quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Verificando...

Ontem fiz uma postagem e fui interpretado de uma maneira meio radical.

Eu não falei que existe uma quadrilha dentro da Polícia Civil. Eu falei que ,imagine só se acontece de descobrirem uma quadrilha e tudo mais. Pode ser que não descubram nada e fique por isso mesmo,afinal, falo desde o início que não tenho provas, apenas vi o pagamento da propina. Nada mais.

Ainda descobri que o tal advogado, quem falou que nunca viu político mais preparado pra presidir o Brasil como José Serra(vide anta more), nem OAB tem. E ainda quer passar por advogado.

Não,só o jornalismo alguém pode ser sem ter diploma, e o exame da OAB faz isso certo, para que não seja qualquer um advogado.

Recebi um conselho do meu pai, que mora em Foz e conhece bem a cidade. "Com isso que você está escrevendo, pode ganhar não um prêmio, mas uma bala na cabeça".

Cidade de bandido é foda

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um passarinho me contou

A história muitos já sabem. Sofro pressão por conta de denunciar um certo escrivão que recebeu propina de um certo "advogado", que nem OAB tem.

Tive que sair de Foz por conta disso, mas a história não deve acabar por ai.

Segundo informações de um passarinho confiável, foi aberta uma investigação interna na polícia civil de Foz do Iguaçu para averiguar as informações dadas pelo blog Quarto Poder. Até agora, não recebi email, notificação alguma sobre isso. Estou no aguardo e posso cooperar sempre que a polícia precisar, porém precisarei de proteção, já que até o Diretor do jornal O Iguassu pediu para eu retirar do blog porque estava falando de um amigo dele... Enfim, o caso é diferente agora.

Segundo minha fonte que vou preservar para não dar mais problemas, o escrivão caso seja condenado, afirmou que não cairá sozinho, que vai mais gente com ele. Ou seja, uma quadrilha pode ser desmontada em função de um post desse mero blog sujo(adoro essa denominação,eu falo sério).

Isso deve doer para alguns blogueiros que têm a garganta presa com o capeta, afinal sempre quiseram fazer algo notável, mas apenas batem sem motivo e tendenciosamente, pois os mesmos blogs ficaram calados com a denuncia de propina dentro da Polícia Civil.

Sinceramente, se tudo isso acontecer, vou deixar a modéstia de lado e falar que mereço um prêmio de jornalismo. E um jornalismo real, não daqueles que gente que tem blog e abre um jornal falam que é. Formado em 2008, já passei por algumas situações um tanto delicadas por conta de blogs, sendo até agredido por uma turma de um dep federal. Agora, vem essa denúncia e, para desespero de alguns, não vou parar por aqui.

Infelizmente não estou mais em Foz do Iguaçu para poder dar continuidade com os fatos, mas ainda tenho algumas fontes e, além disso, tenho uns emails que me passaram que aos poucos vou divulgando,para que todos saibam o caráter da imprensa iguaçuense...

Qualquer dúvida, meu contato é o pedrovferraz@hotmail.com

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasil passa a ser a 6ª economia do mundo

Legal. Chegamos. Vamos ver se conseguiremos nos manter.

Acredito que sim. Além disso, tudo indica que sim. Vão falar de crescimento baixo, que isso,aquilo, mas que vão continuar chorando porque o Brasil tá crescendo, pode apostar. Mas desta vez, nem poderão falar que é continuação do governo FHC.

Pegamos de volta parte de nossas riquezas vendidas a preço de banana, como a Vale. Riram do comentário que a crise mundial seria apenas uma marolinha, e quando viram que para nós foi mesmo, ficaram putos. Como pode né. Mas sempre choraram, em vão.

Hoje, esse choro virou um torcer contra muito forte.

Belo presente nos deram de natal.

