quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gentle Chances

Minha cabeça está voando novamente.

Vejo que em Marília não tenho mais perspectiva de trabalho como jornalista. Muita coisa está sendo feita, tenho tido ajuda de muitas pessoas, mas nada. A maldita panela da mídia ainda é forte nessa pequena cidade do interior paulista.

Sinto muita vontade de ficar por aqui, mas pra que? Pra passar necessidade novamente? Pra ter que voltar a morar com mais 15 pessoas na mesma casa que roubavam minha comida, que pegaram quatro calças e meu celular? Obrigado, mas acho que mereço muito mais que isso.

Claro, mudanças nunca são fáceis. Muita gente vem me falar como eu tenho coragem de mudar assim. Sabe o que eu respondo? “Não é coragem, é falta de medo”.

O medo nos tira oportunidades incríveis. Tudo em nossa vida só depende da gente. Eu ficar em Marília só depende de mim também, mas eu sai de São Paulo porque estava trabalhando em qualquer coisa, não será aqui que farei isso, afinal estudei quatro anos para exercer a profissão.

O medo nos tira conhecimento, nos tira o amadurecimento e nos faz diminuir de tamanho. Muitas vezes nossos problemas são tão pequenos, mas pelo medo de enfrentá-los, deixamos os problemas com o dobro do tamanho. Depois vimos que era só pular esse problema para seguir a vida... E essa vida que sempre nos prega uma peça.

Um amigo da escola de artes, o Márcio, me falou algo bem interessante. Penso em mudar para Belo Horizonte, capital de MG e, diga-se de passagem, do mundo. O que ele falou para mim ficou matutando em minha cabeça. “Não caímos a toa em algum lugar. É a segunda vez que você fala de BH e pode ser que ali você se encontre, já que sempre fala que gosta tanto de Minas Gerais e queria muito voltar a morar por lá. Nós que vestimos branco temos um dever a cumprir, e quem sabe existem pessoas te esperando por lá”.

Ao que tudo indica, minha vida em Marília terá um ponto final. Triste? Um pouco. Não queria deixar o ciclo social que fiz por aqui, não queria deixar a escola de artes que aprendi, me deu espaço e me fez conhecer a Daisy, pessoa maravilhosa que entrou em minha vida e me ensinou bastante.

Mas a vida é assim. E eu, que gosto muito de viajar e conhecer novas culturas, vejo que esse é o meu caminho, desbravar esse país tão grande, com tanta mistura...o berço de uma raça.

Um comentário:

Rose Dayanne disse...

Pedro, é como me disse, vc não vai deixar ninguém, essas pessoas especiais que conheceu ai vão com vc... E eu tb, vou contigo, okay. Para onde for...
Vai com tudo e faça do mundo a sua casa...

Bj


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