que todos os artistas tocaram Clube da Esquina, exceto Elba Ramalho, que soltou um “Coração de Estudante” detonador.

No show de Chico César, aquele que lembra uma beterrab, a chuva começou a dar sinais de vida. Quando acabou o show dele, veio uma chuva muito forte, mas muito forte mesmo. E quem entra? Lô Borges, com a seguinte estrofe; “Quando eu falava desse temporal, você não escutou” e lançou apenas cinco músicas do Clube da Esquina. Foi de arrepiar. E aquela estação, aquele cenário.

O clima era meio mágico. Todos ali estavam para ver o Milton, curtindo, dançando, na maior paz e harmonia. Conheci um pessoal bem bacana, que só me lembro o nome de uma das meninas. Najara. Um nome desse é dificil de esquecer. E fica a dica,só me lembro de nomes estranhos, como Sinara, Séfora, Najara, Indianara, Meganine e por ai vai…

Enfim, o clima era perfeito, e aquela estação…

Quando Milton Entrou, o público veio abaixo. Entrou cantando “Canção da América”, em unissom com o público presente. E ele fez um comentário que me marcou bastante. Ele olhou para a praça cheia, olhou para o relógio “Nossa, oito horas. E essa estação, linda demais”. Essa estação…

Milton chamou cada um dos convidados para fazer duetos. Com a Fernanda Takai foi um arrepio. Eles avisaram que essa música não era tocada desde adécada de setenta, e ela ainda fez a meiguice de pegar em sua mão para cantar “Um gosto de Sol”, do Clube da Esquina. Foi demais, e com aquela orquestra de fundo, arrepia só de lembrar. Progressivo master.

E Milton olhava e dizia “aquela estação”. Em um momento do show,ele parou, olhou por uns segundos a estação e soltou; “Trem é a coisa mais linda do mundo, não deveriam acabar com a ferrovia no Brasil, olha que coisa linda essa estação, que cenário maravilhoso”.

Quando Lô Borges foi chamado para fazer o dueto, já sabia que iria vir bomba. Dito e feito, “Quem sabe isso quer dizer Amor” foi fantástica, e depois todos os artistas foram chamados para cantar “Maria,Maria”. Maravilhoso.

Um show fantástico. Mas não apenas pelos shows, pelos artistas. O clima ajudou bastante, a paz, a chuva, as danças, as palavras ditas pelos direitos humanos. E aquela estação…

Quem te conhece, não esquece jamais. Oh, Minas Gerais

Minas tem sido um aprendizado forte em minha vida também, e isso não é de hoje. Desde as épocas de Holy Sagga que MG me guarda surpresas. E eu sempre gostei daqui, não sei porque.

Bom, essa semana fui para a Feira Música Brasil. Essa feira acontece uma vez ao ano e cada ano é em uma capital diferente. Esse ano, a capital mineira foi a escolhida. Mas por que? Simplesmente porque aqui em Minas temos Milton Nascimento, um dos maiores nomes da música mundial.

No primeiro dia, Gilberto Gil se apresentou, mas quando fui pegar o ingresso, já haviam esgotados. O preço era o melhor de tudo. R$2,00 para ver feira e shows ótimos. Enfim, não consegui para Gilberto Gil,mas consegui para Andreas Kisser, Lenine e Flávio Venturini. Ótimo show, de cara lançou trêrs Beatles e até rolou Kiss- Cold gin – mas a entrada de Flávio Venturini foi muito melhor. 14 Bis era uma banda fantástica,e ainda depois homenagearam o Clube da Esquina.

Apóso show, conversei com o Ricardo e falei que iriamos entrar no camarim pra falar com o pessoal. Ele não acreditou e teve a prova de meus poderes. Entramos tranquila mente, e claro, uma fotinho com o Venturini e meia dúzia de palavras bestas com o Andreas, sobre o Sepultura e as bandas de Metal de MG. E olha que são muitas.

Enfim, um festival alternativo como esse é sempre bom ter. E em BH, é melhor ainda…113 anos, valew

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

...dos barulhos estranhos

Tem muita coisa que ainda acho estranho em BH. As ruas são extremamente confusas. Se todos os caminhos levam a Roma, Roma deve ficar na avenida do Contorno.
Bh foi a primeira cidade planejada do Brasil – depois veio Brasilia achando que poderia ser algo para o país. Tolinhos- e ela foi feita ao redor de uma avenida. A do Contorno. BH era pra ser apenas dentro da avenida, mas a cidade cresceu tanto nesses 112 anos, 11 meses e 29 dias que nã deu conta.

Amanhã BH fará 113 anos. Terá festas, shows, poesias e uma caralhada de coisa aqui na cidade. Gilberto Gil cantará de graça. Vamos ver como será essa cidade para comemorar seu aniversário.

Hoje uma amiga vai para Brasilia e pedi um presente a ela, será que ela voltará com ele? Acho bem dificil, huahauahu.

Mas vamos em frente, porque pra trás não rola não. Quem anda para trás é Michael Jackson e o Billy Idol.

Na festa dos Melhores do Brasileirão, ontem no Rio, Andrés Sanches, presidente do Corinthians, fez oque de melhor sabe. Perder a oportunidade de ficar calado. Após receber uma homenagem pelos 100 anos do clube, ele resolveu discursar. EM seu discurso ,falou de como é ruim ver um time caindo e voltando pela porta da frente – referindo-se ao Fluminense que saiu da série C para a série A sem passar pela segundona. Mas ele fez isso com a amioria dos jogadores do Flu e ainda muitos torcedores. Resultado, um coro de cinco mil pessoas gritando “Ah, é centenada”, em alusão ao Corinthians que não ganhou nem um titulo, nem de eleitor, esse ano.

Bom, vou nessa porque a soja já está fritando!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Climas e impressões


Até pensei em troca
r o nome do blog, pois ele tem sigla de São Paulo. Mas com tanta história contada, de tantos locais que já passei, fiquei vendo que como não tenho um CEP certo, pelo menos meu local de origem já é um bom começo.

Fui na casa do Lucas, um amigo do Ricardo aqui de BH. Gente boa demais. Para minha surpresa, ele tem o guia da Empresa das Artes, mas o da Estrada Real. Fiquei de emprestar a ele o que eu fiz do estado de São Paulo para depois pegar o que ele tem para ler. E não é que o cara já deixou na minha mão?

Além disso, na casa dele, todas as vezes tinha um tira gosto. Um dia feijão tropeiro, outro batata frita, azeitona e queijo. Eo clima era bme interiorano. Mineiro é um povo que sabe receber a gente muito bem. E quem gosta de comer, o lugar é um paraiso.

Fui encontrar também uma amig que conheci no show do Paul McCartmey. Conheci o lado mais rico da cidade. Ela ainda me mostrou a Praça do Papa, onde tem uma vista linda da cidade. Lembrou-me bastante do Mirante de Santana pelo tipo de vista. Só que daqui é muito mais ampla.

Enfim, comecei a procurar trabalho na segunda-feira passada. Na quarta-feira já estava correndo atrás de documentação. Na sexta-feira fiz o exame médico e amanhã entrego o restante. Maravilha, Alberto…

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sempre as mudanças

Não é fácil mudar assim de cidade como teho feito desde o Mato Grosso. E não me arrependo de (quase) nenhuma delas. Arília foi uma passagem um tanto quanto interessante para minha vida. Como aprendi e passei perrengue.

Mas mudei feliz. Ao contrario de quando eu cheguei. Cheguei em Marília apreensivo, com medo e a sensação do desconhecido total. Em Belo Horizonte está sendo diferente. Já foi desde a saída.

O ônibus atrasou mais de uma hora. Minha previsão de chegar às 18h de sexta-feira – ou seja uma semana atrás – iria para o espaço. Enfim, nada que eu pudesse fazer. Subi no ônibus e logo fui pegando minhas leituras. Quem me conhece sbe o quanto é dificil eu conseguir dormir em uma viagem.

Ao entrar em Minas Gerais, lá pelas 13h, não consegui nem piscar. O livro, as três revistas e o passatempo que havia comrpado foram totalmente deixados de lado e minha companhia foi o MP3 e a janela ao lado do meu banco.

Paisagens magnificas ao entrar no estado do “uai”. Uma mais bela que a outra, pinturas. Me lembrou da Mafalda conversando com o pai dela: “Foi Deus quem fez tudo isso pai:” “Uhun”; “Ele fez um belo trabalho,não?”. Cannyons, cachoeiras e serras de animar qualquer pessoa. Ou quase.

Em uma das paradas, resolvi bater um papo com duas mulheres, lá pelos seus 50 anos, que viajavam na poltrona em frente a minha. Curioso como sempre sou, quis saber um pouco da história delas. Bom, resumindo, elas estavam indo para uma cidade do interior de Minas, mas não havia ônibus direto de Campo Grande MS para lá.. Pegariam outro ônibus em Belo Horizonte. A filha de uma delas, juntamente com o marido e um cunhado bateram o carro e morreram na hora. Só sbreviveu a neta de 6 meses. Triste pensar em algo assim.

