segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quando eu falava desse temporal...

Domingão, dia morto e nada para fazer,certo? Não se você estiver em BH. Teve uma apresentação fantástica ontem na Praça da Estação. Encerramento da Semana dos Direitos Humanos, promovida pelo Ministério de Cultura e dos Direitos Humanos.

A praça é fantástica. Lindo cenário para um show explendido. Foram ao todo 15 artistas homenageando Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Nomes de peso da música brasileira estiveram presentes. Arnaldo Antunes, Chico César, Elba Ramalho, Elza Soares, Fernanda Takai, Lenine, Luiz Melodia, Margareth Menezes, Sérgio Ricardo, Marina e Lô Borges.

O show começou bem animado, com um carinha- que esqueci o nome,desculpe-me- que agitava demais. E a primeira música foi a música que usamos no espetáculo Sincretismo, em Marília. Boas recordações. A música fala de várias tribos indigenas que foram massacradas pelos portugueses.

Enfim, artistas entram, artistas saem, e aquela torre do relógio, na praça da estação tomando conta do cenário. Acho que só vi dois shows com um cenário tão belo assim. Livin Colour na praça Júlio Prestes e o Beatles Forever na Barão de Itapetininga. Agora esse show de ontem, que cenário magnifico.

O sol se punha quando os primeiros acordes começaram a tocar. Não me recordo da ordem correta, mas lembro-me de todos os artistas tocarem três músicas do próprio trabalho e uma do Milton. O melhor de tudo é que todos os artistas tocaram Clube da Esquina, exceto Elba Ramalho, que soltou um “Coração de Estudante” detonador.

No show de Chico César, aquele que lembra uma beterrab, a chuva começou a dar sinais de vida. Quando acabou o show dele, veio uma chuva muito forte, mas muito forte mesmo. E quem entra? Lô Borges, com a seguinte estrofe; “Quando eu falava desse temporal, você não escutou” e lançou apenas cinco músicas do Clube da Esquina. Foi de arrepiar. E aquela estação, aquele cenário.

O clima era meio mágico. Todos ali estavam para ver o Milton, curtindo, dançando, na maior paz e harmonia. Conheci um pessoal bem bacana, que só me lembro o nome de uma das meninas. Najara. Um nome desse é dificil de esquecer. E fica a dica,só me lembro de nomes estranhos, como Sinara, Séfora, Najara, Indianara, Meganine e por ai vai…

Enfim, o clima era perfeito, e aquela estação…

Quando Milton Entrou, o público veio abaixo. Entrou cantando “Canção da América”, em unissom com o público presente. E ele fez um comentário que me marcou bastante. Ele olhou para a praça cheia, olhou para o relógio “Nossa, oito horas. E essa estação, linda demais”. Essa estação…

Milton chamou cada um dos convidados para fazer duetos. Com a Fernanda Takai foi um arrepio. Eles avisaram que essa música não era tocada desde adécada de setenta, e ela ainda fez a meiguice de pegar em sua mão para cantar “Um gosto de Sol”, do Clube da Esquina. Foi demais, e com aquela orquestra de fundo, arrepia só de lembrar. Progressivo master.

E Milton olhava e dizia “aquela estação”. Em um momento do show,ele parou, olhou por uns segundos a estação e soltou; “Trem é a coisa mais linda do mundo, não deveriam acabar com a ferrovia no Brasil, olha que coisa linda essa estação, que cenário maravilhoso”.

Quando Lô Borges foi chamado para fazer o dueto, já sabia que iria vir bomba. Dito e feito, “Quem sabe isso quer dizer Amor” foi fantástica, e depois todos os artistas foram chamados para cantar “Maria,Maria”. Maravilhoso.

Um show fantástico. Mas não apenas pelos shows, pelos artistas. O clima ajudou bastante, a paz, a chuva, as danças, as palavras ditas pelos direitos humanos. E aquela estação…

2 comentários:

Maria Branca disse...

Inveja.

Maria Branca disse...

Inveja!


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