quinta-feira, 29 de abril de 2010


Tudo vem, passa por nós e se vai

Sonhos e planos, fracassos, vitórias

o bem e o mal, pesadelos e sonhos bons

nada mais restará na corrente dos anos

que ainda tentamos deter

a todo custo nas mãos

Se tudo e todos que amamos se vão

Meu amor segura firme a minha mão

A mente e o corpo tão breves são ilusões

Só restará o coração,

a vela de um barquinho

no oceano infinito do Tempo a vagar...

terça-feira, 27 de abril de 2010

A minha paixão


Quem pensa que a vida de jornalista é fácil está completamente enganado. Primeiro, chega-se cedo a uma redação cheia de gente mal humorada. Temos que fazer o que o editor (chefe) quer que saia no jornal. Muitas vezes suas ideias não batem com a ideologia do jornal.
Ao fazer a matéria, apurar informações temos que ter um cuidado absurdo. Muita gente acha que jornalista apenas escreve. Ledo engano. Temos que ter cuidado com o que as pessoas falam, pois nem sempre a informação é verdadeira.
A pessoa falou que era verdade a explosão? Legal, perguntamos para outra. A outra também falou isso? Ótimo, vamos procurar uma terceira fonte de informação. Essa fonte falou a mesma coisa que as três? Melhor ainda, certo? Errado, ai sim que devemos duvidar. Informação muito igual pode ser algo armado. Vamos para uma fonte totalmente diferente do caso. Essa confirmou o que todos disseram. Ok,ok, ficaremos tranquilos e vamos ao outro lado.
A explosão foi por uma empresa? Vamos ouvir a empresa. Foi um cano de rua? Vamos ouvir a prefeitura. Ninguém confirmou a explosão? Vamos falar que ninguém confirmou, mas outras fontes falaram que sim.
Depois, vem a pior parte. A hora de colocar no papel. Um jornalista mediano coloca todas as informações que coletou na matéria. Um bom jornalista coloca metade das informações. E um ótimo jornalista, escreve apenas 10%.
Não é que escondemos informações, mas colocamos apenas as coisas que realmente importam para o entendimento de uma matéria. Não escondemos fatos, e sim camuflamos.
Depois de escrever, vem a parte de apreensão. O editor lê a sua matéria. Muitas vezes ele para no lide (primeira parágrafo) e manda reescrever – já passei muito por isso. Quando isso não acontece, certamente ele pede alguma informação adicional. Raramente sua matéria vai ao impresso sem uma modificação. Quando isso acontecer, fogos e aplausos, lógico que internos.
No jornalismo, nunca deve-se esperar elogio. Nunca pode-se pensar “nossa, não estão falando nada de minhas matérias, e agora”?. Não, isso não existe. Jornalismo não é para agradar chefe, é para ficar ao lado dos problemas da população, dos fatos que afetam diretamente ou indiretamente o cotidiano de uma sociedade.
Se ninguém falar nada, é porque não está ruim. Se alguém falar algo, é porque está ruim. Aí fica bem pior o lance. Quando vão falar com você, é porque a coisa ta feia.
Um exemplo. Estava no jornal, quando o sub-editor chegou para uma repórter:
- Fulana, essa é a matéria que você escreveu? E veio a resposta.
- Sim, é essa mesma.
- Mas você só escreveu o lide, de resto você tirou do site
- É que eu não consegui mais nenhuma informação
- Então você achou mais convincente copiar do site?
- Não copiei tudo não
- A ,então sua matéria é isso aqui , cinco linhas?
- É, então minha matéria é de cinco linhas.
- Porra, nós contratamos você pra apurar e conseguir informações. Se for pra copiar do site eu mesmo faço essa merda. Isso não é jornalismo, é plágio, e pode render um processo absurdo, que rende próximo de um milhão de multa. É isso que é o jornalismo pra você, sua medíocre? Porque pra mim quem fez quatro anos de jornalismo e precisa copiar de site é jornalista medíocre.
A repórter sai da redação e fica uns vinte minutos no banheiro chorando. Ao voltar a redação, o editor pergunta:
- Você ainda acha que trabalha aqui? Por mim você já tinha ido embora.
Ela sai chorando.