Agora , como sexta maior economia mundial, vamos ver se teremos mais investimentos para a educação. Mas não apenas o governo federal, o governo estadual e o municipal devem ser cobrados também, pois têm responsabilidade sob a educação base. Mas quem sabe comecem a pensar um pouco no futuro não é?

sábado, 24 de dezembro de 2011

Só imbecil para acreditar na Veja

NADA CONTRA O MINISTRO ORLANDO 
Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual
Sem nenhuma prova, apenas com a palavra de um ex presidiário  acusado de  desvios de recursos do Ministério do Esporte, a  revista Veja publicou uma reportagem acusando Orlando Silva de integrar um suposto esquema de desvio de verbas. A imprensa repercutiu o caso, a oposição explorou políticamente e Orlando caiu. O  deputado pelo PCdoB paulista Aldo Rebelo assumiu a pasta e pediu auditoria nos convênios com ONGs,
Ontem, o  ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou  ao jornal Valor Econômico que a fiscalização dos convênios com organizações não-governamentais (ONGs) não identificou nenhum desvio de recursos. "Ao que me consta, não foram encontrados desvios", disse, ao fazer uma avaliação da pasta que assumiu há menos de dois meses. Rebelo afirmou que foram identificados apenas problemas formais na prestação de contas. "Às vezes é prazo de incorporação de documento, de emissão de nota. Irregularidade é isso. Não é propriamente desvio de recursos", disse.
Ao tomar posse, Rebelo disse que acabaria com os contratos com ONGs. A posição foi endossada pela presidenta da República Dilma Rousseff, que suspendeu os repasses a essas organizações.
Ele afirmou que o ministério não renovou os contratos encerrados e não iniciou novos convênios com ONGs. Estão sendo mantidos aqueles em andamento, segundo ele, com fiscalização "rigorosa" e acompanhamento da Controladoria Geral da União (CGU) para identificar possíveis problemas.
A intenção, disse, é substituir os convênios por parcerias com estados e municípios.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O caos aéreo da globo fracassou


O Globo chora lágrimas copiosas.
Que pena!
Não deu certo!
Diz a primeira página, em berro lancinante:
“ Movimento racha e greve de Natal fracassa em aeroportos”.
A seção de Economia (?) uiva:
“A greve que não decolou”.
Durante a quarta e a quinta, os telejornais da Globo convocaram a greve e tentaram promover o “caosaéreo “.
Como sempre, os trabalhadores da industria da aviacao civil entram em greve logo antes dos feriadões e contam, ab ovo, com a cumplicidade entusiasmada da Globo.
Promover a subversão da ordem pública (num Governo trabalhista).
A Globo se lembra da greve dos caminhoneiros que parou o Chile com dinheiro da CIA e derrubou Allende.
Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da História da Globo, deve ter ouvido falar nisso.
Derrubar o Allende!
Dessa vez, não deu.

Medo

Por que os eleitores do PSDB não falam sobre o livro? Veja o que me disse o presidente do partido:

Eles estão com muito medo. Esse livro está com documentos, não apenas blablabla sobre o governo PSDBista.
Não está adiantando falar para a Veja, Folha de SP, Estadão, O Globo, Tv Globo e demais ficar calados. Hoje temos uma arma muito mais forte. A internet. Foi a mesma que não deixou o PSDB voltar à presidência, foi a mesma quem desmascarou as mentiras da Veja contra o governo, e que agora desmascara o PSDB.

O medo é real. Estão se borrando. Serra,ao invés de falar algo, só falou que era um lixo produzido pelo PT e foi escrever no Estadão e O Globo sobre corrupção. Mas só vale a leitura para os internos. Os intelectuais da imprensa que acreditam em José Serra e seus capangas.

Estou vendo que o PSDB daqui um tempo, terá a mesma visibilidade de um Prona da vida. E torço, mas torço muito, que tenha o mesmo destino

A hipocrisia da direita no Brasil

Há muito tempo venho aguentando comentários esdrúxulos de direitistas. Não que seja algo ruim ser de direita, afinal, vivemos em um país quase democrático, e cada um defende o lado que quiser. Mas acredito que eu, e "muitos" que passam por esse blog, já passaram por isso.

Os (as) direitistas chamam o Bolsa Família de Bolsa Esmola, que é para vagabundo e tudo mais, mas acham a Europa um exemplo de como se trata o cidadão. Ora bolas, lá o mendigo tem ajuda do governo, o desempregado tem uma bela ajuda. Quando isso começa aqui, não é certo? E outra, esse tal Bolsa Esmola,como dizem, é quem coloca comida no prato de muita gente. Mas para os direitistas, pobre precisa continuar pobre,e com fome. Eles comem em restaurantes mesmo...