Enfim, fatalidades a parte, as serras continuaram a ficar magnificas. Ao entrar em Belo Horizonte, trânsito. Comecei a pensar se realmente estava valendo a pena tanta mudança assim. Ao contrário que muita gente pensa, deixar Marília foi um tanto dificil. Mas isso me faz bem,essas mudanças, o que vou encontrar de novo e tudo mais.

A chegada foi tranquila, o Ricardo já me esperava na rodoviária e fomos para a casa. Casa bonita, em uma rua sem saída e com cerca elétrica. Bem segura, mas não precisaria tudo isso não. Aqui as pessoas andam tranquilas a noite pelas ruas, e a condução de madrugada realmente funciona. No sábado voltamos para casa quase 3h e tinha ônibus regularmente para onde moramos.

Depois continuo com o relato de minha nova vida de mineiro.

Grande abraço para quem ainda lê esse blog.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Universidade...Classe D aumenta a participação

Eu ia falar de minha chegada em BH, mas preciso falar de outro assunto no momento.

Muita gente fala que o Pró-Uni é dar o peixe e não ensina a pescar. Muita gente imbecil, diga-se de passagem, eleitores da elite do PSDB que dizem que programa social é esmola, ou então que hoje "qualquer um pode ter carro ou andar de avião".

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.

O estudo, feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela também que as classes C e D respondem atualmente por 72,4% dos estudantes universitários. Em 2002, a participação dos estudantes desses dois estratos sociais somavam 45,3%. São considerados estudantes de classe D aqueles com renda mensal familiar entre um e três salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.530). Os estudantes da classe C têm rendimento familiar entre três e dez salários mínimos. Já na classe A, a renda está acima de 20 salários mínimos (R$ 10.200).

Obrigado Lula, e obrigado Brasil por ter escolhido Dilma para dar continuidade com o Pró-Uni. Não sou PTista como podem pensar, sou a favor da política pela minoria, daquela que realmente precisa.

Caso a memória dos poucos leitores desse falido blog está falha, o candidato a vice de José Serra Índio da Costa do DEMO 666 votou contra o Pró Uni.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gentle Chances

Minha cabeça está voando novamente.

Vejo que em Marília não tenho mais perspectiva de trabalho como jornalista. Muita coisa está sendo feita, tenho tido ajuda de muitas pessoas, mas nada. A maldita panela da mídia ainda é forte nessa pequena cidade do interior paulista.

Sinto muita vontade de ficar por aqui, mas pra que? Pra passar necessidade novamente? Pra ter que voltar a morar com mais 15 pessoas na mesma casa que roubavam minha comida, que pegaram quatro calças e meu celular? Obrigado, mas acho que mereço muito mais que isso.

Claro, mudanças nunca são fáceis. Muita gente vem me falar como eu tenho coragem de mudar assim. Sabe o que eu respondo? “Não é coragem, é falta de medo”.

O medo nos tira oportunidades incríveis. Tudo em nossa vida só depende da gente. Eu ficar em Marília só depende de mim também, mas eu sai de São Paulo porque estava trabalhando em qualquer coisa, não será aqui que farei isso, afinal estudei quatro anos para exercer a profissão.

O medo nos tira conhecimento, nos tira o amadurecimento e nos faz diminuir de tamanho. Muitas vezes nossos problemas são tão pequenos, mas pelo medo de enfrentá-los, deixamos os problemas com o dobro do tamanho. Depois vimos que era só pular esse problema para seguir a vida... E essa vida que sempre nos prega uma peça.

Um amigo da escola de artes, o Márcio, me falou algo bem interessante. Penso em mudar para Belo Horizonte, capital de MG e, diga-se de passagem, do mundo. O que ele falou para mim ficou matutando em minha cabeça. “Não caímos a toa em algum lugar. É a segunda vez que você fala de BH e pode ser que ali você se encontre, já que sempre fala que gosta tanto de Minas Gerais e queria muito voltar a morar por lá. Nós que vestimos branco temos um dever a cumprir, e quem sabe existem pessoas te esperando por lá”.

Ao que tudo indica, minha vida em Marília terá um ponto final. Triste? Um pouco. Não queria deixar o ciclo social que fiz por aqui, não queria deixar a escola de artes que aprendi, me deu espaço e me fez conhecer a Daisy, pessoa maravilhosa que entrou em minha vida e me ensinou bastante.

Mas a vida é assim. E eu, que gosto muito de viajar e conhecer novas culturas, vejo que esse é o meu caminho, desbravar esse país tão grande, com tanta mistura...o berço de uma raça.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Não tenho o que falar sobre o show do Paul McCartney. Foi uma emoção absurda, sem palavras mesmo.

Mas novas novidades(ou velhas para quem me conhece) virão...aguardem.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Folha. Não dá para ler

Um dos comentários postados no meu blog falou para eu me informar melhor e ler a Folha.
Bom, primeiramente, quem se informa bem não lê Folha. Alías, não lê nada do PIG – Partido da Imprensa Golpista, Globo, Folha, Estadão...

A Folha foi o único jornal do mundo que virou motivo de piada nas eleições. Tudo o que acontecia era culpa da Dilma, só porque o veículo apoiava o Maníaco da Mooca.

O #Dilmafactsbyfolha entrou no TT mundial. E ainda falam que a Folha é um jornal sério. Tudo era culpa da Dilma. Se tinha trânsito em SP, culpa do PT. Hitler? Quem criou foi Dilma. E vocês sabem, aquele Tsunami asiático que matou mais de 100 mil pessoas foi armação da Dilma.

A Folha emprestava seus carros para torturadores.

Agora, a Folha quer abrir a ficha de Dilma na época da Ditadura.

Para a Folha, lutar na Ditadura é ser terrorista, e fazer a fuga para o Chile seria a melhor opção.

Segue o texto do blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, um dos melhores jornalistas do Brasil (Ele não trabalha na Folha, obvio)

Primeiro, o que a Folha queria ?

A Folha queria abrir o passado da Dilma durante a campanha presidencial e ajudar o Serra e o índio a pendurar nas costas da Dilma o estigma de matar adultos, além de matar criancinhas.

O capítulo das criancinhas foi aberto pela Grande Estadista chileno-brasileira Mônica Serra.

O STM não deixou a Folha ajudar o Serra nesse aspecto.

Com a surra que a Dilma aplicou no Serra – 56% a 44% – o que a Folha agora quer ?

Primeiro, ir à forra da ficha falsa.

A Folha publicou uma ficha falsa da Dilma, que se tornou uma das notáveis “barrigas” da Imprensa Mundial.

A Folha vai tentar demonstrar que a ficha falsa é verdadeira.

Segundo, a Folha quer pegar a Dilma na mentira.

A Dilma e inúmeros colegas de militância asseguram que a Dilma não participou de nenhuma ação armada.

A Folha vai querer mostrar que a Dilma pegou em armas, roubou o cofre do Ademar, matou criancinhas, e derrubou as Torres Gêmeas.

Terceiro, a Folha quer desmoralizar a Dilma e reproduzir declarações e situações nascidas no processo de tortura.

Quarto, a Folha quer dar legitimidade a uma máquina repressiva e judicial construída no regime militar.

Quinto, a Folha quer re-instalar o regime militar e seus mecanismos no regime democrático que a Dilma respeitou e no qual se tornou vitoriosa.

Sexto, a Folha quer reestabelecer a legitimidade das práticas do regime militar a que ela, a Folha, serviu com devoção e fidelidade.

Serviu de diversas maneiras.

Serviu quando cedeu os carros de reportagem para transportar torturadores e vítimas de torturadores.

Serviu ao transformar seus jornais em instrumentos da repressão e da ocultação de crimes hediondos.

Sétimo, a Folha quer constranger a Dilma.

A Folha quer fazer o que o senador Agripino Maia não conseguiu: transformar o Regime Militar num regime constitucional inglês e a Dilma numa terrorista.

Oitavo, a Folha avisa a presidente eleita que a combaterá sem tréguas.

Nono, a Folha quer impedir que a Dilma faça uma Ley de Medios.

Décimo, para a Folha, a Dilma é o Marighella, que será abatido num cruzamento dos Jardins, entre a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos.


Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eu já havia falado

Alguns de vocês me ofenderam absurdamente. Outros protestaram e outros apoiaram. Mas que é claro que o Corinthians está sendo ajudado no campeonato, isso não tem o que falar.

Depois do jogo contra o cruzeiro, em que o juiz viu um pênalti absurdo contra Ronaldo (aquele dos travestis) o ex- jogador do clube deu uma declaração um tanto quanto verdadeira. Veja a fala de Roger.

Nos vestiários do Pacaembu, o jogador, que passou pelo Parque São Jorge na temporada 2005, afirmou que conhece o esquema de favorecimento ao Corinthians. "Já estive lá em 2005 e sei como as coisas funcionam no Corinthians. Naquela época não reclamei e agora também não posso reclamar", disse o atleta depois da partida. Roger fez parte do grupo campeão brasileiro daquela temporada.

