quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cachoeira foi solto. E agora STF?


O “empresário”(FOLHA FACTS) Carlinhos Cachoeira foi solto. Sim, com provas mais que cabais, com a cassação de Demóstenes Torres (DEM) por envolvimento com este senhor e a omissão da CPI em convocar o editor júnior da revista “OIA”, mostrou de fato como a justiça no Brasil só serve para quatro P´s. Pobre, preto, puta e PTista.

Mais do que provas, Cachoeira usou de extorsão e sua influência para benefício próprio. Com a ajuda de Policarpo Jr.(diretor de Veja), armaram contra o governo e ministros. Demóstenes Torres, então senador do DEM, ajudava no intermédio.

Vamos a outro caso?

Não estou aqui dizendo que são inocentes, porém, no caso do mensalão todos os Ministros afirmaram não haver provas, mesmo assim todos foram condenados. Ok, so jornalista de formação, não tenho muita noção de direito, mas sei que em certos casos precisam de provas cabais para condenar e prender alguém.

No caso do mensalão, as provas são apenas fictícias, como afirmaram os ministros na hora de condenar. Mas de Cachoeira, mais do que provas, existem os atos. Ele quieto na CPI, as gravações interceptadas pela Polícia Federal, dentre outros casos. É um absurdo que no Brasil a justiça seja apenas pontual.

O pior é que a imprensa tupiniquim fica ao lado dos bandidos da elite. A opinião pública já havia condenado os réus do mensalão antes de iniciar o julgamento. Mas com Cachoeira o tratamento foi diferente. Ele é citado como empresário e não como bicheiro ou bandido.

No Brasil, os crimes têm dois peses e duas medidas. Se for feito pela elite, tudo bem. Se é feito pelo povão, cadeia e escracho público neles...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

As vidas possíveis de José Serra


Cynara Menezes

1. Após oito anos como prefeito de São Paulo, José Serra deixou o cargo com a popularidade em alta em 2012. Avaliado como “bom” e “ótimo” pela ampla maioria dos paulistanos, Serra melhorou o trânsito da cidade, o transporte e a educação pública e minimizou o problema das enchentes. Fez projetos na periferia e atendeu reivindicações dos mais carentes. Conseguiu inclusive eleger com folga sua sucessora, Soninha Francine, pelo PPS, partido-irmão do PSDB, também conhecido como “puxadinho”. Após terminar o mandato, Serra disse que pretende viajar para se preparar para a eleição de 2014 à presidência. “Acho importante conhecer o Brasil inteiro, coisa que nunca fiz”, declarou.

2. Após oito anos como governador de São Paulo, José Serra deixou o cargo com a popularidade em alta em 2014. Fez uma administração considerada revolucionária nas áreas de saúde e educação, além de investir na ampliação do metrô. Tudo com a maior transparência possível, sem superfaturamentos ou qualquer suspeita pairando sobre as obras de grande porte. Embora tenha que disputar a convenção do PSDB com outros quatro candidatos, como Aécio Neves, Serra é considerado a maior pedra no caminho da presidenta Dilma Rousseff à reeleição. Antes de entrar na disputa, ele declarou que não pretende explorar o assunto religião ou aborto em sua campanha presidencial. “Defendo um Estado laico”, garantiu.



3. Após a derrota para Dilma Rousseff na campanha para a presidência em 2010, José Serra disse que pretende se dedicar à vida acadêmica antes de tentar novamente disputar um cargo eletivo. O tucano disse necessitar de tempo para refletir sobre sua trajetória política. Serra fez uma inflexão e admitiu haver sido “um erro” sua guinada rumo ao conservadorismo na campanha. “Eu contrariei minhas origens, minha biografia de homem de esquerda. Isto foi um equívoco que não pretendo repetir”, prometeu.