Eu, que sou Pró Uni e nunca teria feito uma faculdade se não fosse  esse programa, já sofri muito preconceito em relação a isso. "É coisa de gente incompetente, que não tem capacidade de entrar em uma boa universidade(ouvi isso de meu pai,até)", dentre outros absurdos. Oras bolas escrotais, dar educação para quem não tem acesso é o que? E por que falam tanto dos EUA(onde o direitista tem como exemplo de mundo) que investem horrores na educação superior? Vamos lembrar que a educação base, primário, ensino fundamental, médio, é de responsabilidade do governo estadual, e infelizmente em SP é a direita quem sempre comandou a educação. E está ai o resultado.

Isso eu falo apenas o começo, mas pego o gancho do Pró Uni. Houveram muitos casos de universitários que mesmo tendo condições, acabaram se beneficiando com o Pró Uni. Benefício esse que foi investigado e cortado, deixando os alunos suspensos de qualquer curso reconhecido pelo Mec por três anos. Até ai, nada mais justo. Mas agora que a coisa ta ficando um pouco mais diferente.

Existe agora o programa Ciência Sem Fronteiras. Mas o que é isso?


Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.


O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.




Este é o programa. Mas agora, esses mesmos direitistas que falam que governo banca pobre, bolsa esmola e dá universidade pra "estudante incompetente", estão tudo inscritos nesse programa. Mas perai. Não era esse o governo que bancava vagabundo? Não é esse mesmo governo que fica dando oportunidade para gente sem competência? Que hipocrisia é esse que, para ajudar pobre o governo é filho da puta, mas para se beneficiar, cai no oba oba?

Já ouvi muita coisa, e em uma mesa de bar em Belo Horizonte, tive que ouvir que "o povo de São Paulo é idiota, ao menos elegeu o Alckmin para salvar o governo".   Mas são esses mesmos que moram em bairros de classe média alta ou classe alta, estudaram sempre em escolas particulares e a realidade da pobreza não passa de um mendigo pedindo trocado no semáforo. 

Vamos abrir os olhos. O Brasil nunca teve uma taxa de desemprego tão baixa, nunca teve como hoje um nível tão baixo de pobreza extrema, nunca teve tantos universitários concluindo o ensino superior. Esse país nunca teve como tem hoje, o respeito lá fora. Os presidentes eleitos antes de Lula passavam vergonha no exterior. Hoje, o Brasil é exemplo. Abre teu olho irmão,o buraco é mais embaixo...

Um recado ao "jornal" O Iguassu,de Foz do Iguaçu

É muito fácil falar que é um jornal,sendo que nem jornalista responsável tem. Sendo que tem gente que só tem DRT,e não o MTb como documento. Cadê o sindicato nessa?

Aqui vai um recado, quem sabe esse tal "jornal" aprende algo sobre o jornalismo.


Esse jornal e seus calunistas deveriam exercitar-se mais em seu cotidiano

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Que sirva de exemplo para a polícia de Foz do Iguaçu

Do portal de (des) informação Uol, com ajuda da Folha Serra Presidente

Será que um dia, em Foz do Iguaçu, haverá investigação contra polícia bandida? Sei lá, só um comentário, nada além disso...

Comandante da PM é preso no Rio acusado de receber propina; grupo lucrava R$ 160 mil por mês

