quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Por uma Marília mais imbecil

Ontem aqui em Marília vi uma coisa que me deixou...digamos, um pouco revoltado. Não é exatamente essa a palavra, mas não foi nada bom o que vi.
Tinha uma roda de amigos, enquanto eu estava andando pela av ao lado das faculdades, quando um deles falou há quanto tempo estava na faculdade já. Era o oitavo ano dele na UNIMAR, faculdade particular aqui de Marília, nada barata.
Entre outros papos, foi questionado o motivo de sua demora para concluir um curso de 5 anos. “Festas e o bar, que nunca me deixou estudar direito”. Ok, cada um com seus problemas, mas ai veio à outra questão.
Quem paga a faculdade desse rapaz? Pai e mãe. E a moradia onde ele está em Marília? Pai e mãe,novamente.
Aí vem a questão. Como um cara desse, que tem esse tipo de condição, onde os pais pagam uma faculdade(não é menos de R$900,00), moradia(que gira em torno de R$200,00 caso ele divide com alguém) e a alimentação. No mínimo os pais desse cara entregam por mês a bagatela de R$1.500. Agora vem o contraste.
Eu não venho de uma família rica, porém nunca me faltou nada. Em relação aos estudos, na escola eu era um vagabundo, mas quando acordei, corri atrás e consegui ter uma formação superior com bolsa de estudos, pois meus pais não poderiam pagar uma faculdade pra mim, e a USP só entra quem é rico ou mega-inteligente, ambas as coisas que não sou.
Eu acho muito injusto, pessoas com condições assim levarem tudo nas coxas, enquanto pessoas que realmente fariam proveito estão tendo que ralar por demais para tal coisa. Infelizmente é assim mesmo nosso mundo, onde quem tem a grana tem o poder.
Por que essa merda de papel é tão importante?
Por que não existe mais a simplicidade?
Por que pessoas jogam fora tudo de bom que conseguem?
Por que não sou eu no lugar daquele cara?

A, sim...estou torcendo para que esse cara acorde, ou então vire alcoólatra, para aprender a não ser tão idiota.

3 comentários:

marisacindio769 disse...

Vc era infantil na escola,diferente de ser vagabundo.
Quisera eu ter as condições da "mãe" desse rapaz...
Tornar-se adulto tem um preço,mas nada se compara com a conquista de ser dono da própria vida.

Anônimo disse...

Educação, consciencia e maturidade! Algumas destas coisas conseguimos absorver pela ambiente que vivemos e com quem convivemos. Outra parte (a maior) vem de nosso próprio desenvolvimento pessoal. Este rapaz, como milhares que existem como ele, ainda não esta consciente do qual é seu papel nesta vida. E os pais dele que o mantem refem de seu dinheiro tambem não!

Suellen Roth disse...

Mas é assim que o mundo funciona meu irmão.
Ou vai me dizer que vc se preocupava em economizar o máximo possivel de energia,por exemplo,qd era a mãe que pagava??Aposto que ai no seu ap tu vai se puxar em não deixar lâmpadas acesas!=)

Me lembrei por um minuto que teve época que a mãe me comprava tanto Toddynho e aqueles bolinhos recheados (me fugiu o nome) e eu acabava as vzs colocando fora de tanto tempo que ficava atirado na mochila.E isso pq eu já tinha uns 13/14 anos!!!
Hj que tenho que administrar uma casa e sei o valor de cada item do mercado acho isso o fim do mundo.Mas só fui aprender quando passei por fases de ter vontade de tomar Toddynhos e não ter grana pra comprar.

São nessas que a gente cresce.Esse rapaz ai da faculdade, vai crescer quando os pais morrerem,ou acordarem pra vida, e a fonte de grana secar.Pq a gente só cresce assim, na marra, e quando as adversidades acontecem.

E eu espero que tú esteja crescendo cada vez mais estando aí, percebendo que administrar sozinho a própria vida é complicado e desgastante, mas amadurecer e se tornar totalmente independente não tem preço!!


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