Pois é, isso aconteceu realmente. Não interessa qual jornal ou quando isso, mas ai eu vi o quanto a cabeça pode rolar a cada minuto no jornalismo.
E sabe o que é pior?
Eu amo isso que eu faço, essa pressão, essa correria do dia-a-dia em que se comete um pequeno deslize e já tem a cabeça cortada.
Por isso que eu digo. Escrever qualquer um pode escrever. Ser jornalista? Aí, só pra quem pode!!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cabocla

Cabocla, do penacho verde, da cor do mar.
A cor da cabocla Jurema, que me fez sonhar, paralisar.
Hipnotizando meu olhar...
Rosto pintado, sincronia perfeita.

Invadiu meus sonhos, encantando meus pensamentos.
A cena mais linda que já vi.
Os olhos puxados, ajoelhada ao chão
Espelhada...
Posição firme. Luta
Flecha para o alto.
Luta
Posição de guerra
Luta
Luta,luta,luta
E eu lutando
Para sair do pensamento

sexta-feira, 23 de abril de 2010

UM CONTO POR UM CONTO


Uma vez, um certo cantador me parou
- Quer ouvir um canto?
Logo, respondi
- Não, quero ouvir um conto.
E o cantador não desistiu
- Posso fazer agora, um canto.
Mas não falhei
- Um conto por um conto
Ele me olhou. Tirou do bolso um conto e me disse:
- Esse conto não me fará falta, mas ainda assim, ouça um canto.
Eu relutei
- Não quero um conto, mas queria ouvir um conto.
Ele me olhou. Deu uma risada e me falou.
- Sou o melhor cantador que você pode ver na vida. Não cobro nem um conto para mostrar meu canto.
Eu ainda respondi
- Eu queria ouvir um conto em um canto, pode ser da sala mesmo.
Ele tropeçou em uma pedra ao dar um passo para o lado.
- Dei um passo na frente do paço, tentando mostrar um canto para quem quer um conto. Esse fato pode-se fazer um canto.
Eu respondi sem perder o brilho
- Eu ainda acredito que um passo em um paço, de um conto por um conto dá um conto, sem nenhum desconto.
O cantador pegou o violão e dedilhou seus primeiros acordes.
Eu pedi para ele parar.
- Por favor, cantador. Se for para cantar, prefiro que seja para contar.
Ele parou. Nunca ninguém havia pedido para ele parar de tocar.
- Faço do canto um conto, mas aceitarei seu um conto para assim lhe fazer um conto, do que era para ser um canto.
Dei um conto para ele.
- Esse é o conto do cantador que não queria contar. Ele sabia cantar, mas nada de contar. Certo dia, um amante de contos ofereceu-lhe um conto para ele fazer um conto. Depois de relutar, ele aceitou e começou a contar. Contou da vida, dos pássaros e o que faria com um conto em troca de um conto.
- Vou fazer o mais belo canto!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Bares e bares



Nossa, maravilha.
Descobri na terça-feira o “Bar do Zé” aqui de Marília.
Para relembrar.
Em São Paulo, eu frequentava um bar desde meus 11 anos. Não, eu não ia beber aos 11 anos,mas ia comprar chocolate, balas, refrigerantes etc.
Enfim, quando cresci, comecei a ir ao bar para tomar cerveja. Mas lá não ia para tomar Skol, Brahma ou outras desse tipo. Eu ia para tomar Heineken de garrafona(só encontrava lá), Eisebach, Guinnes, Erdinger e até cervejas artesanais de chocolate. Enfim, uma coisa que vinha sentindo muita falta aqui em Marília.
Na terça-feira, o Gustavo me chamou para ir ao Dr. Beer. Ele foi com a esposa e fui pra não ficar sem fazer nada. Que paraíso. Além de ter as cervejas que gosto bastante, lá o balde de Heineken funciona bem melhor. Compre 4 e pague 3.
Coitado do cara do bar, agora que eu descobri isso,heheheheh
Brincadeiras a parte, um bar com um ótimo ambiente. Um dia,caso eu lembrar, coloco uma foto do bote aqui.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Furo de notícia


A Folha diz desconhecer o fato. O Whiplash não aceitou a notícia. A Roadie Crew nem respondeu. O Estadao...bom, esse é o de sempre.
Então o Quarto Poder sairá na frente de grandes mídias.