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou na manhã desta segunda-feira (19) a prisão do atual comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Djalma Beltrami, acusado de participar de um esquema de recebimento de propina que seria paga por traficantes do morro da Coruja, em Neves, no município de São Gonçalo, na região metropolitana do Estado.
Beltrami, que também já trabalhou como árbitro de futebol, foi detido tão logo chegou ao quartel do batalhão, e posteriormente encaminhado para a Divisão de Homicídios de Niterói.
Outros sete policiais militares do 7º BPM também foram presos por suposto envolvimento com o narcotráfico da região e formação de quadrilha.
As acusações contra os PMs são baseadas nas investigações que resultaram na Operação Dezembro Negro, deflagrada nesta segunda-feira (19) no município de São Gonçalo.
No total, a polícia busca cumprir 26 mandados de prisão, dos quais 13 contra policiais e 11 referentes a traficantes.
Segundo a polícia, os PMs do 7º BPM cobravam taxas (o popular "arrego") para que não houvesse repressão ao tráfico de drogas na Coruja, na comunidade Marítimas, na favela Nova Brasília, entre outras localidades.
O lucro do grupo chega a R$ 160 mil mensais, de acordo com as investigações.
Beltrami atuou no massacre na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), em abril deste ano, quando um homem entrou na unidade e atirou contra diversas crianças e depois se matou. Ele também participou da ação que retomou o Complexo do Alemão em novembro do ano passado.
Investigações
A Polícia Civil ainda não confirmou se o esquema de corrupção já existia no batalhão de São Gonçalo antes da posse do comandante Djalma Beltrami, que substituiu há três meses o tenente-coronel Cláudio Oliveira, acusado pela polícia de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto desse ano.
Além do possível envolvimento de policiais militares com o tráfico de drogas das comunidades de São Gonçalo, as investigações para a Operação Dezembro Negro incluem informações sobre supostos homicídios que não foram investigados. A participação de PMs nesses crimes não é descartada.
Participam da ação mais de 100 agentes da Divisão de Homocídios de Niterói, da Corregedoria Geral Unificada (CGU), entre outras delegacias especializadas. Por volta de 7h, os policiais iniciaram uma incursão na favela da Coruja.
Houve confronto com traficantes e pelo menos dois criminosos morreram, segundo informações da Polícia Militar. Um criminoso foi preso até o momento.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quem deve, teme. E um pouco de Galileu Galilei

Estou sendo ameaçado e sofrendo grandes pressões para retirar minhas postagens de denúncia do meu blog. Ok, mas ninguém falou nada em colocá-las em outros blogs.

Ontem recebi um telefonema, tentando me intimidar. Recebi já emails, já mandaram emails para terceiros, todos os mesmos da mesma laia do propineiro. Enfim,vamos lá.

Estou tirando as postagens para assim preservar minha integridade física, e de meu pai que acabou entrando nessa a toa. Um dos telefonemas que recebi, relato agora:

"- Oi,por favor o Paulo

-Ele está no banho quem é?

- É o (fulano). Na verdade era sobre você mesmo Pedro que iria falar com ele. Sobre aquela postagem no seu blog. Sabe, a gente te ajudou...

- Perae, me ajudou com o que se eu não fui preso?

- Não, eu digo que a gente veio conversando legal no carro, você me pareceu ser um cara gente boa.

- E o fato de eu denunciar o que aconteceu não me torna gente boa por que?

- Não cara, é que tem gente que não tem nada a ver co ma história que está sendo prejudicado.

- Se não tem nada a ver com a história por que está sendo prejudicado? Seguinte, se não houvesse o pagamento não teria acontecido isso. Eu até apago,porém sou do movimento de blogueiros do Brasil. Agora todos já estão sabendo e caso eu tire, terei que dar alguma satisfação a eles. É uma rede muito grande.

- Tudo bem,mas eu to falando do seu blog, sabe, problemas podem acontecer.

- Ok, to tirando a postagem em breve.

- Obrigado

- Cuzão

Foi essa a conversa que tive com um tal de advogado. Certamente, bandido tanto quanto. Ok, tiro as postagens, não me falou nada para tirar postagens futuras nem pra escrever depois sobre. Mesmo assim,tiro para preservar minha integridade física e do meu pai.

Mas que um pediu e o outro entregou,isso aconteceu.Fato

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Denúncia pública ao Sr Delegado de Polícia de Foz do Iguaçu

Venho através desse blog, de teor público e assinado pelo autor, Pedro Vinicius Ferraz, denunciar o escrivão da 6ª DP de Foz do Iguaçu.

Na última sexta-feira, dia nove de dezembro, fui acompanhar uma pessoa próxima, que preservarei o nome, que havia sido detido por conta da Lei Maria da Penha. Não sou juiz para debater se a aplicação da lei era correta ou incorreta, mas a ação do escrivão que estava de plantão no dia eu posso contestar.

Ao entrar na DP, fui encaminhado para a cela onde o mesmo estava, entreguei-lhe um lanche (o que por lei é permitido) e um refrigerante em lata, algo que o escrivão nunca poderia deixar entrar pois pode virar uma arma o alumínio da lata.

Dentro da cela, usei meu celular, entreguei meu celular para terceiro usar, tudo co o consentimento do escrivão que no dia era escalado. Segundo um dos detidos, não haveria problema em utilizar o celular pois o escrivão era “camarada”.