Ou seja, o campeão nacional de 2005 disse que houve favorecimento para o clube, e o que ainda acontece. Está descarada a ajuda. Andrés Sanches, presidente do clube, é conselheiro da CBF. Milagrosamente, mesmo tendo o Morumbi e o Palestra Itália aptos para uma copa do mundo, o estádio que nem existe será palco da abertura, segundo a CBF.

Além disso, ninguém pergunta de onde vem o dinheiro? Pois o clube não tem grana pra isso e o BNDES já afirmou que não vai ajudar.

E por falar em dinheiro...

No ano de 2005, o Corinthians escandalosamente comprou o campeonato nacional. Na foto de campeão, está Edílson Pereira de Carvalho.
Alguém duvida do apito amigo?
Veja esse vídeo

http://www.youtube.com/watch?v=hghV3UBxkuA&feature=player_embedded

Comentários ofensivos serão apagados ok?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Feira noturna, universitários...Isso é Marília

Eu ainda não me acostumei com alguns hábitos da cidade de Marilia. Ontem, junto com a Daisy na feira que rola de noite todas as quintas, falávamos sobre a peça que estamos desenrolando e eu viajava em meus pensamentos.

A feira noturna é muito movimentada. Muita gente vai. Para quem não é de Marília e freqüenta o blog, explico. Nessa feira, não é como as feiras livres de SP ou de outras cidades, que vendem apenas frutas, legumes e verduras. Na quinta feira, além dos produtos tradicionais, a feira ainda tem um monte de barraca de doce, comidas diversificadas, pula-pula para as crianças (uma pena) e cama elástica. A feira tem um grande movimento, e muito familiar, diga-se de passagem.

Mas o feriado chegando e a cidade ficará novamente vazia. Fica um tédio essa cidade em feriado, sério. Aqui, temos cerca de 12 mil estudantes. Desses, pelo que eu havia levantado em matéria no Diário de Marília quando estava lá, cerca de 82% dos estudantes não são da cidade.

Resultado. Feriado, acidade vazia. Tirando os bares de rock e o Chaplin, da falsa elite mariliense, os bares ficam as moscas. Isso deve-se ao fato de que o pessoal das universidades são os que movimentam a vida noturno de Marília. Com exceção dos bares que citei, que já são tradicionais na cidade e nunca dependeram de universitários, os bares ficam no prejuízo no final e começo de ano.

O que ainda acho muito estranho são as pessoas que não são de Marília. Nunca ouvi alguém falar que gosta daqui. Só quem nasceu aqui fala isso. Não entendo o porque, mas de certa forma, Marília não é uma cidade tão amável assim. É difícil gostar daqui. A cidade foi aos poucos me conquistando. Mas não digo que amo aqui. E digo mais, certamente não farei minha vida aqui. Claro, não sou profeta, mas não pretendo esticar tanto minha vida mariliense. Acho que o Brasil é grande demais para isso!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cartola


É muito difícil falar sobre Cartola. Ele foi um gênio da música brasileira que só foi reconhecido depois dos 60 anos. Nessas horas, vejo o quanto o público brasileiro ainda é ignorante na música, deixando como Deuses Legião Urbana e Cazuza e esquecendo de Cartola. Até Cazuza já gravou cartola minha gente.

O samba de cartola é incrível. Com melodias suaves, às vezes cadenciada, Cartola, ex-mestre de obras, falava do cotidiano carioca. Malandro que só ele, casou-se duas vezes. E seu maior trunfo foi, sem sombra de dúvidas, o papel que teve em criar a escola de samba “Estação Primeira de Mangueira”. As cores verde e rosa são de sua autoria.

Ontem, no Sesi de Marília, um grupo chamado “Cartola Branca” apresentou clássicos de suas composições. Formado por pessoas jovens, todos vestidos de tênis e camisetas brancas – assim como Cartola se vestia- passaram por todas as épocas do compositor. Para quem não sabe, Cartola foi reconhecido apenas em 1974 até 1978 quando, em ’79 veio a falecer.

Deixou um legado de obras incríveis. E fico feliz em ter uma homenagem como essa em Marília. É bom saber que esse tipo de cultura ainda vive aqui nessa cidade, tão atrazada no tempo e tão tradicionalista.

Mas...sempre tem um mas.

Como Paulista e paulistano, sinto falta de uma homenagem boa para o maior dos sambistas. Adoniran Barbosa. Esse sim, com seu tom irônico e suas melodias maliciosas, seu samba chorado encanta até hoje o Brasil. Mostra a real cultura da cidade de São Paulo, o mais tradicional dos bairros de redutos italianos e o melhor de tudo, o cara sabe sacanear como ninguém.

Eu também espero uma homenagem para Bezerra da Silva, mas com uma população que coloca Restart como melhor grupo do ano, certamente Bezerra ficará apenas para os inteligentes. Obrigado

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Fantástica Volta ao Mundo

Peguei esse livro por um acaso do destino. Estava fazendo feira no domingo e tinha uma barraca vendendo o livro. Bom, para que entendem, amigos. Aqui em Marília, a feira livre não é apenas de frutas, verduras, legumes e pasteis. Aqui, junto com os produtos tradicionais de uma feira, tem a parte de objetos. Tem de tudo, copo de liquidificador, livros, bikes entre muitos outros produtos.

Enfim, estava indo embora quando vi um cara vendendo uma penca de livro. Sairia cinco livros por R$10,00. Aproveitei e peguei. E um me chamou a atenção. O Livro “A Fantástica Volta ao Mundo”, do jornalista Zeca Camargo. Bom, se é um livro sobre viagens, to dentro, principalmente pela volta ao mundo. Mas me decepcionei com o livro.

No início, pensei que ele fosse contar como foi, choques culturais, problemas com a língua local, lendas urbanas entre outras coisas. Ledo engano. Mas depois de umas páginas, pensei que ele fosse falar do trabalho jornalístico nesse tipo de trabalho. Me animei um pouco mais. Mas novamente me enganei.

No livro, ele conta muito superficial sobre cada país. Ok,ok, não da para falar muito em poucas páginas, mas ele deu uma volta ao mundo e além disso, o livro beira as 500 páginas. Acredito que daria para se aprofundar mais nos assuntos particulares. O cara ficou descrevendo como era difícil mandar o material de imagens para o Brasil pelas precárias Lan-houses encontradas ao longo do percurso.

Comida? Só as que ele passou mal. Cultura? Só as que ele já conhecia. O livro baseia-se em turismo rápido. Se você for visitar tal país um dia e só tiver um dia para ver as coisas, o roteiro do livro dele é certo.

Enfim, o cara teve uma oportunidade de fazer um baita livro. Mas falou apenas do turismo básico e de onde comprar lembranças nas viagens. Infelizmente, um livro decepcionante.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Paul, calor, hortas...


Ficar sem computador é uma porcaria para quem tem o habito de escrever todos os dias. E sinceramente. Escrever com teclado é mais rápido e prático do que com a caneta, pelo menos pra mim. Viu só, coisas do mundo moderno, dependencia de tecnologia.

A foto aqui mostra um momento em que, em partes, estive presente. Logo menos estarei novamente,hehehe; Minha irmã no show do Paul McCartney no domingo. Liguei para ela umas quatro vezes para ouvir um pouco do Paul. E o cara deu um show de simpatia com a galera. Como disse minha irmã, até dançando ele é um Sir.

Será memorável. Nunca imaginei em ver um Beatle tocando. E tudo que gosto vem por causa de suas músicas. Queria poder ter ido em Porto Alegre também. Mas infelizmente não rolou.

Aqui em Marília as coisas começam a esquentar. E falo do tempo mesmo. Todos os dias, acordo com uns 30º na cabeça. Marília é quente. Lembro quando eu cheguei na cidade, dia 16 de janeiro de 2010, que foi a primeira impressão que tive. Calor demais. Cheguei às 6h e estava um calor absurdo, e tinha uma penca de mariposa. O cidade que tem insetos viu!

Agora é aguentar. Mais de 30º na cabeça todos os dias.

Alguém aqui tem ideia de como eu faço para transformar minha casa em um refugio naturalista? Quero horta, frutas, coisas do tipo,afinal não sai de São Paulo para viver igual SP.

Enfim amigos, assim que puder voltarei. Tá complicado sem computador eu ficar nas redes, mas logo menos volto!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

10 coisas que homem de verdade não faz

01. Chegar aos 40 anos de idade sem barriga. Aos 40 anos se você se preocupa com o físico, você é bicha! Como diz o ditado: “Quem gosta de homem bonito é baithola. Mulher gosta de dinheiro”. Você tem mais é que parar de se preocupar com a barriga e tratar do seu bolso porque aquela menina gostosona de 19 anos dá mais importância ao carro importado e ao cartão de crédito que você tem, do que aos seus músculos do abdômen.

02. Pedir caipirinha com adoçante.
Você pede caipirinha com adoçante?….Fala sério???!!! Tá de regime? Ou você bebe ou não bebe! Caipirinha é o seguinte: Limão, AÇÚCAR, gelo, pinga ou vodka. Se é pra pedir diferente, não chame de caipirinha, diga pro garçom o seguinte: Hoje vou pedir uma bebida de fresco, dá pra mim um copo com limão, vodka (ou pinga), gelo e adoçante.