Rick Wakeman, lendário tecladista, iria tocar na Virada Cultural em São Paulo, porém por problemas de acertos, seu empresário preferiu não marcar o show. Rick Wakeman iria abrir a virada juntamente com a Orquestra Sinfonica de SP, tocando toda sua ópera "Journey to the Center Earth".

Era um dos motivos que eu ia para a Virada em SP. Agora vamos ver o que marcam para ver se vale a pena ir ou não!

domingo, 18 de abril de 2010

Protógenes Queiroz em Marília


Ontem entrevistei o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Ele ficou conhecido pelo caso Satiagraha, por investigar a lavagem de dinheiro da MSI no Corinthians (tanto que confirmou o pagamento de R$70 milhões em um certo campeonato brasileiro). Prendeu Daniel Dantas, Paulo Maluf, Celso Pitta entre dezenas de casos.
Bom, e dai?
Daí que nem era para eu ter feito essa entrevista. O cara chegou do nada lá no jornal e do nada meu editor fala para ele “O Pedro vai fazer uma breve entrevista com o senhor, para perguntar sobre sua palestra em Marília”. Ele respondeu “Se for apenas sobre a palestra não terá graça, pergunte o que quiser”.
Enfim, a entrevista durou uma hora e meia. Gente boa o cara, porém ele respondia minhas perguntas de uma maneira estranha. Ele jogava muito pra cima tudo o que ele havia feito como delegado da PF. Como se a obrigação dele não fosse fazer aquilo.
Depois de uma hora, resolvi fazer a pergunta direta para ele:
- O senhor se filiou ao PCdoB para se candidatar,correto?
Ai ele confirmou isso, mas ainda não disse o cargo que iria concorrer. Como os assessores estavam ao lado, percebi que todas as respostas estavam moldadas. Resolvi perguntar outras coisas para ele. Perseguições na PF, jogo do Santos e SP, se ele tinha bruchove...essas coisas, pois nada que eu fosse perguntar ali ele responderia realmente, iria responder como um pré-candidato.
Mas foi uma experiência muito legal. O cara me deixou muito a vontade para perguntar,até coisas pessoais de família, e vi que ,mesmo jogado na fogueira que fui, me sai bem.
Se alguém quiser ler a entrevista na integra mando por email,não colocarei no blog, muito grande para o ideal do QP!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pessoas e pessoas

Nossa, hoje conheci uma jornalista demais.
Assim, eu já conhecia, mas hoje foi a primeira vez que conversamos. Fomos comer pastel na feira noturna...
Fomos em mais três. A Renata, do teatro, a Lídia, jornalista que eu falo, e não lembro o nome da outra menina que estava conosco.
Uma coisa bem interessante é essa feira noturna aqui na cidade. Por conta de trabalho, a prefeitura resolveu criar a feira noturna, para que as pessoas possam fazer suas compras tranquilas.
Lá, conversamos, no caminho também...
O grand eproblema. Um sorriso e óculos...isso sempre me desmonta,hehehe
Mas fora isso, gente boa demais. Trabalhava no jornal da manhã, mas agora está na oficina da ASSAOC Tarsila do Amaral, e uma revista muito, mas muito legal mesmo. Depois posto o link dela aqui.

Conhecer mais gente em marília é o que eu tenho feito, e bastante. Mas sei que aqui tenho prazo de validade, e pelo visto, não demorará muito para acabar,hehehe. O Brasil é grande demis, pra que me prender em um único lugar... pra que criar raizes... não entendo muita coisa disso não,só sei que cada vez mais eu preciso da estrada, do novo, de conhecer as novas culturas...