O escrivão me avisou da fiança. Inicialmente, entendi errado o valor de R$1.500(um mil e quinhentos reais), e eu fui fazer uma “vaquinha” com os amigos para pagar a tal fiança. O escrivão do dia me alertou que o delegado iria voltar rapidamente para a DP e, caso ele assinasse o final de seu expediente, só na segunda-feira, 12 de dezembro, seria possível resolver a situação.

Conseguindo o dinheiro, me encaminhei novamente até a 6ªDP. Estava com um advogado e, ao chegar, fomos levados diretamente à sala do escrivão. Na mesma sala, perguntei o valor. Fui informado que era de R$1.090 (um mil e noventa reais). Como estávamos com o valor de R$1.500, abrimos o maço de dinheiro para assim pagar a fiança.

Quando chegamos ao valor de R$1.100 (um mil e cem reais), ele avisou que não haveria troco. Normal, uma delegacia de polícia não tem um caixa. Mas ao ver que o maço de dinheiro havia mais notas, ele solicitou “uma caixinha para o final de ano”.

No mesmo instante, perguntei o nome do escrivão. Na mesma hora, ele me respondeu “nego até a morte o que você tentar falar”. Claro que vai negar, afinal não tenho provas materiais, não estava grampeado e nem havia uma micro câmera comigo. Mas com essa resposta do escrivão, ele tinha ciência de que seu ato era algo ilegal.

Informado seu nome, procurei conversar para tirar mais alguma informação do mesmo. Falei que era contra o sistema que o governo tratava a segurança pública, como salários, suporte aos delegados,investigadores e os demais envolvidos. Falei da estrutura precária que muitos têm para trabalhar. Citei que era contra, principalmente, o governo PSDB. No mesmo instante, ele falou que isso era relativo, pois o mesmo havia sido do PSDB e do PMDB.

Fui embora revoltado, comentando isso com meu amigo. Ele me falou que é algo que precisaria tomar cuidado caso venha a fazer a denúncia, pois estamos em uma cidade de fronteira e eu não conheço como funcionam as coisas por aqui.

Após postar em meu blog pessoa(quartopodersp.blogspot.com), recebi a informação que o mesmo escrivão estava querendo saber onde resido. Sou morador da capital paulista, e meu pai quem mora aqui na cidade. Vim para a cidade apenas passar uns dias com ele.

Consegui um trabalho para não voltar com as mãos vazias, porém agora terei de dispensá-lo pois com a informação que eu posso ser retaliado, seja na forma legal ou ilegal, me deixou preocupado.

Preocupou-me por dois motivos. O primeiro é sofrer algum tipo de violência física. Não me importo de ser censurado no blog, retirar parte do conteúdo ou por completo. Sou do movimento de blogueiros do Brasil, e isso ocorre com frequência. Minha segunda preocupação é que não conheço ninguém na cidade, tenho poucos contatos e se algo acontece comigo, dificilmente alguém irá saber a tempo.

Denunciei uma ação ilegal de um escrivão e acabei perdendo trabalho por conta disso. Volto agora para São Paulo, porém com a certeza que fiz a coisa certa. Luto pela liberdade de informação, imprensa, contra o sistema que manipula a grande mídia e claro, isso envolve luta contra a corrupção.

Espero que esse senhor seja investigado, e estou à disposição para depor e cooperar para que elementos como esse não suje mais a imagem da Polícia Civil, que sempre fez um ótimo trabalho, mas que ainda tem algumas maças podres.

Pedro Vinicius Ferraz
Jornalista, blogueiro e ativista social.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Escrivão da Polícia Cívil de Foz do Iguaçu pede propina após pegar o dinheiro da fiança

Ontem passei por uma situação um tanto desconcertante. O que aconteceu foi o seguinte.

Um amigo próximo foi preso por conta da Lei Maria da Penha. Sua ex-mulher foi pra cima dele com uma faca e, para se defender acabou machucando-a. Foi detido em flagrante pela lei. Até ai nada de anormal. Lei é para ser cumprida e sem discutir.

Fui informado, corri para conseguir levantar os R$1.090 de fiança. Consegui entrar em contato com um advogado e estava com o dinheiro em mãos. Cheguei com um amigo e a quantia de R$1.500,o que havia sido passada para mim inicialmente.

