terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quando precisa de serviço público

Infelizmente agora tenho que falar de algo negativo de Belo Horizonte. Claro, nem tudo são mar de flores na cidade, tem todos os tipos de problemas como assaltos, o crack que invade a vida dos moradores de ruas (quem diria que iriamos sentir saudades da cola de sapateiro) e claro, violência. Mas nem é nenhum assunto desse que quero falar.

Na semana passada,e xatamente no dia 18, acordei com uma tosse. Normal, pois no meu trabalho o ar condicionado é lei, acima até da Lei da Gravidade. Enfim, passei domingo 19 ruim, e segunda-feira 20 acordei péssimo. Fui a um posto de saúde e havia apenas um pediatra. Tentei falar que minha mentalidade era de uma criança de 4 anos e meio, mas ele não se convenceu e me encaminhou para o pronto socorro.

Esse pronto socorro, Francisco Xavier, conhecido como UPA Nordeste, estava lotado. Até ai, nada fora do comum quando precisamos de um atendimento médico da rede pública. Após duas horas de espera, nós que estavamos na sala de espera fomos informados que só pacientes classificados como VERMELHO* iriam ser atendidos. O Motivo era a falta de médico. Como podem ver no vídeo CLICANDO AQUI, a enfermeira avisa que só existem dois me´dicos no local e que iriam atender apenas emergências.

*Nota- Conforme a gravidade do problema do paciente, ele é classificado de uma cor. Vermelho – Grave – Amarelo –Moderado e Verde- Sem riscos.

Conversei com o Sr. Antônio, que ficou sem graça em falar para o celular. Ela havia quebrado o braço no trabalho e esperava desde às cinco da manhã pelo atendimento. Foi solicitado a ele que procurasse outro hospital, pois o caso dele não daria para ser atendido no UPA Nordeste.

Uma falta de respeito para com a população que mais precisa. Quem procura um atendimento público não está porque gosta. Todo mundo ali se tivesse condições estaria pagando um convenio médico para assim ser bem tratado quando enfermo.

Será que realmente dá pra funcionar a saúde no Brasil? Vamos ver

Quando morei no Mato Grosso, na cidade de Diamantino em 2009, precisei de atendimento médico pois tenho pedras nos rins (para ser exato, duas em casa hoje) e um bendito dia essas pedras resolveram demonstar sua ira perante ao mundo.

Rastejando pelo chão, uma pessoa me deu uma carona até o hospital, que ficava na mesma rua que eu morava. Lá chegando, fiquei sabendo que o mesmo era particular. Uma ambulância foi chamada e fui levado a outro hospital, um pouco mais afastado do centro da cidade, local que eu morava.

Lá, fui tratado muito bem, sem demoras. Leitos grandes, sem filas para atendimento e com uma atenção muito boa dos médicos. Para voltar para casa, uma ambulância foi solicitada também.

Ok, são realidades extremas, em Diamantino tinhamos aproximadamente 20 mil habitantes. Em Belo Horizonte temos mais de milhão. É a terceira metrópole do Brasil e cresce a cada dia, sem dar conta do crescimento. Mas poderia ter uma saúde mais eficiente.

Na fila do hospital, fiquei sabendo que isso não é raro na cidade. Muitos hospitais sofrem com a falta de médico( e quem paga por isso são os enfermeiros e atendentes que estão alí para auxilar e acabam ouvindo o que não merecem).

Agora pessoa, a hora é de cobrar nossos representantes. Sei que Minas Gerais é um estado extremamente tradicionalista, mas um pouco de mudança não é ruim para ninguém.

Um comentário:

Anônimo disse...

Infelizmente a saúde é precária nas grandes capitais, ainda bem que podemos contar com os bons chás, na falta de um convenio médico.
Cabe a cada um buscar seus direitos,afinal, em toda campanha politica a melhoria na área da saúde é sempre promessa, tá na hora de se cumprir.
O melhor é usar protetor solar e se cuidar.


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