quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Fazendo parte da história

Estava tendo umas lembranças e resolvi compartilhar uma coisa no momento. Isso da época de escola, lá pela sexta série. Esse foi o ano que comecei a me interessar por história, principalmente a do Brasil.

Um grande professor meu, Dionisio falava o tempo todo. “Essa é a história que consta como oficial do Brasil, mas não podemos acreditar 100% nisso porque muita coisa foi inventada e/ou modificadas”. Isso sempre ficou na minha cabeça. E minha vontade era participar de fato de um momento histórico. Desses que acontecem do nada,saca, o cara num cavalo gritando “Independencia ou Morte” e todo mundo fica feliz em volta.

Mas participar de algo histórico era uma grande vontade que eu tinha. E acabei ficando com isso na cabeça.

Quando fui fazer um trabalho no terceiro colegial, em um outro colégio, peguei a parte pós ditadura da história brasileira. Foi quando caiu minha ficha. Eu havia participado de um momento muito importante para a história de nosso país.

Quando o presidente Fernando Collor de Melo resolveu renunciar para não sofrer impeachment, teve aquele ato dos chamados “caras-pintadas” no Vale do Anhangabaú, no centro de SP.

Lembro-me que meus pas me levaram,juntamente com minha irmã, para a frente do Banco do Brasil. Alí, muita gente passando e gritando mandando o Collor pra PQP. Da hora, achava o máximo quando pequeno ouvir pessoas falando palavrões.

Mas me toquei naquela época que participei de um momento histórico de nosso país. E agora, mais um.

Independente da visão politica de que lê esse blog, ver um cara que saiu do nada,sem estudar e tudo mais, não é nada com omomento que iremos passar agora.

Com a vitória de Dilma Rousseff, a nação passa pelo momento emque uma mulher assume o comando. Independente de você ser mais de direita, mais de esquerda, gosta do PSDB ou prefere o Dem, esse momento será marcado para a sociedade brasileira.

A mulher, que antes era a dona do lar, em menos de 50 anos conseguiu um espaço absurdo no país, e hoje não são mais vistas como sexo fragil. Pelo menos não na minha geração, pois ainda existem os mais velhos que optão em não evoluir conforme o mundo.

Assim como os Estados Unidos tiveram o momento de ter um negro na presidencia, aqui também iremos quebrar uma bairreira fortíssima.

Comemore, você também faz parte da história. Um brinde e feliz 2011.

Nota - Trilha Sonora de MG tá estranha. Novos Baianos dominam

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um anúncio de emprego supersincero

Cargo: Jornalista faz-tudo.

Exigências:

Agilidade para trabalhar por três jornalistas com o salário de um.
Importante não ter vida social.
Experiência em apuração jornalística pelo Google.
Facilidade de relacionamento com assessor de imprensa chato.
Suportar a dureza diária sem reclamar o tempo todo é diferencial.
Imprescindível ter estômago resistente às porcarias da padoca.
Equilíbrio para lidar com frustrações.
Bons conhecimentos de sobrevivência em redação.
Diploma de jornalista é interessante. Se não tiver, foda-se.

Benefícios:

Crachá para dar carteirada em eventos esportivos e culturais.
Oportunidade de ir a pautas com boca-livre e jabás.
Tapinha nas costas (se exceder as metas).

Salário: Incompatível com o mercado e seus gastos pessoais.

Do blog Desilusões Perdidas

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja

A Veja soltou uma matéria com a retrospectiva dos oito anos de governo Lula. Claro que não poderiamos cobrar imparcialidade da Veja, afinal todo veículo de comunicação toma um partido. Não que eu ache isso errado, mas também não acho certo, mas isso é outra história.

Enfim, na matéria da Veja, os ataques ficaram tão claros que a semanal não conseguiu apontar um único ponto positivo em sua retrospectiva.

Não vou entrar em detalhes, mas veja a resposta do Ministro:


" Brasília, 27 de dezembro de 2010.


Sr. Editor,

Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.

Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas
adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.

Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?

Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.

Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.

Peço a publicação.

Jorge Hage Sobrinho
Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União"

Quando precisa de serviço público

Infelizmente agora tenho que falar de algo negativo de Belo Horizonte. Claro, nem tudo são mar de flores na cidade, tem todos os tipos de problemas como assaltos, o crack que invade a vida dos moradores de ruas (quem diria que iriamos sentir saudades da cola de sapateiro) e claro, violência. Mas nem é nenhum assunto desse que quero falar.