4. Após a derrota para Fernando Haddad na eleição para prefeito de São Paulo em 2012, José Serra anuncia seu afastamento definitivo da política partidária para se dedicar integralmente às palestras, aos artigos para jornais e aos estudos. Já tem até o título do livro que pretende publicar: Não Vale Tudo. No futuro, Serra almeja ainda criar uma universidade livre dedicada aos estudos políticos, que irá reunir intelectuais de renome de todos os matizes, da esquerda à direita. O objetivo é contribuir com soluções para o Brasil. “Já que não consegui ser eleito, gostaria de deixar minha contribuição ao País em termos de ideias”, afirmou.

 O que aconteceu de fato: Serra largou a prefeitura de São Paulo para ser candidato ao governo e depois largou o governo de São Paulo para ser candidato à Presidência. Saiu de ambos com rejeição altíssima e fez uma campanha retrógrada. Perdeu nas duas, candidatou-se novamente a prefeito e mais uma vez fez uma campanha retrógrada.

O que irá acontecer de fato: Serra não admitirá nenhum erro e vai continuar tentando ser candidato à presidência.


Moral da história: A ambição, assim como a cólera, é muito má conselheira (provérbio português).

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Jornal de Aécio Neves cada dia mais decadente


Diretor de nossa sucursal em BH critica os rumos do tradicional "Estado de Minas"

O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal em Belo Horizonte, de cujo e florido jardim de inverno avista-se um outrora cenário da democracia, o Palácio da Liberdade, escreveu, digamos, estrondosa diatribe contra seu ex-jornal preferido:

Sr. Diretor.


Que pena! O Estado de Minas transforma-se a cada dia em insignificante jornaleco de província, submisso, dependente, escondendo notícias de personalidades que anunciam no jornal e ou autoridades do governo, em sabujice detestável.


Minas Gerais merecia mais dos editores: ter um jornal com mínimo respeito pela informação completa, verdadeira, pois nem todos seguimos os interesses comerciais da empresa e dirigentes. Será esta a razão da baixa tiragem, encolhendo quase à míngua enquanto a população cresce?


Os vendilhões da personalidade do jornal percebem e não se importam que a impressão esteja abaixo de 70 mil, enquanto um arremedo de pasquim, editado em Betim, chega a 300 mil exemplares diários?


Quem mudou, nós leitores ou os dirigentes do jornal a se amesquinhar mais a cada dia? Ou seria em razão coerente, persistente, da defesa feita ao Marcos Valério, em editorial assinado pelo Zenóbio logo quando estourou o escândalo do mensalão, a demonstrar o lado preferencial?


Em continuidade da ocultação dos fatos, fartamente utilizado nos noticiários no decorrer do julgamento do mensalão, hoje mesmo deixam de noticiar a condenação do dono do banco BMG, Ricardo Guimarães, em primeira instância, é certo, a sete anos de cadeia.


Só não mereceu ainda um editorial.


Sabemos todos que a linha editorial do Estado de Minas persiste nos males da inoculação dos métodos do fundador dos Diários Associados, aliás, de tempos para cá, meio esquecido.


Jornal, Senhor Diretor, é para quem tem orgulho da profissão. Breve, a continuar assim teremos o canto dos cisnes e, como o Diário da Tarde, fenecerá por inanição de caráter e poções caseiras da roça.


Cumprimentos do leitor


Camilo Viana

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O ódio contra Lula


É difícil para algumas pessoas entenderem o ódio que muita gente tem contra o ex-presidente Lula. Mas se formos analisar mais profundamente, não precisa ter um QI muito alto para entender o motivo.

Primeiro, temos que entender que o Brasil é elitista. Ao menos até o início da década de 2000 tinha esse pensamento. Parafraseando Mino carta, é um país da casa grande e senzala. E mesmo a senzala brasileira, tem o pensamento da casa grande. O brasileiro acostumou a ter uma vida de terceiro mundo com exigências de primeiro.

Incomoda um ser que teve a vida como ensinamento, e não a escola funcional, cartilhada por um governo que quer decidir o que deve ou não deve ensinar na escola. Incomoda ainda mais que esse mesmo menino pobre conseguiu ter um mandato com mais de 70% de aprovação popular. Algo que o letrado, formado culto e esquecido Fernando Henrique Cardoso não conseguiu.