03. Chupar um sorvete. Verbo “chupar” não deve fazer parte do vocabulário de um homem, um verdadeiro homem quando COME sorvete e o faz com dentadas, não com chupadas.

04. Saber o nome de mais de 4 coisas na padaria.
Homem entra na padaria e fala logo o que quer, no máximo quatro itens: normalmente são o pão, o café, o leite e a manteiga. Chegar na padaria pedindo um pote de queijo Philadelfia, 250 gramas de lombo canadense “bem fininho, viu?!”, ou então um salame (!!!), é sintoma grave de frescuragem.

05 Sair pra dançar.
Que merda é essa? Homem sai pra beber, pra zoar, pra pegar mulher. Homem que sai pra dançar não é homem! No máximo, você pode dar uns passos na pista de dança, com a intenção, é claro, de se aproximar da mulher que te chamou a atenção. Homem que sai pra dançar é fresco enrustido.

06. Bebidas com nomes exóticos.
Sex on the beach, Dry Martini, Bloody Mary….tudo coisa de fresco! Homem não tem frescura, bebe aquilo que todo mundo conhece: Vodka, Pinga, Whisky, Conhaque. Cerveja muita cerveja! Detalhes em copo de homem são: limão, gelo ou palito, dependendo da bebida. Canudinho e guarda-chuvinha nem pensar. Coisa de baitola!

07. Reparar como os outros estão vestidos.
Você é daqueles que repara que seu amigo está vestindo a mesma camisa de ontem? Você é baithola! Qual a diferença entre seu amigo sair para tomar uma cerveja com uma camisa dessas que não sai por menos de 100 pratas (coisa de fresco) e sair com uma camiseta que ele ganhou de brinde do cartão de crédito? Nenhuma! Se o cara tá ridículo, o problema é dele, ou melhor, sobra mais mulher pra você! Se você dá uma de Clodovil e repara se a roupa de seus amigos combinam, você é bicha!

08. Comer bolo em festa de aniversário. Só fresco faz isso. Homem que é homem enche o prato de salgadinhos, bebe pra caramba, vomita. Quem come bolo é mulher, criança e VIADO.

09. Pedir meias porções ou meias doses.

O nome é porção ou dose porque já é calculado, ou seja, um homem come uma porção de gororoba, ou uma dose de birita. Então, quem come meia porção é meio-homem. Pior ainda são aqueles que pedem pratos terminados com “inho”,”por exemplo: Garçom, traz um arrozinho por favor? Isso é muito fresco.

10. Consolar ex-namoradas de amigos.
A única maneira do verdadeiro homem, fazer isso, é pensando em como levar ela pra cama ou então fazendo com que ela fale algo que possa ser usado pra zoar o seu amigo em questão. Do contrário, vá chorar no ombro da mamãe… bichona!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nem a direita, nem a mídia, nem o PAPA seguraram Dilma


A campanha contra Dilma nessas eleições foram imensas. Teve o PIG – Partido da Imprensa Golpista – teve os pastores evangélicos que iriam tirar uma grana boa no governo PSDB e até o Papa contra a candidata Petista. Mas o que prevaleceu foi que o Brasil cresceu e continuará crescendo. Novamente, teremos um governo que vai dar mais atenção para quem realmente precisa.

Bolsa Família, em que muito chamam de esmola mas coloca comida no prato de muita gente, Pró Uni – que eu sou um beneficiado do programa – e outras melhorias não apenas com programas sociais vão continuar. Os brasileiros continuarão a comer bem, e não terão mais vergonha de falar lá fora “Sou brasileiro”, pois somos muito bem representados.

Aos eleitores do Serra, meu pêsames. Eu sei que vocês não queriam que pobre subisse, que tivesse oportunidade e que tivessem o que comer em seu prato,mas a vida é assim mesmo.

O Maníaco da Mooca conseguiu a prova de que funcionário público tem a força e o poder. Foram 98% de votos contra. Quem votou a favor de Serra? Pessoas ligadas a FATEC. Apenas elas. Para quem não sabe, Fatec é uma escola técnica pública para gente rica.

Um novo destaque aqui em Marília. Muitos repudiaram minha saída da ong MATRA. É ONG sim, todos os envolvidos com a ONG não gostavam que usasse a palavra ONG,mas é uma ONG e ponto. Hehehhe. As portas que abri para a ONG foram novamente fechadas, e tudo que iria usar para a mesma vou usar para outro lugar.

A cidade ta cada vez mais quente. Lembro de quando eu cheguei aqui e estava fervendo demais. Esses dias voltarão.

E quem puder, dia 18 vou me apresentar no “Tarsila do Amaral” com a peça “Sincretismo”. Até lá.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

E o vento ainda sopra

Essa semana foi pesada demais.
Depois colocarei uma carta em que escrevo para todos os membros da ong Marília Transparente. Um baita golpe me deram, acabaram comigo. Para piorar, todos os argumentos que me deram para eu sair eu consegui derrubar, mostrando totalmente o contrário.

Mas enfim.

Novos ensaios para o Sincretismo na ELAM. Elenco menor e agora um pouco mais complicado. Ensaios e mais ensaios. Estava sentindo falta do palco sabe. Aquele frio na barriga de cantar, de levar broncas, de ensaiar, ensaiar,ensaiar...parece que nunca está bom, mas na hora do palco, tudo parece que fica mágico.

A responsabilidade agora é maior, afinal, elenco menor e não temos a obrigação de entregar um trabalho de uma oficina cultural. A gora é nosso portifólio, é nosso trabalho que está em jogo.

Terá semana de Jazz aqui na cidade, com nomes internacionais. Bem legal o movimento aqui na cidade. Jazzbuticaba, Panela de expressão entre outras bandas e fora da cidade. Vale a pena conferir.

E clã, não poderia deixar de falar... Morreu o Povo Paul e Romeu Tuma. No mesmo dia. No mesmo horário. Acho que um era a identidade secreta de outro. Agora qual era qual, ai já não sei. Só sei que a morte de Tuma foi uma coisa boa. Coisa boa?
Sim, para quem não sabe, ele foi torturador na época da Ditadura. Ele pegava o carro emprestado da Folha de SP – sim, o jornal comprado pelo PSDB – e pegava jornalistas e estudantes para torturar. Sinceramente, foi uma boa perda para o Brasil. Agora só falta o Serra, o Alckmin e os fãs de Legião Urbana.

E lembrando, dia 21 de novembro, Paul McCartney virá ao Brasil. Arregaço, quem não for é cabaço de primeira linha...Ai certamente tem gente – vulgo meu pai- que virá dizer “Emoção passageira, isso não vale o sacrifcio”. Eu também acho que não vale ficar na frente da TV vendo 22 homens de short, meia até a canela correndo para pegar uma bola. Quando pegam, chutam ela pra mais longe ainda. E nem por isso fico falando que não vale,afinal cada um tem a emoção que necessita.

Em breve, um projeto que iria colocar na MATRA e que vou fazer aqui na cidade. Será bem legal!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ah, como eu queria

Ah, como eu queria
Ser aquela gotícula de suor que passeia em seu corpo
Ser aquele mel que escorre pelos seus lábios
Ou ser um sopro de vento, para poder mover seus cabelos

Ah, como eu queria
Ser a luz da manhã que lhe faz acordar
Ser aquele cobertor que lhe esquenta todas as noites
Ou a luz do mais belo luar

Ah, como eu queria
Ser o azul do céu que ilumina
Ser aquele caminhar calmo
Ou um sorriso de alegria

Mas sempre que me deparo com o que quero
Vejo que nunca estás por perto
Ah, como eu queria...

Ideia original de Mariana Aprille.
Reformulação e adaptação Pedro Ferraz

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Teatro, palco, luz,cenas

No último domingo estava deitado, pensando na minha nova casa, nos novos rumos q minha vida anda tomando. Acabei indo ler uma revista e liguei a TV para não ficar sozinho.

No SBT, passava o programa “De frente com Gaby”, com a jornalista artista e, sinceramente baita entrevistadora quando quer Marília Gabriela

Nota – Ela é uma baita entrevistadora quando quer, pois ela é pau mandado. É só ver o programa Roda Viva da TV Cultura.

Marília Gabriela entrevistava Luana Piovani. Uma grande atriz e agora investe bastante no teatro infantil. Uma fala dela me chamou bastante atenção.

Marília Gabriela falava sobre os projetos e Luana falou do teatro infantil. “Poxa, o teatro para crianças é sempre visto como bobo. Muitas vezes é apenas para iniciar o trabalho de ator, nunca levam tão a sério”.

E eu já havia percebido isso antes. Conseguir fazer uma peça onde a criança goste é difícil pra caramba. Falo sério. A criança não consegue fazer de conta que está gostando da peça. Ela simplesmente desvia sua atenção para qualquer formiga passando.