Na semana passada,e xatamente no dia 18, acordei com uma tosse. Normal, pois no meu trabalho o ar condicionado é lei, acima até da Lei da Gravidade. Enfim, passei domingo 19 ruim, e segunda-feira 20 acordei péssimo. Fui a um posto de saúde e havia apenas um pediatra. Tentei falar que minha mentalidade era de uma criança de 4 anos e meio, mas ele não se convenceu e me encaminhou para o pronto socorro.

Esse pronto socorro, Francisco Xavier, conhecido como UPA Nordeste, estava lotado. Até ai, nada fora do comum quando precisamos de um atendimento médico da rede pública. Após duas horas de espera, nós que estavamos na sala de espera fomos informados que só pacientes classificados como VERMELHO* iriam ser atendidos. O Motivo era a falta de médico. Como podem ver no vídeo CLICANDO AQUI, a enfermeira avisa que só existem dois me´dicos no local e que iriam atender apenas emergências.

*Nota- Conforme a gravidade do problema do paciente, ele é classificado de uma cor. Vermelho – Grave – Amarelo –Moderado e Verde- Sem riscos.

Conversei com o Sr. Antônio, que ficou sem graça em falar para o celular. Ela havia quebrado o braço no trabalho e esperava desde às cinco da manhã pelo atendimento. Foi solicitado a ele que procurasse outro hospital, pois o caso dele não daria para ser atendido no UPA Nordeste.

Uma falta de respeito para com a população que mais precisa. Quem procura um atendimento público não está porque gosta. Todo mundo ali se tivesse condições estaria pagando um convenio médico para assim ser bem tratado quando enfermo.

Será que realmente dá pra funcionar a saúde no Brasil? Vamos ver

Quando morei no Mato Grosso, na cidade de Diamantino em 2009, precisei de atendimento médico pois tenho pedras nos rins (para ser exato, duas em casa hoje) e um bendito dia essas pedras resolveram demonstar sua ira perante ao mundo.

Rastejando pelo chão, uma pessoa me deu uma carona até o hospital, que ficava na mesma rua que eu morava. Lá chegando, fiquei sabendo que o mesmo era particular. Uma ambulância foi chamada e fui levado a outro hospital, um pouco mais afastado do centro da cidade, local que eu morava.

Lá, fui tratado muito bem, sem demoras. Leitos grandes, sem filas para atendimento e com uma atenção muito boa dos médicos. Para voltar para casa, uma ambulância foi solicitada também.

Ok, são realidades extremas, em Diamantino tinhamos aproximadamente 20 mil habitantes. Em Belo Horizonte temos mais de milhão. É a terceira metrópole do Brasil e cresce a cada dia, sem dar conta do crescimento. Mas poderia ter uma saúde mais eficiente.

Na fila do hospital, fiquei sabendo que isso não é raro na cidade. Muitos hospitais sofrem com a falta de médico( e quem paga por isso são os enfermeiros e atendentes que estão alí para auxilar e acabam ouvindo o que não merecem).

Agora pessoa, a hora é de cobrar nossos representantes. Sei que Minas Gerais é um estado extremamente tradicionalista, mas um pouco de mudança não é ruim para ninguém.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu quero é Pedra, PEDRA!!!


Para quem não conhece essa música, é “I Wanna Rock” do Twisted Sister, traduzida ao pé da letra,hehehe

Chegar em Belo Horizonte e já ter uma banda foi algo bem animador e, antes de tudo, desafiador. Animador pois assim eu ainda continuo caminhando na arte, algo que parece que nunca vai sair de mim. E desafiador pois agora estou com um instrumento que sempre tive apenas uma base, e agora estou estudando que é o Contra-baixo elétrico

Nota – Não é o baixo, pois o baixo é aquele grande, na vertical geralmente usado em Jazz e Orquestras

A banda chma-se Amburana, e tá rolando bem legal. No primeiro ensaio, não havia tirado nenhuma música, e saiu muito bem. Estou até tocando músicas que não gosto, como U2 e REM. Só me recuso completamente a tocr Legião Urbana, bandinha chata e mediocre.

