sábado, 19 de novembro de 2011

Justiça determina afastamento do presidente do Metrô de SP

Por Helena no site Amigos do Brasil

A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira o afastamento do cargo do presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, e a suspensão dos contratos de prolongamento da linha 5-lilás –de Adolfo Pinheiro até a Chácara Klabin– por suspeita de fraude na concorrência da obra, de R$ 4 bilhões.

A decisão, da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, de caráter provisório, vale até o final da ação, movida por quatro promotores do Ministério Público paulista.

A investigação é decorrente de outubro de 2010 revelando que os vencedores dos oito lotes estavam definidos havia seis meses.

Segundo os promotores, Avelleda deve ser responsabilizado por ter levado adiante a concorrência apesar das evidências de que havia ilegalidades no processo.

Para o Ministério Público, além de não suspender os contratos e não investigar a suspeita de fraude, Avelleda usou o “artifício insidioso” de tentar desqualificar documento com firma reconhecida, do jornalista Ricardo Feltrin, da Folha em cartório antecipando os vencedores.

Laudo pedido pela Promotoria, além de depoimento do funcionário do cartório onde o documento foi registrado, atestaram a sua integridade.

O governo utilizou um laudo do Instituto de Criminalística, órgão ligado à Polícia Civil paulista, para afirmar que o documento não era prova irrefutável de que era possível antecipar os vencedores.

O governo paulista chegou a suspender a licitação após a veiculação da reportagem, mas retomou o processo. Em agosto, a Promotoria pediu que o Metrô suspendesse os contratos, assinados há cerca de quatro meses, o que não foi feito pela companhia.

Na decisão, a juíza diz que “a suspensão de todos os contratos e aditamentos oriundos da concorrência é medida que se impõe, como forma de resguardar o patrimônio público e fazer valer os princípios da legalidade, moralidade e isonomia”.

Segundo ela, o afastamento de Avelleda do cargo é necessário “em face de suas omissões dolosas” e sua “permanência no cargo (…) apenas iria demonstrar a conivência do Poder Judiciário com as ilegalidades”.

Diz, ainda, que sua manutenção à frente do Metrô abriria a possibilidade de ele “destruir provas, ou mesmo continuar beneficiando as empresas fraudadoras”. Folha

Os tucanos mergulhado em escândalos

O governador do Estado de SãoPaulo Geraldo Alckmin (PSDB), está atolado num mar de lama. Como se não bastasse a Justiça ter bloqueado nesta sexta feira (18) os bens do Paulão,Paulo César Ribeiro, irmão da Dona Lu, (cunhado de Alckmin), por fraudes em licitações na merenda escolar e desvido de dinheiro para campanha eleitoral, Alckmin tomou hoje mais essa: Justiça decreta o afastamento do presidente do Metrô e paralisação das obras. E o pior que Alckmin não está conseguindo abafar o escândalo da venda de emendas, denunciada pelo deputado Barbieri, como costuma conseguir na Assembléia Legislativa onde barra todos os pedidos de CPI que envolvem malfeitos do seu governo….Parece que a justiça deu uma acordada para afastar este corrupto, pois se dependesse do Alckimin ele seria promovido a secretário do transporte. Enquanto isso o metrô de SP esta cada dia pior.

Nenhum comentário:


Contador Grátis