A última vez que fiz um teatro infantil pude perceber bastante isso. “O Lobo, os três porquinhos e o Gênio da Lâmpada”. O bacana foi que ao final todas as crianças haviam prendido a atenção na história. Mas foi bem difícil isso.

Fazer teatro infantil geralmente é visto com olhos tortos. No “Corpo & Alma” alguns torciam o nariz quando falávamos em fazer um teatro infantil. Na Elam, percebi que alguns também, mas os que toparam percebo que são atores bem melhores.

A Luana Piovani está investindo alto nesse teatro infantil. Suas peças estão cada vez maiores, está evoluindo mais ainda como atriz e quebrando uma barreira gigante, de que o teatro infantil é apenas para ser bobo. Produções como Alice e o Pequeno Príncipe mostram o quanto não devemos esquecer dos pequenos na arte...

A sim, e fiquem atentos. A Elam tem duas peças infantis que está botando pra quebrar. Primeiro é a clássica “Saltimbancos”, musical que despensa apresentações. A outra, “Forrobodó com a Nega”, que é uma peça bem engraçada que, sinceramente, não é apenas infantil. Tem um “Q” mais adultos. E aquela menina que faz a beata...un...coisa linda :P

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dia do professor. Podemos comemorar?

Hoje, 15 de outubro estamos comemorando o dia do professor. Aqueles que nos ensinam, que nos fazem ter gosto pelo aprendizado e que formam boa parte de nosso caráter, desde a primeira série até o término do colegial, isso quando não vamos para uma faculdade.
Infelizmente aqui no estado de SP a realidade é outra.
Como a maioria sabe, venho de escola pública. O ensino está cada vez pior. O professor não pode ensinar de verdade, precisa seguir uma cartilha dada pelo governo. E ai daquele que reclamar, é cassetete na orelha.
O professor anda de mal a pior. Não o profissional, mas o que andam fazendo com ele. Colocam mais de 50 alunos na mesma sala de aula. Dentre os 50 alunos, aproximadamente dois realmente querem aprender alguma coisa.
Na rede estadual, a aprovação é automática. Todo mundo sabe disso, inclusive o aluno. Lembro-me de meu segundo colegial, quando uma professora ameaçou um aluno, por volta de setembro. O aluno respondeu que a professora não poderia ter mais autoridade que o governo, e que o governo quer que todo mundo passe de ano, mesmo não aprendendo nada. E o pior é que isso é verdade.
Eu repeti a quinta série. Entrei em uma escola terrível e acabei andando com pessoas que só iam para a aula para atrapalhar mesmo. Mas eu iria passar de ano. Quem fez uma “briga” e me repetiu foi minha mãe. Veja bem, o ensino já não é grande coisa, ai vem a diretora e fala para a mãe de um aluno que não havia feito absolutamente nada em um ano letivo “é só ele entregar um trabalhinho que a gente o transfere para a sexta série”.
Um absurdo isso. E o pior é que está cada vez mais comum essa história.
Segundo um dos candidatos a presidente, um careca que parece o Sr. Burns mas não fica legal falar o nome dele aqui, nas escolas estaduais existem dois professores em cada sala de aula. Alguém que more no estado de SP e lê essa patifaria de blog, sabe de alguma escola que tenha dois professores? Pois eu nunca vi.
Os professores, em Março deste ano, foram reclamar um ajuste salarial. Eles estavam com congelamento na folha há seis anos e falaram em aumento proporcional a inflação. O aumento dado foi de 3,5%, sendo que a inflação no ultimo ano foi de 12%.
Os professores da rede pública, seja municipal ou estadual, não têm mais o respeito que deveriam ter. Os alunos estão em uma época do “tudo pode”, e beira a falta de respeito em muitos casos. Alunos que vão armados para salas de aula, professores não conseguem dar aula.
Lembro-me na época do colegial quando alunos fumavam maconha na sala. Se o professor falasse algo, certamente não iria ficar bem para ele depois. X9 acaba com a boca cheia de formiga mesmo.

Mas vamos pensar que isso também não está dentro de solução do Estado. É a base familiar que determina o caráter e o que a pessoa faz. Eu sempre aprontei muito na escola, e admito ter aprontado até na faculdade, mas nunca faltei com o respeito para com o professor. Isso vem de casa. Minha mãe e meu pai sempre me mostraram o quanto é necessário o respeito ao mestre. Ele não é babá dos alunos, mesmo algumas mães achando o contrário. Ele está lá para nos dar o mínimo possível de conhecimento, já que o Estado não permite um ensino de qualidade.

Então parabéns mestres. Queria dar um abraço aos inesquecíveis
Prof. Maria Lúcia – 2ª série
Prof. Rosangela – 3ª série
Prof Yara – entre a 6ª e o segundo colegial
Prof. Maria Isabel – a que mais me incentivou a escrever e falava que eu teria um grande futuro caso investisse nisso. Vou cobrá-la desse grande futuro.
Prof. Siomara – Português da faculdade. Segurou uma barra por mim
Prof. Paulo Rodolfo de Lima – Meu orientador de TCC e grande pessoa
Prof. Zarahi – Maluco beleza da facul. Bebíamos na vila Madalena
Prof. Vasco Filho – Aula magnífica de política na faculdade
Prof. Marcos Horácio – Responsável pelos pensamentos críticos e não conformismo da faculdade
Prof. Claudia Costa – Mostrou como é jornalismo de verdade
Professora Vilma – Ela roubava criancinhas, heheh, nada, dava aulas de teoria musical
Professor Aurélio – Aulas de guitarras e tirávamos altos sons.

Obrigado a todos. Se algum professor não foi mencionado, desculpe-me, mas não marcou em porra nenhuma minha vida!

Votarei no Serra

Eu ia Justificar, mas cansei.
Basta! Vou votar no Serra.
Vu pra SP no dia 31 só para isso

Alguém mais se identifica?
Ainda mais pra quem gosta
de discutir política sem
embasamento nenhum.


"Cansei...Basta"!
Vou votar no Serra...

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato
demais. O salário dos pobres aumentou e qualquer um agora se mete a comprar
carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum,
a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus
celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa
de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel,
agora navega...
Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo,
todo mundo tem carro, até empregada doméstica. " É uma vergonha! ", como dizia
o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar porque, como em
S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35
km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem
até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire,
agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei de ir a banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do sítio de um amigo agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?

Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia
ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,
SBT, Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja"
passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço e de escolas públicas, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito...


Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria.
E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha vai passar férias no exterior. É o fim...

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as
emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e
aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender
com altos lucros. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa
hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode,
pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa se meu pai era mais esperto que
os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça?
Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Quero os 500 anos de oligarquia autoritária, corrupta e escravizante de
volta. Quero também os Arminios Fragas & outros pulhas, que transformaram a
Vale e a Embratel em meros ativos para vender a preço de banana para os "amigos do rei". Quero de volta a quadrilha do FHC, escondendo escândalos, maracutaias e compra de votos no Congresso. Onde já se viu: nesta terra sem
lei chamada Brasil, só a direita corrupta tem o direito de roubar, o resto
tem que trabalhar duro, com salário de fome para que os tubarões,
empresários e banqueiros, comprarem seus jatinhos e iates além de mandarem
dinheiro para paraísos fiscais. Quero o Serra & quadrilha fazendo pelo país o que fez com os funcionários públicos, professores, médicos e policiais do Estado de São Paulo passarem 14 anos à míngua. Tem que arrebentar essa pobralhada.

Eu ia justificar, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta!"

PT x PSDB

Do blog "Entre o Girassol e o Espelho"

O segundo turno das eleições 2010, é uma grande oportunidade para todos brasileiros decidirem o futuro e PELA PRIMEIRA VEZ da pra comparar o que os TUCANOS e os PETISTAS fizeram. Afinal, os dois tiveram a mesma chance...


8 anos de governo FHC com o SERRA e estamos completando 8 anos de governo LULA com a DILMA.
Normalmente as palavras se perdem ao vento... os políticos podem falar o que quiserem... A Dilma vai falar, o Serra vai falar mas o melhor mesmo é usar os números, que mostram as comparações fiéis.
Como ninguém governa sozinho e cada partido tem uma ideologia, agora podemos comparar e decidir. PT ou PSDB?