O mais legal é que o batera e o outro guitarra também piram no progressivo. Vamos tocar Sylvia do Fócus – Não conhece? Veja aqui.

Estamos com um set bem diferenciado, e o mais legal de tudo, estamos tocando um som que marcou minha infância. Barata Kafka, do Inimigos do Rei. Sensacional, principalmente a parte “Já se drogou cm Detefon, Insetizan, fumou Balgon, tudo quanto é tipo de veneno você acha bom”. Sempre dou risada tocando esse som.

Bom, boas festas para quem não vai mais ler esse blog e, acredito que será dificil eu escrever aqui ainda esse ano. Abraços, beijos e tudibão,sô

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Críticos de música. Até onde levar a sério?

Já começo o texto com a resposta. Menos de meio centimetro de onde ele está. Os críticos são ignorantes e só o que eles acham bom é o que vale.
Vamos lá

Essa semana, discuti com u mcritico chamado Régis Tadeu. Comentei do novo do Mr Big, ele rebateu falando que era uma bosta, falei das harmonias e ele veio falar pra eu aprender o que é música.

Bom, para quem não sabe, esse cara tem uma coluna no Yahoo, com videos e tudo mais sobre música. Até ai beleza. Mas ele me chamar de “Burro” foi foda. Alou que era mentira que eu sou jornalista e que eu deveria aprender mais de música.

Agora pergunta se ele toca alguma coisa além de bronha pros caras que a gravadora manda ele bater? O cara não tem opinião, ele trabalha na mídia e nunca, repito, NUNCA falou o quanto a pirataria ajuda o artista. Ele não fala por medo de perder o emprego

Nota- perai,pirataria ajuda o artista? Sim,ajuda muito, pois o artista ganha com show, quem ganha com cd é a gravadora e, com a pirataria, mais divulgado é o trabalho do artista e seu show fica maio e mais cheio. Mas quando temos o rabo preso,não pode falar nada.

Continuando, estou aprendendo baixo e, como quem me conhece sabe, toco bateria. O cara veio dar risada porque fiquei na dúvida de como eu fazia uma nota. E o cara não toca nada.

Crítico de música nada mais é músico frustrado. Não teve competencia para escrever músicas e vive de falar mal de quem não gosta. Lamentável atitudes como essa. E não é apenas esse Régis que é assim, aquele gordo barbudo do ídolos, Miranda, também é outro. Desculpa que eles dão é que eles têm mais de mil cd´s. Só que tem um detalhe. 98% desses álbuns não foram comprados, foram doados para críticas.

No resumo, os críticos de música precisam aprender o que é música e não o que é gosto musical. Ter mil e tantos álbuns não faz ninguem entender de música. O que faz é tocar algo, compor a sua própria e entrar no mercado, coisa que só os competentes conseguem.

Um abraço

nota 2 - desculpe-me a falta de acentos, meu teclado está totalmente desconfigurado

BH, surpresas e revoltas

BH tem sido uma experiência bastante aproveitadora. Primeiro, a cidae é um pólo cultural absurdo. Só não faz algo quem realmente não quer. Opção é o que não falta na cidade. Fui a um museu na quinta-feira, da PUC de história natural. Sinceramente não gostei. Entrada cara, três andares de coisas bestas. O que valeu foi o terraço na parte de cima. Acabei até encontrando uma amiga(até aqui) no musei. Ela faz Puc e trabalha lá. Interessante.

Ontem acabei visitando um bar incrível. Chama-se Vila Verde. Fica na estrada de macacos e é no meio do mato. A banda redondissima – Curasal Blues – e som de primeira. O bar é incrivel, tanto é que, eu que não danço fiquei até umas 6h movendo meu corpo (seria uma afronta chamar aquilo de dança).

REVOLTA

É um assunto um tanto velho para a internet, mas fiquei muito puto com a população brasileira. Por que isso? Vamos lá.

Deputados do Brasil aprovaram um aumento salarial de mais de 60%. Porra, que coisa.
Parafraseando o Danilo Gentilli em seu show:
“Quantas vezes você, em seu trabalho, juntou as pessoas e decidiram que o salário iria aumentar? Chegaram para o chefe e falaram ‘Olha, nós da criação decidimos extender as férias e vamos ter um aumento de R$300 por semana em nosso salário’”.