Fomos atendidos pelo escrivão R.M.L.DA S., que estava de plantão. Na hora de pagar a fiança,ele falou que o delegado havia estipulado o valor de R$1.090 . Entregamos o dinehiro e, percebendoque havia mais, falou da seguinte maneira:
"Entrega mais ai, uma caixiha pra mim, estou até agora trabalhando".

Na mesma hora perguntei o nome dele. ele já veio com a resposta "Eu nego até a morte o que você tentar falar". Respondi que havia chegado fazia pouco tempo na cidade e que não iria me meter em coisas assim,mas ele sabia que estava fazendo algo ilegal.

Provas que ele fez isso eu não tenho,mas eu estava presente quando ele pediu a "caixinha", que para um bom entendedor, não passa de propina. Sim,pediu propina na cara dura e, para mim, um escrivão da polícia Civil de Foz do Iguaçu pedindo propina, nada mais é do que os mesmos bandidos que ele diz combater.

Imagine só, que todas as noites chegam 10 casos para ele resolver. Todas as noites, ele pede no mínimo R$100 de propina. Como seu trabalho é de 24/72, cada dia de trabalho ele rouba uma média de mil reais.

Voltando um pouco na história

Esse mesmo amigo, quando chegou, sua ex havia falado com o escrivão, e o mesmo já o condenou sem ouvir o outro lado. Ok, um escrivão precisa de , no mínimo competência para escutar os dois lados da história. Mas, em uma conversa informal ele admitiu ter sido do PSDB do Paraná. Então já deu pra entender, todo mundo é culpado até que se prove o contrário.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana

Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livro.

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?

Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.

CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?

ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.

CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?

ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).

CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?

ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.

CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?

ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.

CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?

ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.

CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?

ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.

CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?

ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.

CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.

ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ainda sobre o Corinthians campeão

Muito tem se falado sobre esse título do Corinthians, originalmente o quarto conquistado no campo pois um foi ganho pela CBF e todos sabem disso. Mas o assunto não é esse.

Esse campeonato Brasileiro teve emoção do início ao fim. Excluindo os torcedores do Palmeiras, todos os clubes tiveram alguma emoção. Se não fosse por vacilo, São Paulo, Internacional e Botafogo teriam disputado o título. Mas vacilaram e perderam para eles mesmos.

Já o Corinthians teve um título incontestável. Teve ajuda de juiz? Alguns jogos sim, teve. Mas o clube ficou 27 das 38 rodadas como líder. Chegar a liderança é fácil, difícil é manter a liderança. E o Corinthians conseguiu.

O último clube que eu lembro de ter ganho um brasileiro do começo ao fim foi o São Paulo de 2007, que além de ganhar com cinco rodadas de antecedência, foi líder por 98% do campeonato.
Mas o Corinthians não ganhou antes porque não quis. E teve sorte.

O Corinthians teve sorte de campeão. Quando perdeu para o América mineiro, os clubes que estavam no alto para disputar o título também perdiam. Se o jogo empatava, o mesmos clubes também empatavam.

Não, o Corinthians não tem grandes jogadores. Algum em destaque? Bom, não acredito que algum deles tenha força para ir para a Seleção, mesmo sendo uma seleção com essa que Mano Menezes está treinando. O Corinthians tem elenco. E está mordendo a própria língua.

Quando o Corinthians havia feito aquele time dos sonhos com Tevez, Mascherano e Passarela, o único título foi o que a CBF entregou ao clube, que não ganhou no campo. Agora, o clube da Rua São Jorge sabe que não é de estrelas que se vive. Com a saída de Ronaldo, aposentado pelo Tolima(cuidado,o clube se classificou para a Libertadores também), o Corinthians apostou não em estrelas, mas na equipe uniforme. E deu certo. Um título que quase saiu com uma rodada de antecedência, mas veio na última, com as emoções vastas em todos os estádios.

Merecido. É essa a palavra para esse título do Corinthians, mas será igual o ocorrido em 2005. Quando o Corinthians ganhou a taça da CBF em 2005, o São Paulo havia ganho o Paulista, a Libertadores e ofuscou o título nacional do alvi-negro de três cores, ganhando seu terceiro mundial. O caso está semelhante com o Santos agora, que venceu o Paulista em cima do Corinthians, ganhou a Libertadores e agora disputa o maior campeonato que um clube pode competir no mundo.