Principais Ministros:
FHC: José Serra (Ministro da Saúde e Ministro do Planejamento)
LULA: Dilma Rousseff(Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil)
Juros Nominais (Taxa Selic):
FHC: 25% ao ano (2002)
LULA: 8,75% ao ano (2008)
Inflação (IPCA):
FHC: 12,5% (2002)
LULA: 4,3% (2009)
Transações Correntes:
FHC: Déficit de US$ 186,5 Bilhões (1995-2002)
LULA: Superávit de US$ 44 Bilhões (2003-2007)
Exportações:
FHC: US$ 60 Bilhões (2002; crescimento de 39% em 8 anos)
LULA: US$ 153 Bilhões (2009; crescimento de 155% em 7 anos)
Crescimento Econômico:
FHC: 2,3% ao ano (1995-2002)
LULA: 5,3% ao ano (2004-2008)
Empregos Formais:
FHC: 1.700.000 (1995-2002)
LULA: 9.700.000 (2003-2009)
Balança Comercial:
FHC: Déficit de US$ 8,7 Bilhões (1995-2002)
LULA: Superávit de US$ 237 Bilhões (2003-2009)
Taxa de Desemprego:
FHC: 10,5% (Dezembro de 2002)
LULA: 6,8% (Dezembro de 2009)
Risco-País:
FHC: 1550 pontos (Dezembro de 2002)
LULA: 220 pontos (Janeiro de 2010)
Reservas Internacionais Líquidas:
FHC: US$ 16 Bilhões (Dezembro de 2002)
LULA: US$ 241 Bilhões (Janeiro de 2010)
Relação Dívida/PIB:
FHC: 51,3% do PIB (Dezembro de 2002)
LULA: 43% do PIB (Novembro de 2009)
Déficit Público Nominal (inclui despesas com juros):
FHC: 4% do PIB (2002)
LULA: 2% do PIB (2008)
Dívida Externa:
FHC: US$ 210 Bilhões (Dezembro de 2002) – 45% do PIB
LULA: US$ 0
Inflação Acumulada (IPCA):
FHC: 100,6% (1995-2002)
LULA: 45% (2003-2009)
Pronaf:
FHC: R$ 2,5 Bilhões (2002)
LULA: R$ 15 Bilhões (2010)
ProUni:
FHC: Não existia
LULA: 470 mil estudantes beneficiados
PIB (em US$):
FHC: US$ 459 Bilhões (2002)
LULA: US$ 1,8 Trilhão (2009)
Produção de automóveis:
FHC: 1.791.000 (2002)
LULA: 3.130.000 (2009; crescimento de 74,8%)
Produção de máquinas agrícolas:
FHC: 52000 (2002)
LULA: 65000 (2007; crescimento de 25%)
Vendas de automóveis zero KM:
FHC: 1.465.000 (2002)
LULA: 3.140.000 (2009; crescimento de 114%)
Renda Per Capita:
FHC: US$ 2859 (2002)
LULA: US$ 9.300 (2009)
Coeficiente de Gini (Indica a Distribuição da Renda do Trabalho; quando mais próximo de 0 menor é a concentração da renda):
FHC: redução de 0,602 (1993) para 0,593 (2002)
LULA: redução de 0,593 (2002) para 0,544 (2008)
Indice de Pobreza:
FHC: 38,6% (1995); 38,2% (2002) – queda de 0,6%
LULA: 38,2% (2002); 25,3 (2008) – queda de 12,9%
Gastos Sociais Públicos (% do PIB):
FHC: 19,2% (1995)
LULA: 21,9 (2005)
Pobreza Extrema:
FHC: De 17,3% (1995) caiu para 16,5% - queda de 0,8% (2002)
LULA: De 16,5% em 2002 caiu para 8,8% - queda de 7,7% (2008)
Renda per capita mensal dos 10% mais pobres:
FHC: 2001 – R$ 34
LULA: 2008 – R$ 58 (crescimento de 70,6%)
Renda per capita mensal dos 10% mais ricos:
FHC: 2001 – R$ 2316
LULA: 2008 – R$ 2566 (crescimento 10,8%)
Gasto público:
FHC: 477,8 bilhões de reais entre 2001/2002
LULA: 468,7 bilhões de reais nos dois primeiros anos
Salário mínimo:
FHC: R$ 100,00 quando assumiu o governo e depois exatos quatro anos, o valor real foi reduzido para R$ 98,83, pois a inflação foi maior do que o reajuste salarial
LULA: R$ 510,00, o salário mínimo teve o maior aumento real dos últimos 40 anos, na casa dos 25,8% (já desconsiderando a inflação do período)
Pesquisas:
FHC: Termina o mandato com 30% de aprovação no país;
LULA: Termina o mandato com 80% de aprovação no país;
CNI/IBOPE mostra que 61 % da população consideram o Governo LULA e DILMA melhor que o Governo FHC e SERRA

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Para você que não votou na Dilma

por Leonardo de Souza *

Você não votou na Dilma no primeiro turno. Também não pretende votar nela no segundo turno. Não apenas você não vai votar nela, como você tem alertado sobre os perigos de se votar na candidata petista. Você tem suas razões para achar que o voto em Dilma não é o melhor para o Brasil.
Eu não penso como você. Entendo que o melhor voto para o Brasil é o voto em Dilma Roussef, e não em José Serra.

A principal razão que, no meu ponto de vista, justifica o voto em Dilma não é uma única razão. Na verdade, são 53 milhões de razões: entre 2003 e 2008, foram 21 milhões de brasileiros que deixaram a miséria e outros 32 milhões que ascenderam à classe média. Os números dos que chegaram à classe média correspondem mais ou menos ao total de torcedores do Flamengo, e os que saíram da pobreza correspondem aproximadamente à torcida do Corinthians. É isso mesmo: o número de brasileiros que melhoraram de vida na Era Lula é um pouco menor que a soma das torcidas do Flamengo e do Corinthians. A pobreza extrema no país foi reduzida à metade nos anos Lula. Esse salto não se deveu apenas ao bom momento econômico. Isso é fruto de medidas específicas do Governo Federal, tais como o Bolsa Família e o Bolsa Escola.

Você chama esses programas de assistencialistas, de demagogia paternalista. Na sua concepção liberal de “Estado mínimo”, esses programas não têm justificativa. Mas os países socialmente mais justos foram aqueles em que o Estado assumiu um papel ativo na promoção do bem estar social. Você condena os programas brasileiros, mas, quando vem à Europa, se embasbaca dizendo que a Suécia ou a Dinamarca é que são países “de verdade”, pois se importam com seus cidadãos. Os programas sociais brasileiros são irrisórios se comparados aos de países da Europa ocidental. Por que você etiqueta os programas assistencialistas suecos de “justos” e os brasileiros de “demagógicos”? O número de programas de suporte social de um país como a França é muito superior ao do Brasil. Para você ter uma ideia, aqui eu recebo uma ajuda de moradia, fornecida pelo governo francês a todo estudante que paga aluguel, seja ele francês ou não. Isso custa uma grana preta aos cofres franceses. Certa vez, comentei com um colega no trabalho que recebia essa ajuda. Nunca vou me esquecer do que ele falou: “Puxa, nem sabia que isso existia aqui na França. Sou classe média, não preciso desse auxílio, mas fico feliz de saber que os impostos que eu pago servem para ajudar estudantes como você”. Isso é civismo. É impensável ouvir isso da classe média brasileira, notória pelo seu acivismo. O que se ouve deles é que “a classe média é explorada”.

Você deveria é ficar feliz de saber que parte de seus impostos são destinados a ajudar os brasileiros que podem menos. Votar em Dilma é votar na continuidade desses programas. É a garantia de que mais compatriotas irão melhorar de vida. Ou você acha que vai manter esses programas um cara cujo vice propôs punir quem dá esmolas e que chamou o Pronasci de “bolsa-bandido”? Um cara cuja esposa chamou o Bolsa Família de “bolsa vagabundagem”? Você acha que esse senhor tem capacidade de diálogo com os mais desprovidos? Um cara que diz não entender os sotaques de goianos, mineiros e pernambucanos? Um cara que, como bem observou Idelber Avelar, inventou a favela de plástico? Um cara que diz para uma eleitora na favela, “Não posso conversar agora. A senhora não poderia me mandar um fax?”? Esse senhor não demonstra ter canais de comunicação com os pobres. Serra diz que vai manter os programas sociais. Só que eu não confio no que Serra diz. Aliás, não confio sequer no compromisso que ele assume por escrito em cartório.

Foi sob o Governo Lula que a economia brasileira conheceu um período de crescimento expressivo, inclusive durante a crise mundial. Conheço seu argumento: “Lula continuou o que FHC fez”. Só que o próprio FHC reconheceu recentemente que a gestão econômica do PT tem méritos próprios. Insistir na tese de que tudo de bom da economia brasileira não tem sequer uma contribuição da equipe econômica de Lula, mas apenas de FHC e do Plano Real, tem tanto sentido quanto dizer que a pujança da indústria automobilística brasileira nos dias atuais é mérito de apenas um homem: JK.

Não foi apenas no plano econômico que a gestão Lula foi primorosa. Há que se destacar a revitalização do sistema universitário público. Comparar a gestão Lula com Paulo Renato é como comparar o Barcelona ao Madureira. Foi nos anos FHC que o ensino superior privado conheceu fulgurante expansão – na maior parte das vezes, sem a contrapartida da qualidade –, rifando vagas universitárias a megagrupos empresariais. Ao mesmo tempo, as universidades federais entraram em processo de sucateamento: Paulo Renato cortou verbas, restringiu concursos para professores e funcionários, priorizou a expansão do ensino privado, não promoveu uma política de assistência estudantil. Fiz o curso médico na UFMG durante os anos FHC. O descaso governamental provocava greves recorrentes (a de 1998 foi marcante) e provocou inclusive o fechamento do Hospital das Clínicas da UFMG, pelo simples motivo de que a verba federal não era repassada: centenas e centenas de alunos, além de milhares de pacientes carentes, sofreram com o fechamento do hospital. Hoje, o campus da UFMG tem outra cara: prédios novos e modernos foram inaugurados (Economia, Farmácia, Odontologia, Engenharia).