Porra, os deputados no Brasil decidam quanto vão ganhar, quais os benefícios e o número de dias de férias que têm. Quem aqui tem esse privilégio?

E outra. Na Grécia, estudantes travaram uma batalha no centro de Atenas por conta do aumento de impostos. Foram sete dias de serviços em estado de gerve, desde os mais básicos como hospitais e transportes até os menos, como call-centers. Legal, e no Brasil, o aumento do salário dos deputados foi para o TTBr com a sigla #fogonocongersso e o povo achou que fez sua parte.

Estou com vergonha da população do Brasil. Porra, vamos pras ruas. Qui em BH mal tem gente que sabe que isso aconteceu. O que aconteceu com o envolvimento das pessoas com o próprio dinheiro?

Bom, para quem elege Tiririca e Alckmin, realmente merece uma coisa dessa.

Por falar em Alckmin, ele já declarou que não terá como entregar antes do final de seu mandato – 4 anos – as obras deixadas por Zé Pedágio. Porra, o cara nem entrou no governo, só foi diplomado, e já vem falar isso. O resultado, a linha Lilás do metrô não ficará pronta até 2014. Parabéns povo de SP, assim eu fico cada vez mais certo que fiz a escolha mais correta de sair desse estado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quando eu falava desse temporal...

Domingão, dia morto e nada para fazer,certo? Não se você estiver em BH. Teve uma apresentação fantástica ontem na Praça da Estação. Encerramento da Semana dos Direitos Humanos, promovida pelo Ministério de Cultura e dos Direitos Humanos.

A praça é fantástica. Lindo cenário para um show explendido. Foram ao todo 15 artistas homenageando Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Nomes de peso da música brasileira estiveram presentes. Arnaldo Antunes, Chico César, Elba Ramalho, Elza Soares, Fernanda Takai, Lenine, Luiz Melodia, Margareth Menezes, Sérgio Ricardo, Marina e Lô Borges.

O show começou bem animado, com um carinha- que esqueci o nome,desculpe-me- que agitava demais. E a primeira música foi a música que usamos no espetáculo Sincretismo, em Marília. Boas recordações. A música fala de várias tribos indigenas que foram massacradas pelos portugueses.

Enfim, artistas entram, artistas saem, e aquela torre do relógio, na praça da estação tomando conta do cenário. Acho que só vi dois shows com um cenário tão belo assim. Livin Colour na praça Júlio Prestes e o Beatles Forever na Barão de Itapetininga. Agora esse show de ontem, que cenário magnifico.

O sol se punha quando os primeiros acordes começaram a tocar. Não me recordo da ordem correta, mas lembro-me de todos os artistas tocarem três músicas do próprio trabalho e uma do Milton. O melhor de tudo é que todos os artistas tocaram Clube da Esquina, exceto Elba Ramalho, que soltou um “Coração de Estudante” detonador.

No show de Chico César, aquele que lembra uma beterrab, a chuva começou a dar sinais de vida. Quando acabou o show dele, veio uma chuva muito forte, mas muito forte mesmo. E quem entra? Lô Borges, com a seguinte estrofe; “Quando eu falava desse temporal, você não escutou” e lançou apenas cinco músicas do Clube da Esquina. Foi de arrepiar. E aquela estação, aquele cenário.

O clima era meio mágico. Todos ali estavam para ver o Milton, curtindo, dançando, na maior paz e harmonia. Conheci um pessoal bem bacana, que só me lembro o nome de uma das meninas. Najara. Um nome desse é dificil de esquecer. E fica a dica,só me lembro de nomes estranhos, como Sinara, Séfora, Najara, Indianara, Meganine e por ai vai…

Enfim, o clima era perfeito, e aquela estação…

Quando Milton Entrou, o público veio abaixo. Entrou cantando “Canção da América”, em unissom com o público presente. E ele fez um comentário que me marcou bastante. Ele olhou para a praça cheia, olhou para o relógio “Nossa, oito horas. E essa estação, linda demais”. Essa estação…

Milton chamou cada um dos convidados para fazer duetos. Com a Fernanda Takai foi um arrepio. Eles avisaram que essa música não era tocada desde adécada de setenta, e ela ainda fez a meiguice de pegar em sua mão para cantar “Um gosto de Sol”, do Clube da Esquina. Foi demais, e com aquela orquestra de fundo, arrepia só de lembrar. Progressivo master.