Alias, vale uma lembrança. Nem o próprio partido de Fernando Henrique Cardoso gosta de lembrar dele, tanto é que não o usa em campanha. Já Lula, até partido que não é aliado gosta de ter sua imagem vinculada. Dá prestígio.  FHC caiu em esquecimento tanto nacional quanto mundial.



Incomoda também de Lula ter recebido ao todo, 15 prêmios internacionais e 20 nacionais pelo seu trabalho pelo combate a pobreza. Inclusive os programas sociais iniciados em seu governo são referências no mundo. Enquanto muitos brasileiros compram a ideia de uma mídia que diz que distribui esmola, hoje inúmeras pessoas têm o que comer.

FHC tem seus prêmios também, mas todos sobre obras literárias ou dissertações. Nenhuma por algum trabalho feito em prol da comunidade, seja nacional ou mundial.

O ódio cresce ainda mais porque apesar de tudo sendo feito para derrubar, Lula sempre se manteve firme como presidente. Mesmo com a imprensa, que antes tinha o poder de colocar e retirar comandante (Sarney, Collor, FHC), Lula manteve-se lá, em seu trabalho.

Hoje o Brasil não passa mais vergonha no exterior. Antigamente, o Brasil levava bronca internacional, por ter perdido US$20 bilhões durante uma crise mexicana, que FHC não conseguiu controlar. Em uma crise mundial, onde até hoje temos um grande reflexo, nosso caminho foi o crescimento. A casa grande odeia isso.

Odeia mais ainda que Lula conseguiu, mesmo com tudo contra, eleger seu sucessor. No caso, sucessora.  Hoje, Dilma colhe os frutos da herança que pegou. Ela não pegou um país refém do FMI, pegou um país respeitado e em pleno crescimento. Claro, ainda que temos problemas crônicos que não conseguiram ser resolvidos, como o problema da saúde nacional ou o problema da educação base, mas ao que tudo indica, esses problemas ficarão mais amenos, infelizmente com um tempo mais amplo.

Dói para a casa grande que o apedeuta(Mainardi,Diogo) sem estudo conseguiu fazer um programa de inclusão que deu oportunidade de, até o início de 2012, um milhão de jovens ter um curso superior. Hoje filho de pedreiro é doutor. Isso falando em bolsas de estudos, fora o investimento nas federais em que o governo Lula abriu 14 unidades, onde o governo anterior não conseguiu abrir uma única vaga.

O maior destaque do ex-presidente foi, sem sombra de dúvidas, a redução da miséria no Brasil. Quando Fernando Collor de Mello assumiu a presidência, a miséria no Brasil girava em torno de 35 milhões de pessoas. Quando Fernando Henrique Assumiu, ela de 28, 99 milhões de pessoas na linha da miséria. Quando terminou seu governo, o número era de 28,17 milhões. De 2003 até 2009, a miséria no Brasil foi reduzida de 28 milhões para 15,54. Um número histórico.

O ódio ao ex-presidente aumentou ainda mais quando surgiu a questão das cotas racionais(não são apenas raciais, são cotas sociais também, por isso racionais). Em um país onde o negro ganha 40% menos que um branco, e onde é marginalizado apenas por ter uma pigmentação mais forte, o sistema de cotas é chamado de injusto. Eis uma hipocrisia da casa grande. As cotas para negros são 25% nas universidades, e outros 25% das cotas destinadas as classes sociais. Ou seja, 50% das vagas em universidades são para a casa grande. E ainda reclamam...

O ódio vai crescer ainda mais. Todo o show no caso do “mensalão” PTista não deu certo. Nessas eleições, o único partido que cresceu foi o PT. Foi o partido mais votado e o único partido que aumentou o número de prefeituras. Se ganhar em São Paulo com Haddad, a força de Lula terá a maior prova de sua história, pois em pleno pleito municipal se julgava a ação. Ele vencerá o DataFolha, com suas pesquisas manipuladas, A Globo, colocando a exaustão  o caso em todos os seus telejornais, e toda a imprensa que sempre foi contra a popularidade do ex-presidente. Vê-lo novamente em batalha, mesmo após um câncer é uma afronta aos setores mais tradicionais brasileiros.