Estigmação

As folhas secas ainda estão pelo jardim. A luz do sol bate, raiando as primeiras horas da manhã de um outono gelado, mas nem por isso frio. O alaranjado da flor parece dizer “hei, outro dia está ai”.
As ruas ainda desertas. O sol clareando o pouco que se vê. As luzes ainda acesas mostram que o galo ainda não conseguiu cantar.
Tudo parece ser mais difícil. Da até “dó de mim”, como uma amiga me escreveu uma vez.
Ao caminhar, vejo minha respiração saindo de meu rosto. Está gelado, mas não frio.
A epístola na mão guarda uma grande lembrança, que faz questão de não esquecer.
Saudade...Ah, essa palavra poderosa.
Gosta de sentir, de relembrar de um tempo que não volta mais, de uma pessoa que no volta mais. Todos os momentos estão guardados espistolarmente. Todas as lembranças.
O último encontro foi aos 14 anos... Quanto tempo. Quase o dobro de anos.
Aquele aceno de “Adeus” fica marcado na memória. O presente, tão simples para alguns e tão sentimental para outros, ainda guarda com carinho. Apenas uma revista, com uma reportagem que tanto gostava de ler.
O cartão de despedida, o cinema do último dia...quantos anos, quanto tempo.
Hoje os caminhos mudaram. Os milhares de quilômetros de distância nunca os separaram. Mas “infelizmente nem tudo é, exatamente como a gente quer”.
Hoje se descobriram água e óleo. Mas a vontade é de se tornarem margarina, que é a única forma que ambos se juntam.
Os telefonemas não mais existem. Mesmo com toda a tecnologia, ainda preferem as cartas. Aquela ansiedade de chegar às novas escritas, as novas fotos.
Nenhum aniversário havia sido esquecido, porém algo deveria ser feito.
Teve dois pensamentos. Largar tudo e encontra-la ou mata-la de vez. Preferiu a segunda opção.
Calmamente, foi destruindo todas as memórias. O fogo que ardia na fogueira queimava todas as cartas e fotos. Em suma, a vontade era de se atirar na fogueira para salvar tudo, mas sua mente não permitia tal façanha.
Ao queimar as memórias, decidiu queimar a fonte dela.
Pegou a estrada e viajou mais de dois dias até chegar ao encontro.
Ao chegar, se olharam. Ela abriu um sorriso sem graça. Sua vontade era de abraçá-la, beija-la e nunca mais largar. Mas ele tinha um motivo naquela visita.
Muitos anos sem se ver, vidas opostas, tempo passado. As lembranças vieram à cabeça.
Engatilhou. Atirou. A bala entrou certeira na cabeça, deixando uma poça de sangue no chão.
Pessoas que passavam ao lado gritavam em desespero. Um maluco com uma arma, atirando assim, no meio da rua.
Ele ficou com os olhos abertos, estáticos. A frieza de seu olhar demonstrava que, para ele a coisa certa havia sido feita.
Curiosos o chamaram de drogado, maluco. E ele apenas queria acabar com lembranças que atormentavam a sua vida.
Mas ao acabar com essa lembrança, acabou comum passado que não voltará mais. Preso a esse passado, o tiro emsua cabeça foi a sua única saída.
Ela não entendeu muito bem o fato de ele ter viajado tanto tempo para se matar na sua frente. Ao ver a poça de sangue, fechou os olhos e caiu aos prantos.
Suas lágrimas pareciam a pimenta mais ardida que um dia provara. O céu, no memso instante, ficou negro. A vida parecia ter pregado a peça mais semgraça de toda a história.
Percebeu um papel em seu bolso. Relutou pr mover um corpo, com os olhos estáticos no chão. Ao pegr o papel, um bilhete.
“Natasha, venho por esse meio acabar com a memória que mais atormenta a minha vida. Você entrou e transformou minha vida. Do escuro conheci o claro. O que antes era preto e branco havia cores. O céu fundia-se com o mar, e os passaram eram os maestros de minha vida. Agora, preciso acabar com isso, pois não apenas a memória ficou, mas a dor de não te-la comigo. E como todo amor é egoista, resolvi marcar sua vida, de uma forma um pouco mais diferente que você marcou a minha”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O que eu penso?

Às vezes nem eu sei direito.
Minha cabeça andou a mil na semana passada. Agora está mais tranquila. Porém nada calma.
É jornal que não me paga, é ter que andar por mais de uma hora pra chegar ao trabalho, almoçar uma marmita sem gosto, pois é a única que custa R$3,00 aqui na cidade, morar com mais uma penca de gente, onde louça limpa é mais difícil de achar do que nota de R$15,00.
Pois é, um pouco complicado, mas com o tempo tudo melhora.

Ontem sai com uma amiga aqui da cidade. Gente boa demais, Fernanda. Sabe aquela pessoa que você passa horas conversando e nem sente o tempo passar? Mais ou menos isso.
Muitos problemas em comum, como alguns de família, ela foi impedida de fazer música, pais separados, pai que mora longe, sempre recebeu criticas por conta da escola e hoje é ela quem está estudando e arregaçando os irmãos... enfim, muita coisa pra se aprender.
Tem outros detalhes, mas em respeito a ela não falarei nada...sabe como é, ética!!!