Será ofuscado? Isso saberemos a partir de quinta-feira, quando o Santos entra em campo do outro lado do mundo. Enquanto isso, lá de cima(ou de baixo) o doutor continua a festejar um título que não viu entre nós, mas que sabe que é dele...

domingo, 4 de dezembro de 2011

Emir Sader: Os fracassos de Heloísa Helena e de Marina

via Carta Maior

Heloísa Helena e Marina Silva, duas candidaturas que poderiam levar à construção de forças alternativas no campo da esquerda, fracassaram. Não pela votação que tiveram, mas justamente pela forma como as obtiveram, não puderam acumular forças para poder construir uma força própria. Erros similares levaram a desfechos semelhantes.

Se lançaram como se fossem representantes de projetos alternativos, diante do que caracterizavam como abandono desse caminho por parte do PT e do governo Lula ou, no caso, especificamente da Marina, de não contemplar as questões ecológicas. Ambas tiveram em comum, seja no primeiro turno, como no segundo, a definição de uma equidistância entre Lula e Alckmin, no caso de HH, entre Dilma e Serra, no caso da Marina.

Foi um elemento fundamental para que conquistassem as graças da direita – da velha mídia, em particular – e liquidassem qualquer possibilidade de construir uma alternativa no campo da esquerda. Era uma postura oportunista, no caso de HH, alegando que Lula era uma continuação direta de FHC; no caso da Marina, de que já não valeriam os termos de direita e esquerda.

O fracasso não esteve na votação – expressiva, nos dois casos –, mas na incapacidade de dar continuidade à campanha com construção de forças minimamente coerentes. Para isso, contribuiu o estilo individualista de ambas, mas o obstáculo político fundamental foi outro, embora os dois tenham vinculações entre si: foi o oportunismo de não distinguir a direita como inimigo fundamental.

Imaginem o erro que significou acreditar que Lula e Alckmin eram iguais? Que havia que votar em branco, nulo ou abster-se? Imaginem o Brasil, na crise de 2008, dirigido por Alckmin e seu neoliberalismo?

Imaginem o erro de acreditar que eram iguais Dilma e Serra? E, ao contrário de se diferenciar e denunciar Serra pelas posições obscurantistas sobre o aborto, ficar calada e ainda receber todo o caudal de votos advindos daí, que permitiu a Marina subir de 10 a 20 milhões de votos?

Não decifraram o enigma Lula e foram engolidas por ele. O sucesso efêmero das aparições privilegiadas na Globo as condenou a se inviabilizar como líderes de esquerda. Muito rapidamente desapareceram da mídia, conforme deixaram de ser funcionais para chegar ao segundo turno, juntando votos contra os candidatos do PT. E, pior, o caudal de votos que tinham arrecadado, em condições especiais, evaporou. Plínio de Arruda Sampaio, a melhor figura do PSOL, teve 1% de votos. Ninguém ousa imaginar que Marina hoje teria uma mínima fração dos votos que teve.

Ambas desapareceram do cenário político. Ambas brigaram com os partidos pelos quais tinham sido candidatas. Nenhuma delas se transformou em líder política nacional. Nenhuma força alternativa no campo da esquerda foi construída pelas suas candidaturas.

Haveria um campo na esquerda para uma força mais radical do que o PT, mas isso suporia definir-se como uma força no campo da esquerda, aliando-se com o governo quando ha coincidência de posições e criticando-o, quando ha divergências.

O projeto político do PSOL fracassou, assim como o projeto de construção de uma plataforma ecológica transversal – que nem no papel foi construída por Marina –, reduzindo-as a fenômenos eleitorais efêmeros. O campo político está constituído, é uma realidade incontornável, em que a direita e a esquerda ocupam seus eixos fundamentais. Quem quiser se intervir nele, tem de tomar esses elementos como constitutivos da luta política hoje.

Pode situar-se no campo da esquerda ou, se buscar subterfúgios, pode terminar somando-se ao campo da direita ou ficar reduzido à intranscendência.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Produzir uma revista

Acredito que nem todos sabem que eu estou com uma revista em Foz do Iguaçu. Chama-se 3 Fronteiras, e a partir do dia 15 sairá nas bancas e comércios da cidade. Exemplar número zero gratuito para o cidadão de Foz. Mas e para fazer???

Nunca pensei que fosse tão complicado fazer uma revista do zero. Primeiro,o projeto gráfico foi feito por quem não sabem muito do assunto. Mudanças, entrevistas, publicidades...tudo mudado de lugar.