O ódio vai aumentando, mas as pessoas esquecem que, quando mais atacam Lula, mais ele se torna um ícone de uma era nacional. Quando eu fui à reunião na Barra Funda com os primeiros beneficiados do ProUni, pude perceber a mudança histórica que estávamos passando. Um coro de oito mil alunos “Lula, guerreiro, do Povo Brasileiro” não é pra qualquer um. A direita pira...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Compare



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Tucanos,cuidado, ai vai mostrar que o FHC não é o rei.

Tucanos, em Higienópolis não tem mais Gardenal  depois que o Serra caiu nas pesquisas e está em terceiro. Procurem em outro bairro.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil tem a menor desigualdade social da história


O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)Marcelo Neri, declarou o que não é novidade para nós que acompanhamos o governo fora da grande imprensa. O Brasil está se igualando socialmente, e isso é reflexo do trabalho PTista.

Sim, os reaças vão falar que o Lula e Dilma fizeram continuação do governo Fernando Henrique Cardoso, mas segundo o Ipea, a queda na desigualdade social por dez anos seguidos é um fato inédito no Brasil.

“A queda da desigualdade aconteceu durante dez anos consecutivos, sem interrupção, o que é algo inédito”, disse. “De junho de 2011 a junho de 2012, a desigualdade está caindo tanto quanto estava caindo antes, ou seja, não está desacelerando. Nos últimos 12 meses terminados em junho de 2012 a desigualdade caiu 3,2%, que é uma média muito forte.”

Segundo o instituto, em todos os países do Brics(Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a desigualdade está crescendo, mas só  o Brasil conseguiu ir além do esperado. “A meta era diminuir a pobreza pela metade em 25 anos, o Brasil conseguiu isso em menos de dez”.

O crescimento dos salários é o principal indicador para a melhoria, aponta o estudo intitulado "A Década Inclusiva". É o que responde por 58% da diminuição da desigualdade. Em segundo lugar vem os rendimentos previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação continuada e outras rendas.

Ou seja, isso significa que , enquanto as pessoas chamam de assistencialismo, bolsa esmola e um monte de coisa sobre o programa Bolsa Família, o governo Lula conseguiu provar que isso diminui a desigualdade, e dá uma vida mais digna as pessoas do Brasil.

Como diria o maior de todos, nunca antes da história deste país tivemos uma diminuição tão significativa da desigualdade. E isso é com trabalho sério.

Aos reaças, verifiquem como na época do FHC a desigualdade cresceu no Brasil. E crescer nas costas dos pobres não é crescer, é escravizar. 


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aconteceu na Islândia



Para quem acredita que a revolução contra a economia é apenas algo passageiro

A cobertura das eleições e o direito a informação


Estamos vivendo uma época conturbada na questão do direito a informação no Brasil. Fomos reféns, durante boas décadas, de uma mídia que trabalhava favoravelmente a ditadura militar. Não ficarei aqui citando nomes, mas qualquer pessoa que se informe além da mídia tradicional sabe muito bem do que estou citando agora.

A constituição garante o acesso à informação. O problema é que no Brasil, a mídia acostumou-se em ser a única fonte da mesma. E agora a internet incomoda. Incomoda pelo simples fato de que as pessoas já não dão mais moral para o que a imprensa diz. Mas isso, ao contrário que pensam os grandes diretores, não é culpa da internet. É culpa da própria mídia. Mas quem trabalha com a informação precisa se preocupar.
Com esse incômodo, a mídia resolveu apelar para outro lado. Sempre aliado aos grandes caciques da direita, ela tenta fazer e desmanchar imagens já desgastadas, e atacam o bolso e a honra de quem se opõe a ela.

No Paraná, tivemos o caso do Blog do Tarso, gerenciado por Tarso Cabral Violin, em que uma simples enquete o rendeu uma multa de R$106 mil reais. Claro, ele só levou essa multa porque quem entrou com a ação contra ele tem uma influência muito forte do judiciário. Prefeitos e vereadores levam multa de R$5 mil( mesmo dispondo de milhões em caixa de campanha) enquanto um blogueiro leva uma multa de três dígitos. Mas antes fosse apenas o bolso.

