quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pesquisa da FVG mostra o declínio da educação de SP


Isso não é novidade pra ninguém. O Governo paulista acabou com a educação no estado. Eu sou(fui) um grande exemplo disso.

Me formei em 2004 sem saber dividir com dois números dentro da chave. Quandop eu reprovei de ano, minha mãe teve que forçar a escola a me reprovar, porque segundo a diretora “Ele sempre frequentou as aulas, então não temos motivos para reprová-lo”.

Isso ocorreu mais de uma vez. Tudo bem que depois eu acordei e hoje, graças ao governo federal, sou formado em jornalismo sem ter pago nem xerox na faculdade.

Mas o que importa não é isso. A aprovação automática, ou progressão continua, como o governo estadual gosta de falar, apenas camufla a péssima qualidade do ensino e a desvalorização dos professores.

Segundo pesquisa da FVG (Fundação Getúlio Vargas), a aprovação automática só serviu para o estado de São Paulo (único estado em que foi feita a pesquisa) entrar no ranking dos estados com menor reprovação.

Antes da criação do Programa Universidade para Todos, o Pró Uni, os alunos de escolas públicas matriculados em faculdades, tanto estaduais, federais quanto particulares, não chegava a 10%. Após a criação, ultrapasosu a marca de 20% (22,35 para ser mais exato), mas longe de ser uma solução para o problema.

Voltando a aprovação automática e a pesquisa, foram entrevistadas 10 mil famílias de escolas públicas do estado de São Paulo, e os resultados são os seguintes:

*88,1% dos consultados acreditam que as inovações promovidas pela Secretaria Estadu-
al da Educação (entre elas a progressão continuada) não melhoraram as condições de
ensino nas escolas;
*87,1% acreditam que essas inovações não melhoraram a aprendizagem dos alunos;
*89,9% não concordam que as inovações tenham promovido o aumento do rendimento escolar;
*92,4% apontaram que elas não trouxeram maior satisfação do professor no trabalho;
*72,7% concordam que essas inovações resultaram na redução da defasagem idade/série
entre os alunos.
Especificamente sobre a progressão continuada, tal como está sendo realizada:
*93,3% não reconheceram um aumento do interesse dos alunos pelos conteúdos ministrados;
*95,5% não verificaram uma diminuição dos problemas de indisciplina na escola;
*91,9% apontaram a passagem dos alunos de uma série para outra sem domínio dos
conteúdos ministrados;
*91,2% consideram que este processo vem resultando em frustração dos professores.

Isso mostra que ninguém está satisfeito com esse método. Mas por que ele ainda existe?

Porque o Estado deixa de receber verba federal caso a reprovação aumente. É meio contraditório, pois se o estado tiver maior reprovação, acredito que o investimento deve ser maior, qualificando melhor professores e tentando entender onde está o grande problema do aluno na hora de aprender.

Mas o governo não está preocupado com isso. E nunca esteve.

Para ter uma ideia, os professores não recebem aumento de salário reajustado com a inflação desde 1994. Todos os w4 aumentos( repito,desde 1994) foram abaixo do índice da inflação.

Quando os professores foram reclamar pelo aumento, a Polícia Militar atirou balas de borracha contra os mestres. Com cacetete na mão, professores foram tratados como bandidos. Ou então como estudantes, já que a PM sempre bate em estudante também.

Na última campanha eleitoral, um candidato falou que no estado de São Paulo, em escolas até a quarta série do ensino fundamenta, as salas tinham dois professores.

Primeiro, isso é mentira. Fiz uma matéria apra o jornal Correio Mariliense sobre isso e não havia nenhuma escola com dois professores. Além disso, apenas oito escolas na capital tinham dois professores. Mas o que é emlhor, colocar dois professores em sala ou valorizar o ensino?

As escolas públicas estão com as salas cada vez mais cheias. No meu segundo colegial, eramos em 66 alunos. Como um professor consegue dar aula, sem estrutura, para 66 alunos?

Está na hora dos governantes municipais, estaduais e federais, realmente investirem em educação. O Próuni é um bom programa? Claro que sim, mas não é perfeito ,e isso não resolve o problema da educação.

Claro que essa ideia não vai passar pelo congresso, mas o Senador Cristovan Buarque (PDT) criou um projeto em que filhos de políticos por obrigação devem estudar em escolas públicas. Claro, afinal se o ensino é bom provarão isso colocando seus próprios familiares.

Isso é algo que deucerto na Inglaterra. Qualquer político que coloque um filho em escola particular, recebe uma multa equivalente a três veze so próprio salário. Caso aconteça novamente, o eleito perde seus direitos políticos por quatro anos.

O mesmo senador do PDT queria implantar um sistema para aeducação em que reduziria o número de alunos, aumentaria o efetivo de professores e escolas, além de acabar coma aprovação continua, dando bolsas de estudos(em dinheiro) para os alunos.

Claro que teve gente que deu risada nisso, mas quando foi questionado de onde viria todo o dinheiro para tal, a resposta foi um tapa na cara. “Como assim de onde vem o dinheiro? Leia o projeto, é 1% do PIB”.

Está na hora das coisas mudarem. Sem educação, o Brasil vai continuar assim, elegendo Tiriricas, Alckmins e Codovis da vida!!!

Um comentário:

Anônimo disse...

Se cada um cumprir a sua parte, com certeza a melhoria na educação será possível, o comodismo de cada cidadão, agrava o descaso dos governantes


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