A Cynthia Semíramis concorda comigo. Lula investiu no ensino superior: criou 14 universidades federais e outras dezenas e dezenas de escolas técnicas, muitas delas em regiões menos desenvolvidas do país. Foi a política de Lula que permitiu a criação, por exemplo, do Instituto de Neurociências de Natal, que já está aí, repatriando pesquisadores e fazendo pesquisa em alto nível. Cargos docentes foram criados e a carreira universitária foi valorizada, em flagrante contraste com a ativa promoção da penúria que marcou a gestão Paulo Renato. Tudo isso propiciou que os mestres e doutores formados no Brasil ocupassem cargos na universidade brasileira, evitando o brain drain que por tantos anos sangrou a academia brasileira.

O salto na pesquisa brasileira desde a eleição de Lula é bastante expressivo. Em 2003, os investimentos em ciência e tecnologia foram de 21,4 bilhões de reais; em 2008, já atingiam R$ 43,1 bilhões. Paralelamente, houve notável aumento da produtividade científica brasileira: as publicações em peer-review journals saltaram de 14.237 em 2003 para 30.415 em 2008. Subimos da 17ª posição no ranking da SCImago, em 2000, para a 14ª, em 2008. Passamos países com maior tradição de pesquisa, como a Suíça e a Rússia. A política de pesquisa do Governo Lula foi elogiada inclusive pela Nature, uma das revistas científicas mais importantes do mundo (aí, Tio Rei, coloque mais essa na lista do jornalismo chapa-branca). Eu não voto em José Serra porque não quero que a universidade e a pesquisa brasileiras sejam sucateadas novamente. Não merecemos outro Paulo Renato.

Você diz que o governo do PT é anti-democrático, que ele coíbe a liberdade de expressão e que ele ameaça a liberdade de imprensa. Você acha que o PSDB representa uma proposta democrática. Discordo nos dois pontos. Houve declarações atrapalhadas do governo no que diz respeito à imprensa, e não aprovo a atitude de Lula no episódio Larry Rother. Mas daí a dizer que governo do PT é anti-democrático e que cerceia a liberdade de imprensa vai uma distância muito grande. Nem mesmo FHC sustenta que o Lula é stalinista – só aloprados como Olavão e o Tio Rei é que alimentam besteiras assim. Se, como você diz, o PT censura a imprensa a seu favor e coloca um monte de jornalista chapa-branca nas redações de todo o país, olha, então o PT tem que aprimorar seus métodos. Dê uma olhada nas últimas capas da revista semanal de maior circulação do país, ligue a TV no principal canal, ou visite um dos blogs políticos mais acessados e veja (ops!) se há algum indício de que o PT tolhe quem fala mal dele e quem aponta as lambanças do partido. Aí você diz que, no governo Lula, tentou-se criar o Conselho Nacional de Jornalismo e que isso era uma tentativa ditatorial de controlar a liberdade de imprensa. Se isso é ditadura, sua lista de governos anti-democráticos deve incluir também países em que o Conselho já existe, como a França e a Inglaterra, como bem lembra Jânio de Freitas. Você critica a TV Brasil, dizendo que o governo não tem que manter canal de TV. Diga isso a um francês. Ele vai lhe dizer que na França não existe um canal de TV nacional que seja público. Existem cinco.

Eu também li o editorial do Estadão, dizendo que Dilma é “o mal a evitar”, por representar uma ameaça à democracia e à liberdade de imprensa. Você achou bonita essa defesa do “Estado de Direito”, né? Por que o Estadão nunca fez um editorial como esse quando o Brasil efetivamente vivia sob uma ditadura, nos anos de chumbo? Por que, dias depois desse editorial, esse mesmo órgão que se põe como baluarte da democracia plural demitiu sumariamente uma colunista que apoiou o Bolsa Família?

E será que o PSDB é tão comprometido assim com a democracia constitucional e com a liberdade de expressão? E os arapongas da Abin na gestão FHC? De qual partido é Eduardo Azeredo, que propôs uma lei de controle da internet que é carinhosamente chamada de AI-5 digital? De qual partido é Yeda Crusius, que mobilizou a PM gaúcha para espionar uma deputada de oposição, inclusive suas crianças (via Idelber)? De qual partido é Beto Richa, que censurou sete pesquisas eleitorais, um blog e até um twitter? E o que dizer do Serra, que telefonou a Gilmar Mendes para que ele tomasse a decisão que o PSDB preferia, no que diz respeito aos documentos necessários à votação? Isso é respeito às instituições democráticas?

Você reprova a política externa do Lula, dizendo que ele desonra a democracia brasileira, privilegiando o diálogo com regimes fechados e ditatoriais. Então me responda: onde estava sua indignação quando FHC condecorou o ditador peruano Alberto Fujimori com a Ordem do Cruzeiro do Sul?

Você vê com maus olhos as alianças políticas do governo Lula e acha que isso é um argumento forte para não votar no PT. Eu também não gosto do Sarney, do Collor, do Calheiros, do Temer, do Hélio Costa. Preferiria que eles estivessem longe do poder. Mas já passamos da idade de acreditar em purismo ideológico, né? Isso é coisa de adolescente que descobre a política. Fazer política é fazer alianças, muitas das quais difíceis de serem engulidas. Vai me dizer que você gostava de ver o sociólogo da Sorbonne de mãos dadas com o PFL de ACM e cia.? Você gostava de ver o Renan Calheiros como Ministro da Justiça do FHC? Talvez você nem sequer goste do Índio da Costa… Bem vindo à real politik, mon ami.

E sim, você vai me falar da corrupção na gestão petista. É verdade. No que diz respeito ao combate à corrupção o governo Lula não foi virtuoso – longe disso. Houve mesmo bastante corrupção. O mensalão existiu, não foi invenção. Mas, será que a oposição é impoluta e pode mesmo posar de moralmente superiora? Lembra-se do Mensalão Mineiro e do Azeredo? Do Ricardo Sérgio de Oliveira, caixa do alto tucanato, que levou R$ 15 milhões na privatização da Vale? Dos R$ 400.000 a cada deputado que votou a favor da reeleição? E o esquema de corrupção e espionagem, revelado no escândalo dos grampos durante a privatização da Telebrás, envolvendo FHC, o presidente do BNDES (André Lara Resende) e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ministro das Comunicações)? E a farra do Proer? E o favorecimento ilícito da Raytheon na instalação do SIVAM ? E a endinheirada relação entre Chico Lopes (ex-presidente do BC) e o banqueiro Salvatore Cacciola? E Eduardo Jorge, assessor pessoal de FHC envolvido em diversas negociatas, inclusive em “caixa dois” para a reeleição de FHC? Por favor, não me venha com essa conversa de que o PSDB não compactua com a corrupção.

Eu vou concordar com você que o Brasil precisa de investimento em infra-estrutura: portos, rodovias, aeroportos. Mas será que o governo que impôs à população brasileira o racionamento de energia é mesmo o mais preparado para conduzir esses avanços em infra-estrutura? Acho que não.

Mas talvez nenhuma dessas questões sobre economia, educação e gestão pública importem para você. Talvez o que mais lhe opõe à candidatura de Dilma Roussef sejam questões religiosas. Pode ser, por exemplo, que você se oponha à política petista em defesa dos direitos civis dos homossexuais. Você chama isso de “tentativa de implantação de uma ditadura gay no Brasil”. É engraçado ouvir que existe ditadura gay no Brasil das mulheres-fruta, das dançarinas de axé, da erotização infantil, das peladonas do carnaval, das bancas em que pululam revistas masculinas de orientação heterossexual. Fique tranqüilo, essas coisas vão continuar acontecendo e ninguém está propondo instituir o monopólio da G Magazine entre as revistas de entretenimento adulto (fugiremos juntos do Brasil quando isso acontecer, ok?). Estamos falando em estender a uma pequena parcela da população os direitos civis desfrutados pela maioria. Nenhum governo do mundo tem poder para forçar alguém a assumir determinada sexualidade, porque os determinismos neurobiológicos da sexualidade passam ao largo da legislação dos homens – do contrário, eu acharia que os labradores machos lá do sítio da minha família só montam um no outro porque o governo PT apóia a causa homossexual (e eu desconfio que meus labradores não entendem muito bem o que seja o PL 122). A questão aqui é apenas garantir que a expressão de determinado comportamento sexual não seja discriminada. Isso não é forçar a população a ser homossexual, nem calar heterossexuais. O prefeito de Paris é gay, assim como o de Berlim e a Primeira Ministra da Islândia. Eu, heterossexual, não sofro por morar em uma cidade governada por um gay.