Alguns empecilhos sempre aparecem. Como o cara que furou uma entrevista,ou então aquela loja que estava certa em anunciar,mas o concorrente foi lá e agarrou o cliente primeiro... A dor de cabeça é grande.

Mas ver sua matéria alí, pronta, diagramada e ver seu filho(no caso uma revista) sendo fita, é de dar água na boca. A satisfação é grande demais,juntamente com a responsabilidade de assinar uma publicação.

Em breve, coloco mais novidades da Revista 3 Fronteiras, em Foz do Iguaçu, Ciudad del Est e Puerto Iguazú!

Os fracassos de Heloísa Helena e de Marina

Blog do Emir

Duas candidaturas que poderiam levar à construção de forças alternativas no campo da esquerda fracassaram. Não pela votação que tiveram, mas justamente pela forma como a obtiveram, não puderam acumular forças para poder construir uma força própria. Erros similares levaram a desfechos semelhantes.

Lançaram-se como se fossem representantes de projetos alternativos, diante do que caracterizavam como abandono desse caminho por parte do PT e do governo Lula ou, no caso, especificamente da Marina, de não contemplar as questões ecológicas. Ambas tiveram em comum, seja no primeiro turno, seja no segundo, a definição de uma equidistância entre Lula e Alckmin, no caso de HH, entre Dilma e Serra, no caso da Marina.

Foi um elemento fundamental para que conquistassem as graças da direita – da velha mídia, em particular – e liquidassem qualquer possibilidade de construir uma alternativa no campo da esquerda. Era uma postura oportunista, no caso de HH, alegando que Lula era uma continuação direta de FHC; no caso da Marina, de que já não valeriam os termos de direita e esquerda.

O fracasso não esteve na votação – expressiva , nos dois casos – mas na incapacidade de dar continuidade à campanha com construção de forças minimamente coerentes. Para isso contribuiu o estilo individualista de ambas, mas o obstáculo politico fundamental foi outro – embora os dois tenham vinculações entre si: foi o oportunismo de não distinguir a direita como inimigo fundamental.

Imaginem o erro que significou acreditar que Lula e Alckmin eram iguais! Que havia que votar em branco, nulo ou abster-se! Imaginem o Brasil, na crise de 2008, dirigido por Alckmin e seu neoliberalismo!

Imaginem o erro de acreditar que eram iguais Dilma e Serra! E, ao contrário de se diferenciar e denunciar Serra pelas posições obscurantistas sobre o aborto, ficar calada e ainda receber todo o caudal de votos advindos daí, que permitiu a Marina subir de 10 a 20 milhões de votos?

Não decifraram o enigma Lula e foram engolidas por ele. O sucesso efêmero das aparições privilegiadas na Globo as condenaram a inviabilizar-se como líderes de esquerda. Muito rapidamente desapareceram da mídia, conforme deixaram de ser funcionais para chegar ao segundo turno, juntando votos contra os candidatos do PT. E, pior, o caudal de votos que tinham arrecadado, em condições especiais, evaporou. Plinio de Arruda Sampaio, a melhor figura do PSOL, teve 1% de votos. Ninguém ousa imaginar que Marina hoje teria uma mínima fração dos votos que teve.

Ambas desapareceram do cenário politico. Ambas brigaram com os partidos pelos quais tinham sido candidatas. Nenhuma delas se transformou em líder política nacional. Nenhuma força alternativa no campo da esquerda foi construída pelas suas candidaturas.

Haveria um campo na esquerda para uma força mais radical do que o PT, mas isso suporia definir-se como uma força no campo da esquerda, aliando-se com o governo quando ha coincidência de posições e criticando-o, quando ha divergências.

O projeto politico do PSOL fracassou, assim como o projeto de construção de uma plataforma ecológica transversal – que nem no papel foi construída por Marina -, reduzindo-as a fenômenos eleitorais efêmeros. O campo político está constituído, é uma realidade incontornável, em que a direita e a esquerda ocupam seus eixos fundamentais. Quem quiser intervir nele tem de tomar esses elementos como constitutivos da luta política hoje.

Pode situar-se no campo da esquerda ou, se buscar subterfúgios, pode terminar somando-se ao campo da direita, ou ficar reduzido à intranscendência.

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