E Milton olhava e dizia “aquela estação”. Em um momento do show,ele parou, olhou por uns segundos a estação e soltou; “Trem é a coisa mais linda do mundo, não deveriam acabar com a ferrovia no Brasil, olha que coisa linda essa estação, que cenário maravilhoso”.

Quando Lô Borges foi chamado para fazer o dueto, já sabia que iria vir bomba. Dito e feito, “Quem sabe isso quer dizer Amor” foi fantástica, e depois todos os artistas foram chamados para cantar “Maria,Maria”. Maravilhoso.

Um show fantástico. Mas não apenas pelos shows, pelos artistas. O clima ajudou bastante, a paz, a chuva, as danças, as palavras ditas pelos direitos humanos. E aquela estação…

Quem te conhece, não esquece jamais. Oh, Minas Gerais

Minas tem sido um aprendizado forte em minha vida também, e isso não é de hoje. Desde as épocas de Holy Sagga que MG me guarda surpresas. E eu sempre gostei daqui, não sei porque.

Bom, essa semana fui para a Feira Música Brasil. Essa feira acontece uma vez ao ano e cada ano é em uma capital diferente. Esse ano, a capital mineira foi a escolhida. Mas por que? Simplesmente porque aqui em Minas temos Milton Nascimento, um dos maiores nomes da música mundial.

No primeiro dia, Gilberto Gil se apresentou, mas quando fui pegar o ingresso, já haviam esgotados. O preço era o melhor de tudo. R$2,00 para ver feira e shows ótimos. Enfim, não consegui para Gilberto Gil,mas consegui para Andreas Kisser, Lenine e Flávio Venturini. Ótimo show, de cara lançou trêrs Beatles e até rolou Kiss- Cold gin – mas a entrada de Flávio Venturini foi muito melhor. 14 Bis era uma banda fantástica,e ainda depois homenagearam o Clube da Esquina.

Apóso show, conversei com o Ricardo e falei que iriamos entrar no camarim pra falar com o pessoal. Ele não acreditou e teve a prova de meus poderes. Entramos tranquila mente, e claro, uma fotinho com o Venturini e meia dúzia de palavras bestas com o Andreas, sobre o Sepultura e as bandas de Metal de MG. E olha que são muitas.

Enfim, um festival alternativo como esse é sempre bom ter. E em BH, é melhor ainda…113 anos, valew

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

...dos barulhos estranhos

Tem muita coisa que ainda acho estranho em BH. As ruas são extremamente confusas. Se todos os caminhos levam a Roma, Roma deve ficar na avenida do Contorno.
Bh foi a primeira cidade planejada do Brasil – depois veio Brasilia achando que poderia ser algo para o país. Tolinhos- e ela foi feita ao redor de uma avenida. A do Contorno. BH era pra ser apenas dentro da avenida, mas a cidade cresceu tanto nesses 112 anos, 11 meses e 29 dias que nã deu conta.

Amanhã BH fará 113 anos. Terá festas, shows, poesias e uma caralhada de coisa aqui na cidade. Gilberto Gil cantará de graça. Vamos ver como será essa cidade para comemorar seu aniversário.

Hoje uma amiga vai para Brasilia e pedi um presente a ela, será que ela voltará com ele? Acho bem dificil, huahauahu.

Mas vamos em frente, porque pra trás não rola não. Quem anda para trás é Michael Jackson e o Billy Idol.

Na festa dos Melhores do Brasileirão, ontem no Rio, Andrés Sanches, presidente do Corinthians, fez oque de melhor sabe. Perder a oportunidade de ficar calado. Após receber uma homenagem pelos 100 anos do clube, ele resolveu discursar. EM seu discurso ,falou de como é ruim ver um time caindo e voltando pela porta da frente – referindo-se ao Fluminense que saiu da série C para a série A sem passar pela segundona. Mas ele fez isso com a amioria dos jogadores do Flu e ainda muitos torcedores. Resultado, um coro de cinco mil pessoas gritando “Ah, é centenada”, em alusão ao Corinthians que não ganhou nem um titulo, nem de eleitor, esse ano.