Resumirei aqui um caso de absoluto desrespeito com quem trabalha com a informação. Na capital mineira, Belo Horizonte, o atual prefeito Márcio Lacerda, candidato a reeleição, tem aprontado as suas. Apadrinhado por Aécio Neves, Lacerda deita e goza com os benefícios de ter um padrinho forte que domina a informação mineira. Com trânsito livre no jornal Estado de Minas(onde Andrea Neves, irmã de Aécio, é praticamente a diretora de conteúdo), as informações dadas aos mineiras sofrem uma grande...distorção, digamos assim.

No último dia 10 de setembro, a equipe do portal Minas Livre recebeu uma ligação informando que havia um tumulto na porta de um dos comitês de Márcio Lacerda. O tumulto era pelo não pagamento de panfleteiros e bandereiros da campanha (os que trabalham nas ruas debaixo de sol para ganhar pouquíssimo). Os trabalhadores estavam exigindo o pagamento dos dias trabalhados, e iniciou um pequeno tumulto.

A equipe foi até a porta do comitê para poder cobrir a manifestação. Júlio César Silva, diretor do portal, conta que logo ao chegar, foram avisados que não poderiam fazer imagens, mesmo estando na rua, um local público. Então, sob ameaças e intimidações, as pessoas começaram a entrar para receber, enquanto a equipe fazia seu trabalho na porta, tendo a cooperação de muitos dos trabalhadores. Nisso, cercados por seguranças, o editor levou uma gravata e a cinegrafista teve sua câmera roubada pelos seguranças.

Após tomarem a câmera, os seguranças entraram no comitê. Apenas com a chegada da polícia é que os comunicadores puderam entrar para tentar recuperar a câmera, roubada por um dos seguranças da equipe de Márcio Lacerda. “A polícia demorou demais pra chegar, mais de uma hora. As próprias pessoas que estavam lá, protestando pelo não pagamento, estavam nos ajudando a identificar os agressores. Teve um momento que eles sumiram lá dentro, e tive que entrar nas salas. As pessoas lá fora entregaram um segurança também, dizendo que entrou numa sala pra trocar de camiseta e assim não ser identificado”, conta Júlio.

Segundo Júlio, a agressão não foi o principal problema na situação. “Agressão, sei lá, o corpo melhora, mas o problema foi o roubo da câmera, um instrumento de trabalho que estava lá para registrar os fatos. É uma agressão não ao jornalista Júlio, mas é uma agressão a uma sociedade em si”.

O que mais impressiona é que, segundo relato do diretor do portal Minas Livre, nenhuma imprensa foi lá para cobrir. Apenas um jornal deu uma pequena nota falando do ocorrido, porém ponderando no ataque a liberdade de imprensa. Mas nós sabemos que, se fosse no comitê do Patrus Ananias (candidato do PT em Belo Horizonte)e o agredido fosse alguém do jornal O Estado de Minas, além de capa, seria motivo para quererem impugnar a candidatura do Ptista.

Nós, que trabalhamos com a informação alternativa, estamos em uma sinuca. Não temos apoio de segurança( que está junto aos governantes), não temos apoio judicial, e podem acreditar, não temos apoio de governo algum, mesmo muitos dizendo o contrário.

Hoje a informação verdadeira está na berlinda. As pessoas dizem que a imprensa é mentirosa, mas as mesmas pessoas ecoam o que a imprensa publica. Manipulações e noticias tendenciosas, só porque a linha editorial é partidária, deixa quem não tem acesso à internet com a mente poluída com as besteiras pela imprensa publicada.

Nessas eleições,estamos tendo as maiores provas de que os políticos das alas mais tradicionais ainda estão com a imprensa ao seu lado.E eles utilizam a mesma para atacar quem não concorda com seus pensamentos. E atacar, para quem trabalha com a mídia alternativa, é o simples fato de mexer com o bolso das pessoas, afinal não são empresas, são pessoas físicas, onde a receita é fruto de trabalho paralelo a essa função de informar por uma outra visão.


