sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Black Soul Foda

Muito interessante o lugar que conheci aqui em Belo Horizonte no último sábado. Bem no centro da cidade, em uma rua em frente ao Mercado Municipal, das 15 as 22hs todos os sábados, tem o Quarteirão do Soul. Um quarteirão que tica apenas Black Music.

O mais interessante é o tipo de público. Resolvi chegar cedo, para conseguir ver o tipo de público. Nisso acabei ficando com um pensamento um tanto paulista/paulistano. Cheguei cedo para ver se acontecia o mesmo que aconteceu em SP*.

Por volta das 17 horas, já ouvia o som forte vindo de uma aparelhagem de som visivelmente simples, mas o som e a qualidade, estavam perfeitos. Gente de todos os tipos.

Um senhor de terno e gravata e óculos escuros dançava que tomava toda a pista. Outro estava de boina militar, camisa de algum cantor famoso de Black Music, e fazia passos duros. Deveria ser realmente militar. As mulheres, algumas de dreads, apenas olhavam os homens a distância a dançar. Algumas arriscavam alguns passos, mas queriam mais era ficar debaio de alguma sombra, escondendo-se do sol.

A roda contava com mais gente olhando que dançando. Alguns mendigos começaram a aparecer. Algumas meninas, que estavam bem produzidas, bebiam cerveja. Sentadas na beira de um bar. Algumas com namorados, aliança nos dedos, e outras sozinhas. Todos rindo e tomando suas cervejas.

Quando foi anoitecendo, cada vez mais gente chegava para dançar ao som de Black Music. Deveria ter umas 2 mil pessoas alí. Só pra ouvir som mecânico. As pessoas mesclavam movimentos lentos, rápidos e aquelas danças timidas, onde as pessoas apenas movem a cabeça e batem os pés. O cenário misturava a dança das pessoas com a sombra da iluminação, tornando um desenho que parecia ser de nanquim. Como queria ter uma máquina fotográfica naquele momento.

Como sempre falei, Belo Horizonte é uma cidade em que a cultura é extrema. O acesso é muito mais fácil do que São Paulo, por exemplo. Não é a toa que Bh é conhecida como a capital cultural do Brasil. E eu tenho tirado a prova disso cada vez mais

*Certa vez fui a um evento de Black Music em SP. Muita gente olhava torto pra mim. Eu não sei porque em São Paulo sempre tem essa divisão de ter um esteriótipo e não poder frequentar certos lugares. Com o metal era assim e vejo que SP tem isso muito evidente.

Ps. Amanhã irei ver o show de Flávio Venturini, 14 Bis e Sá & Guarabira. E viva BH

Um comentário:

Anônimo disse...

narigudo, agora já sei pq vc me abandonou... Me trocou pelo Soul Phoda. aiaiiaia...
Pela sua descrição parece ser um lugar tudibom... hehhe.
promete que me leva pra conhecer qd for ai.. hein hein...
e viva a musica, viva o brasil, Chico Buarque e viva Legião tb.. hehehhe


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