Bom, vou nessa porque a soja já está fritando!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Climas e impressões


Até pensei em troca
r o nome do blog, pois ele tem sigla de São Paulo. Mas com tanta história contada, de tantos locais que já passei, fiquei vendo que como não tenho um CEP certo, pelo menos meu local de origem já é um bom começo.

Fui na casa do Lucas, um amigo do Ricardo aqui de BH. Gente boa demais. Para minha surpresa, ele tem o guia da Empresa das Artes, mas o da Estrada Real. Fiquei de emprestar a ele o que eu fiz do estado de São Paulo para depois pegar o que ele tem para ler. E não é que o cara já deixou na minha mão?

Além disso, na casa dele, todas as vezes tinha um tira gosto. Um dia feijão tropeiro, outro batata frita, azeitona e queijo. Eo clima era bme interiorano. Mineiro é um povo que sabe receber a gente muito bem. E quem gosta de comer, o lugar é um paraiso.

Fui encontrar também uma amig que conheci no show do Paul McCartmey. Conheci o lado mais rico da cidade. Ela ainda me mostrou a Praça do Papa, onde tem uma vista linda da cidade. Lembrou-me bastante do Mirante de Santana pelo tipo de vista. Só que daqui é muito mais ampla.

Enfim, comecei a procurar trabalho na segunda-feira passada. Na quarta-feira já estava correndo atrás de documentação. Na sexta-feira fiz o exame médico e amanhã entrego o restante. Maravilha, Alberto…

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sempre as mudanças

Não é fácil mudar assim de cidade como teho feito desde o Mato Grosso. E não me arrependo de (quase) nenhuma delas. Arília foi uma passagem um tanto quanto interessante para minha vida. Como aprendi e passei perrengue.

Mas mudei feliz. Ao contrario de quando eu cheguei. Cheguei em Marília apreensivo, com medo e a sensação do desconhecido total. Em Belo Horizonte está sendo diferente. Já foi desde a saída.

O ônibus atrasou mais de uma hora. Minha previsão de chegar às 18h de sexta-feira – ou seja uma semana atrás – iria para o espaço. Enfim, nada que eu pudesse fazer. Subi no ônibus e logo fui pegando minhas leituras. Quem me conhece sbe o quanto é dificil eu conseguir dormir em uma viagem.

Ao entrar em Minas Gerais, lá pelas 13h, não consegui nem piscar. O livro, as três revistas e o passatempo que havia comrpado foram totalmente deixados de lado e minha companhia foi o MP3 e a janela ao lado do meu banco.

Paisagens magnificas ao entrar no estado do “uai”. Uma mais bela que a outra, pinturas. Me lembrou da Mafalda conversando com o pai dela: “Foi Deus quem fez tudo isso pai:” “Uhun”; “Ele fez um belo trabalho,não?”. Cannyons, cachoeiras e serras de animar qualquer pessoa. Ou quase.

Em uma das paradas, resolvi bater um papo com duas mulheres, lá pelos seus 50 anos, que viajavam na poltrona em frente a minha. Curioso como sempre sou, quis saber um pouco da história delas. Bom, resumindo, elas estavam indo para uma cidade do interior de Minas, mas não havia ônibus direto de Campo Grande MS para lá.. Pegariam outro ônibus em Belo Horizonte. A filha de uma delas, juntamente com o marido e um cunhado bateram o carro e morreram na hora. Só sbreviveu a neta de 6 meses. Triste pensar em algo assim.

Enfim, fatalidades a parte, as serras continuaram a ficar magnificas. Ao entrar em Belo Horizonte, trânsito. Comecei a pensar se realmente estava valendo a pena tanta mudança assim. Ao contrário que muita gente pensa, deixar Marília foi um tanto dificil. Mas isso me faz bem,essas mudanças, o que vou encontrar de novo e tudo mais.

A chegada foi tranquila, o Ricardo já me esperava na rodoviária e fomos para a casa. Casa bonita, em uma rua sem saída e com cerca elétrica. Bem segura, mas não precisaria tudo isso não. Aqui as pessoas andam tranquilas a noite pelas ruas, e a condução de madrugada realmente funciona. No sábado voltamos para casa quase 3h e tinha ônibus regularmente para onde moramos.

Depois continuo com o relato de minha nova vida de mineiro.

Grande abraço para quem ainda lê esse blog.


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