O delegado Protógenes Queiroz virá a Marília amanhã. Era pra eu fazer a matéria, mas foi passada para o Ninão, quem faz polícia. Que pena, queria tanto uma entrevista como essa!

estranho

Sabe o que é sentir falta de alguém que nunca viu?
Pois é, estou sabendo como é isso agora...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Marília...tanto tempo

Pois é, hoje eu li algo que me fez sentir muito seguro (literalmente) em Marília.
A cidade ficou em primeiro lugar no quesito SEGURANÇA entre todas as cidades do Brasil que têm mais de 200 mil habitantes.
Sabe aquela coisa que você anda às 3h tranquilamente pela rua?
Sabe o que é tu poder tirar uma foto na rua com uma câmera de R$6 mil, no centro da cidade, sem ter medo?
Sabe o que é até os “nóias” da cidade respeitarem moradores locais, sem assaltos ou violência?
Sabe o que é morar em uma cidade onde o índice de homicídios não passa de 15 em um ano, pouco mais de um por mês?

Pois é, eu tenho a felicidade de saber isso!!!

domingo, 11 de abril de 2010

Um ano


Havia feito um post bem legal,mas o word travou tudo.
Enfim,dia 7 fez um ano desse show absurdo.
Só quem foi pode falar.
Ao final,nunca me senti tão orgulhoso de ter 4 tatuagens dessa banda!
Sexo, Drogas e Rock n Roll... nmunca esse lema foi tão ao pé da letra!

Estrelas

Uma coisa que nunca havia falado aqui no blog.
Olho muito para o céu de Marília. Não é o céu mais bonito que já vi. A praia do Sono no Rio de Janeiro é um absurdo, mas é um céu muito bonito.
Aqui consigo ver nebulosas, estrelas cadentes e muitas coisa que em SP nem pensava em ver olhando pra cima.
As estrelas me fazem pensar. Me fazem sentir um pouco mais próximo das pessoas que estão longe.
Me fazem pensar em coisas que eu nunca pensei.
Me fazem me sentir em Palmas, em BH, em qualquer outro lugar desse mundão grande.
Me fazer sentir insignificante.
Mas me fazem refletir, e ver quanto posso ser importante e mudar muita coisa aqui nesse mundão

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lições e histórias


Essa foto foi tirada em uma de minhas matérias feitas no bairro Palmital.
Esse bairro é uma espécie de puxadinho de Marília.
A cidade não tem mais para onde crescer, não está dando conta do crescimento e esse bairro está tomando conta de uma área que não poderia ter gente morando.
Morros, encostas de precipícios e...Uma carroça passando com seu dono.
Perguntei para onde ele estava indo
“Passeando apenas, afinal trabalhei muito em minha vida,agora gosto de aproveitar a tranqüilidade”.
Um homem muito sábio!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Música para ouvir, música para ouvir música para ouvir

Sempre pensando na minha volta pra casa.
Afinal, não tenho fone de ouvido. Tenho um MP3 sem fone, com uma penca de som bacana.
Minha trilha sonora qui em Marília está assim:
- Hail or Amortecedor – Os Mutantes
- Clue da Esquina – Milton Nascimento e Lô Borges
- Sonic Boom – Kiss
- Snags – O Som Nosso de Cada Dia

Certamente essas músicas, quando escutar fora de Marília me farão lembrar daqui. Assim como o Expresso 2222 me faz lembrar do Petar, do Vagabundo me lembrar da minha viagem pelo estado de SP, passando por 56 cidades... Enfim, minha vida resume-se à trilha sonora.

Acho bem engraçado isso. Tem músicas que na hora que escuto, lembro de alguma situação. Quando ouço o álbum “Casa de Brinquedos”, do Toquinho, lembro-me da época que ia de noite par a DGD adiantar uns trabalhos pra poder faltar pra ver o Kiss. E quando escuto The Who lembro do show do Kiss, estranho isso.

As músicas acabam traçando muito em minha memória.

Livin for the Night, do Viper, e Sign of the Crows do Avantasia, lembra uma época muito ruim de minha vida, quando morava na Gabriel Pisa.

