sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sempre as mudanças

Não é fácil mudar assim de cidade como teho feito desde o Mato Grosso. E não me arrependo de (quase) nenhuma delas. Arília foi uma passagem um tanto quanto interessante para minha vida. Como aprendi e passei perrengue.

Mas mudei feliz. Ao contrario de quando eu cheguei. Cheguei em Marília apreensivo, com medo e a sensação do desconhecido total. Em Belo Horizonte está sendo diferente. Já foi desde a saída.

O ônibus atrasou mais de uma hora. Minha previsão de chegar às 18h de sexta-feira – ou seja uma semana atrás – iria para o espaço. Enfim, nada que eu pudesse fazer. Subi no ônibus e logo fui pegando minhas leituras. Quem me conhece sbe o quanto é dificil eu conseguir dormir em uma viagem.

Ao entrar em Minas Gerais, lá pelas 13h, não consegui nem piscar. O livro, as três revistas e o passatempo que havia comrpado foram totalmente deixados de lado e minha companhia foi o MP3 e a janela ao lado do meu banco.

Paisagens magnificas ao entrar no estado do “uai”. Uma mais bela que a outra, pinturas. Me lembrou da Mafalda conversando com o pai dela: “Foi Deus quem fez tudo isso pai:” “Uhun”; “Ele fez um belo trabalho,não?”. Cannyons, cachoeiras e serras de animar qualquer pessoa. Ou quase.

Em uma das paradas, resolvi bater um papo com duas mulheres, lá pelos seus 50 anos, que viajavam na poltrona em frente a minha. Curioso como sempre sou, quis saber um pouco da história delas. Bom, resumindo, elas estavam indo para uma cidade do interior de Minas, mas não havia ônibus direto de Campo Grande MS para lá.. Pegariam outro ônibus em Belo Horizonte. A filha de uma delas, juntamente com o marido e um cunhado bateram o carro e morreram na hora. Só sbreviveu a neta de 6 meses. Triste pensar em algo assim.

Enfim, fatalidades a parte, as serras continuaram a ficar magnificas. Ao entrar em Belo Horizonte, trânsito. Comecei a pensar se realmente estava valendo a pena tanta mudança assim. Ao contrário que muita gente pensa, deixar Marília foi um tanto dificil. Mas isso me faz bem,essas mudanças, o que vou encontrar de novo e tudo mais.

A chegada foi tranquila, o Ricardo já me esperava na rodoviária e fomos para a casa. Casa bonita, em uma rua sem saída e com cerca elétrica. Bem segura, mas não precisaria tudo isso não. Aqui as pessoas andam tranquilas a noite pelas ruas, e a condução de madrugada realmente funciona. No sábado voltamos para casa quase 3h e tinha ônibus regularmente para onde moramos.

Depois continuo com o relato de minha nova vida de mineiro.

Grande abraço para quem ainda lê esse blog.

Um comentário:

Anônimo disse...

Uma mensagem que vai lhe falar ao coração, meu filho!

Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz!

Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto prá dormir e sonhar

E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas.

E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar.

É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração.

Estou ouvindo teu coração bater mais forte aqui de Foz...


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