Aproveitando o tema, permita-me uma pergunta: o que aconteceria se, ao invés de se mobilizarem maciçamente contra o “casamento gay”, os evangélicos se movessem por coisas que importam, como metrôs, ensino público, bons hospitais e punição a corruptos? Por essas e outras, é que indicadores como mortes violentas, saneamento básico e crianças nas escolas são bem melhores em Paris do que em São Gonçalo, cidade do Brasil com maior concentração de evangélicos. A luta contra a miséria e os embates por educação, transporte e hospitais de qualidade não parecem sensibilizar evangélicos – mas se dois marmajos querem juntar escovas de dentes no mesmo copo do banheiro, aí eles entram na briga, né? Essa miopia política acívica atrasa o país. O Brasil seria bem melhor para todos se os evangélicos batalhassem politicamente por coisas que realmente importam – e isso certamente não inclui ajustar o mundo aos estritos códigos comportamentais que defendem.

Há o aborto também. Você está certo: a Dilma é a favor do direito ao aborto (este vídeo é como batom na cueca, não tem o que discutir). Mas preste atenção: estamos tratando de uma eleição presidencial, não de um plebiscito sobre o aborto. E você sabe: o presidente não tem poder para assinar um papel e legalizar o aborto por conta própria, sem aprovação do Congresso, como se estivesse assinando uma ordem para comprar canetas Bic para escolas públicas. A discussão e a legislação sobre aborto são matéria do Congresso, não do presidente. Não misture as coisas. Não entre na onda dos que estão transformando essa eleição em um plebiscito.

O Brasil melhorou muito sob a égide de Lula. A imprensa mundial, dos veículos mais à esquerda aos mais à direita (tá aqui o Figaro que não me deixa mentir), saúda os avanços na Era Lula. Você dirá, com razão, que toda unanimidade é burra. Sim, é verdade. Mas isso não significa que toda forma de discordância é inteligente. Não é inteligente negar que, nos anos Lula, o Brasil se tornou um país socialmente mais justo e menos desigual. Isso é negar os fatos. E negar os fatos nunca é inteligente.

Você pode até não votar na Dilma, por razões várias. Eu, de minha parte, prefiro apoiar quem tem feito do Brasil um lugar melhor para o maior número possível dos filhos deste solo: os brasileiros.

* Leonardo de Souza é médico formado pela UFMG. Especialista em Neurologia, trabalha desde 2005 no Centro de Doenças Cognitivo-Comportamentais do Hospital da Pitié-Salpétriêre, em Paris. É doutorando em neurociências na Université Paris VI. Este texto foi publicado inicialmente em seu blog: aterceiramargemdosena.opsblog.org.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ah, as lembranças


Noite em claro é assim. As sombras sempre fazem desenhos nas paredes. E nessa noite, não foi nada diferente.

A noite estava gélida. Me sentia no sul do país,mas não estava lá. Muita coisa vinha a minha cabeça. Muitas memórias, muitos presentes e quem sabe algo do futuro.

Vozes surgiam em minha mente. Acendi um cigarro. “Se minha esposa souber que ando fumando novamente ela me mata”, pensei comigo mesmo.

O cigarro me fazia esquecer um pouco desse frio. Estava despreparado. Até tinha blusas e um cobertor, mas estavam no meu quarto e não queria me deslocar para pegá-los.

Lembro de minha filha um dia comentando comigo “Pai, um dia você vai estar sozinho e vai se arrepender de tudo o que já fez”. Ela falou isso porque estava com raiva. Pena ela ter partido sozinha. Infelizmente a fatalidade aquele dia acabou comigo. Ela, toda nervosa, saiu de casa, apenas porque dei uma bronca nela. Ela me engravida e não tinha certeza de quem era. Nossa, minha vontade foi de bater muito nela, mas falei boas merdas. Quando ela saiu de casa, uma pena, aquele carro veio e acabou com uma vida que mal havia começado. Infelizmente ela partiu brigada comigo. Meu Deus, essa dor que nunca acaba.

Essas noites de insônia nunca me deixam tranqüilos. Olho para a lua, olho para o céu...sempre negro como meus pensamentos. Há muito tempo venho pensando se minha vida realmente vela a pena.

Agora, com minha esposa no hospital, preciso de mais força...ah, as memórias. Lembro-me quando a gente se conheceu. Estava tão frio quanto hoje. As nuvens baixas deixavam uma linda neblina no ar. Eu a vi chorando na rua perguntei o que a fazia tão triste e que os olhos dela eram lindos para ter alguma lágrima. Foi o primeiro sorriso que consegui tirar dela, de muitos outros. Desde então, não nos separamos mais. São exatos 16 anos dessa alegria, mas desde que nossa menina se foi ela anda doente.

Sem minha menina fico pensando que a minha vida não vale muito a pena. Mas sempre penso que se eu partir, o rombo no coração de minha amada será maior do que já está...Ah, as lembranças.

Minhas palavras são soltas no ar, assim como minhas lembranças...merda de brasa que cai na roupa...Minhas memórias vão e vem na maior facilidade. Primeiro beijo, primeira namorada, primeiro dia de aula, primeiros passos, primeira briga, primeira vez, primeira nota boa,o que sempre foi raro...Mas desde que a menina se foi, as memórias são apenas aleatórias.

Lembro-me do primeiro sorriso dela. Ainda na maternidade, a enfermeira a pegou e levantou para tirar uma foto, através do vidro mesmo. Foi ai que ela sorriu. E o papai babão aqui se derreteu todo. E hoje, só as lembranças me acompanham...

(o telefone toca)

Não posso acreditar...pelo menos a minha vida agora tem um outro sentido.

(Ouve-se um barulho de tiro)

domingo, 10 de outubro de 2010

Perfume

A tarde já não fazia mais tanto sol. O dia estava quente, mas o sol já estava se escondendo por entre vales e montanhas da serra paulista.
Dentro daquele salão, com computadores e crianças, a vejo. Cabelos claros, como fios do mais puro ouro. Amais pureza das purezas que já vi em minha vida.
Os olhos verdes reluziam naquele final de tarde. Um leve caminhar pela cachoeira me fez imaginar que o mundo poderia acabar ali, que eu estaria feliz demais para lamentar algo.
Aquela língua presa, um sotaque e os óculos me fizeram ter a certeza que nunca mais sairia de minha mente. Uma rápida visita até um alambique. E veio um trecho de um diálogo que nunca esqueci. “Óculos, sotaque de caipira e língua presa”. Logo pude responder. “Se melhorar estraga”.
Ao adentrar no carro, aquele perfume tomava conta do ambiente. “Nossa, que perfume maravilhoso”. Não sei porque fiz esse comentário. Acho que pensei alto demais, mas tive tempo de arrumar. “Que perfume?” “Esse, de natureza”. Porque falei isso não sei. Talvez pela minha timidez, talvez pelo fato de ter medo de sofrer uma represália. Só sei que esse mesmo perfume nunca mais foi esquecido.
Fomos para um sítio onde fabricavam mel. Lá, o mel se tornará amargo perto da doce voz dela. A magia de seu olhar, a maciez de sua pele me contagiava cada vez mais. Curtia cada segundo ali perto, pois sabia que meu contato não iria além disso.
Ao ir embora, eis que pergunto. “Que perfume você usa?” Ela riu e falou o nome do tal. Assim que entrou no ônibus, sabia que seria meu último contato.
Tentar um beijo? Jamais, isso não teria boas consequências. Tentar um contato futuro? Boa ideia. Trocamos telefones. Nunca liguei, mas sei que também marquei sua vida.

Mas que esse perfume ainda me desnorteia...Ah, uma Branca sensação de cabeça perdida...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Workshop – Roadie. Profissão ou aquela força!

No dia 20 de novembro, darei um workshop sobre roadie no estúdio da banda LADOS OPOSTOS- www.bandaladosopostos.com.br - no bairro do Tatuapé, em São Paulo. O preço será um quilo de alimento, exceto sal e açúcar,a partir das 14hs.
Vou falar o que realmente faz um roadie, como trabalhar como roadie, quais habilidades é necessário ter, o que pode e não pode fazer como roadie, a rotina e a confiança que o trabalho tem que passar.
O workshop será no estúdio para assim podermos montar um palco para show completo, desde os cabos de energia até afinação dos instrumentos. Vou colocar uns problemas proposital para mostrar como agir em casos de corda estourando, pedestais de bateria caindo, microfones falhando entre outras coisas. A duração será de três horas e terão 10 vagas. Caso a procura seja maior, outro horário será aberto.
A inscrição pode ser feita no email pedrovferraz@hotmail.com até uma semana antes do workshop. Até lá

Curriculum

Comecei como roadie em 2000 com a banda Holy Water, de Heavy Metal Tradicional. Depois fui trabalhar com o tecladista José Cardillo, Holy Sagga, Abstract Shadows, Engrave, entre outras bandas.
Trabalhei como guitarrista Roland Grapow(ex-Helloween, atual Masterplan), Tuatha de Dannan (MG), Lados Opostos – Hardcore – Festa de 5 anos da Roadie Crew, onde a maioria da elite do metal nacional esteve presente e Shaman.

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