segunda-feira, 1 de março de 2010

R.I.P. Música Brasileira

Músicas, músicas, músicas...

Acho legal a diversidade no Brasil em relação a isso, porém quanto menos a cidade, mais igual fica.
Aqui em Marília vejo que é igual a Diamantino, no Mato Grosso e Bandeira do Sul, em Minas Gerais. Não, não falo do fato de serem caipiras, falo do fato de todos ouvirem a mesma música. O mesmo Sertanejo Universitário, as mesmas duplas, os mesmos moleques que passam com o som do carro estourando, achando que estão abalando as estruturas.

Na década de 60, a Jovem Guarda veio substituir a Velha Guarda, que já estava velha né... Depois veio a Bossa Nova, que substituiu a Bossa Velha. A diferença entre as Bossas era que a velha usava uma harpas e um sofá de três lugares. A Nova usava um banquinho e um violão, e tinha a Helô Pinheiro.

Já na década de 70 veio a tropicália substituir o rock nacional, em 80 o rock nacional ficou podre com bandinhas de meninos mimados de Brasília, pra substituir o rock que eles chamam de velho. Em 90 veio o axé music, pra substituir o bom senso.

O que chamamos de Rock Nacional ,hoje, não passa de produtos de rádio. Salvo algumas bandas que ainda vivem no underground, temos Pitty(uau!) como uma das maiores cantoras do Rock nacional. Perdoem-me amigos, mas depois de Legião Urbana, Capital Inicial e Ira!, a Pitty consegue ser a quarta coisa mais nojenta que se tem derivado do Rock no Brasil.
Sei que o comentário das bandas de Brasília vão ofender ou deixar um desconforto no ar, mas vamos comparar as bandas dos anos 70, como Mutantes, Secos & Molhados, Sagrado Coração da Terra, Harppia entre outras... Ai veremos o quanto o Rock Nacional ficou pobre de 80 pra cá

A MPB anda mal das pernas também. Onde antes víamos Ney Matogrosso, Milton Nascimento e Djavan lançando álbuns memoráveis, épicos, hoje lançam coletâneas. Será que a criatividade acabou? Ou a mídia tem culpa de colocar Mallu Magalhães no patamar de MPB, sendo que ela ainda usa fraldas?

Já o samba... sempre tem alguém na contra-mão. O samba evolui gradativamente. Hoje, ótimos sambistas aparecem, lançam discos ótimos, como o último lançamento de Dudu Nobre, ou então qualquer álbum do Martinho da Vila. Os caras parecem não parar no tempo, cada álbum lançado é uma replica do anterior, com inovações e masterialização de primeiro mundo. Marcelo D2 também, aventurado no samba, caiu no gosto da galera e hoje é considerado um dos artistas recentes de maior destaque no gênero.

Samba, rock, mpb, jovem guarda, bossa nova... independente do gosto, a música brasileira precisa de uma reciclagem absurda, ou então ficaremos a deriva com o que a mídia quer que ouçamos. Seja Mallu Magalhães, Pitty ou Otto!!!

2 comentários:

Rose Dayanne disse...

Rapaz tu tah revoltado não é!
Concordo com vc, mas não totalmente, e vc já sabe porque!

agatha disse...

gostei pakas da tua materia!!!^

é isso awe putz essas musicas comercias nao valem nada!!!

ah...
obs: menos a mallu magalhaes...auhsausuhauahs


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