Assim com ouvir Xuxa, Balão Mágico me faz lembrar uma ótima época em minha vida, infância. Brincava na rua, cantava em casa. Demais

E você, que lê esse blog, o que as musicas lhe traz na memória?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Japan Fest

Resumindo parte da história de Marília.
A cidade foi colonizada por japoneses e...bom,dane-se o resto, olha o lugar que vim parar,heheh

Hoje teve a abertura do Japan Fest.
Essa é a quarta edição da festa, e no ano passado, nos três dias foram 65 mil pessoas. Muita gente vai e toda a colonia japonesa da região(Lins, Tupã, Bauru, Echaporã, Assis e Vera Cruz) participam do evento.

A primeira foto mostra um pouco do Taeko, um ritmo que mistura dança e batuques. Os tambores marcam o tempo de uma música mecânica e o corpo acompanha os tambores.

Já a segunda foto sou eu em um arduo trabalho...ai,ai, como a vida de jornalista é dura...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pensamentos do passado

Estive pensando hoje, na minha caminhada de quase duas horas na volta do trabalho.
Como as coisas mudam em um ano. Na verdade mudam para quem quer que mude.
Não sou o maior conhecedor, tampouco conseguirei dar tantas explicações. Mas depois que conheci um curso chamado Avatar(www.nocolodenovo.blogspot.com) muita coisa mudou em minha vida. Gostaria de fazer um curso completo, logo menos farei.

Bom, no mesmo período do ano passado eu entrava as 5h30 em um trabalho que via apenas desgraças. Trabalhava para Daniel Pereira(meu mestre no jornalismo) e fazia trabalhos para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Estava infeliz com muita coisa. Falta da faculdade, que já havia terminado, um relacionamento que em menos de quatro meses me via casado e mal tinha liberdade para fazer minha vida.
Estava chegando próximo a data do show do Kiss. Viagem para a Argentina e Rio para vê-los. Segui-los no hotel(contarei isso no dia 17, que fará um ano do show) e sendo criticado por muitas atitudes. Beber cerveja, sair com amigos, ter amigas... enfim, uma vida que toda sociedade cobra de alguém.

Hoje me vi pensando que tinha saudades desse tempo, mas saudade por que?
Hoje evolui demais. Passei pelo Mato Grosso, duas cidades de MG e um pífio relacionamento em que saí como se fosse o maior filho da puta da história, afinal as pessoas não ouviram meu lado, apenas o outro lado da história.

Hoje não tenho um relacionamento. E nem quero ter, pois deu um tchau para o jornal que trabalhava no Mato Grosso por conta disso pra depois me ver cair em desgraça. Estaria muito bem por lá...sabe aquelas coisas, deveria ter escutado meus pais?
Pois é,mais ou menos por ai!

Hoje tenho o emprego que sempre quis. Trabalho em uma empresa de comunicação que comanda o Centro-Oeste paulista. Meu nome saiu em muitas reportagens e consegui em menos de um mês trabalhando em um jornal diário de Marília fazer meu nome perante a mídia local. Todos agora sabem que é Pedro Ferraz, jornalista que conseguiu tirar do cargo com uma reportagem um diretor de uma empresa importante da cidade.

Consegui entrar na Unesp, fazer um curso que nunca passou em minha cabeça, porém muito interessante...quando vou a aula, pois chego tão cansado que não tenho mais animo para isso.

E o pior de tudo...sou um cara muito feliz, esse é o ponto mais importante!!!

Acho que a saudade é algo apenas momentânea. Algo que sinto por conta de estar longe da família, de amigos antigos(pois tenho novos aqui) e de pessoas que aprendi a conviver tanto do lado positivo e o negativo.

sábado, 3 de abril de 2010

Humor


Olha.
Eu sei que eu falei que onde eu trabalho no momento não tem muita diversão e tudo mais, mas o pessoal me pegou para cristo hoje.

Além dessa montagem tiveram outros causos, que conto conforme o tempo...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Saudades de um tempo que não volta


Pois é..isso foi em 2007.
Infelizmente nem todas as épocas boas de nossa vida são eternas.
Aqui, Eu e o Igor(cara de noiado,mas ele mal bebe) no auditório da faculdade de jornalismo.
Agora o Igor está praticmente pós graduado em Literário e eu fui para a Filosofia.
Grande época, emque riamos sem nos preocupar com o amanhã.

A foto ainda foi tirada pelo Cazzali, grande professor que se tornou um amigo de todos nós!!!

Grandes momentos da vida, que não voltam mais...

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