Tivemos um grande exemplo disso em São Paulo e Minas Gerais, onde o PSDB da campanha de José Serra tentou censurar os blogs que não falavam favoravelmente ao candidato tucano. Em Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, o candidato Ademir Lucas, também do PSDB, entrou na justiça(e ganhou) direito de resposta de um cyberativista por conta de “propaganda negativa”. Se fosse positiva ele nunca ria reclamar,não é?

No encontro Nacional de blogueiros, que ocorreu em Salvador em Maio deste ano, Paulo Henrique Amorim citou algo que devemos refletir e muito bem, em especial nessas eleições sobre a liberdade de informação. “Nada além da constituição queremos. Nada além.”


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Veja consegue piorar sua imagem



Depois do grampo sem áudio, a Veja inovou...não, eu diria REVOLUCIONOU a maneira de fazer jornalismo. Agora ela vem com a novidade da entrevista sem entrevistado. Agora, ela conseguiu demonstrar que é uma revista apenas para direititas ignorantes ecoarem o que saem nas páginas.

Com a “bombástica” entrevista de Marcos Valério, a Veja admite que baseou-se em declarações de terceiros para produzir a capa. Logo que ficou sabendo da capa, Valério através da sua equipe de assessoria, desmentiu a tal entrevista a Veja. “Marcos Valério não dá entrevista a mídia desde 2005”, afirmou em nota oficial.

O desespero da Veja é grande. Desde o início do golpe do Mensalão, ela tenta de qualquer maneira envolver o nome de Lula, mas nunca consegue. E isso deve deixar a Abril triste, pois ela, acostumada a manipular todos, viu que de 2000 pra cá perdeu a credibilidade, e tenta de todas as maneiras destruir o governo PTista, joga baixo e sujo.

Jogando baixo e sujo porque, depois da prisão de Cachoeira, a revista não consegue nenhuma matéria “bombástica” para produzir para seus leitores. O envolvimento de Policarpo Jr, diretor de redação da revista, não foi declarado nem uma linha. Omissão de informação. Mas o que a tal revista (da) marginal faz é um jornalixo, colocando em dúvida a sanidade mental dos leitores da Abril.

Depois do grampo sem áudio, a ficha falsa de Dilma, a tentativa de invasão ao quarto de José Dirceu( e na capa,especulações sobre o que ele estava fazendo ali,tudo sem uma única prova), a entrevista sem entrevistado ganha de goleada dos maiores lixos produzidos pela imprensa brasileira.

Essa “denúncia” e Veja contra Lula nada mais é do que tática eleitoral. Eles viram que Serra está cada vez mais afundado nas pesquisas, vendo Lula voltando aos palanques e tendo de volta a força que sempre teve e, claro, a sua influência no eleitorado mais humilde.

Agora ficamos em dúvida qual será a próxima tentativa de golpe. Afinal,já foram omissos no caso Cachoeira, no caso de Demóstenes Torres, cassado por corrupção ativa, tentaram defender como paladino da ética. Agora cabe o leitor saber filtrar o que lê. Porque leitor da Veja,hoje, está tão pra baixo quanto o Palmeiras. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Serra descendo à serra

Serra em seu escritório de campanha

O candidato do PSDB em São Paulo, José Serra, está cada vez mais em declínio nessa campanha eleitoral. Em debate realizado ontem, organizado pelo jornal que o apoia descaradamente Folha de SP e a RedeTV, Serra mostrou-se mais despreparado que nunca para o pleito.

No debate, até Gabriel Chalita, que já foi secretário estadual de educação do próprio PSDB, deixou o maníaco da Mooca mais sem graça que comida vegana. Chalita o questionou sobre o fechamento das escolas em tempo integral, e Serra rebateu dizendo que ele faltava com a verdade. Chalita, experiente e muito bem treinado, deu um tapa na cara do careca em forma de palavras. "Não posso ser chamado de mentiroso. Quem disse que não conhecia Paulo Preto [acusado de desviar doações para a campanha de Serra em 2010] não fui eu. Quem disse que não nomeou Aref [pivô de escândalo da gestão Kassab] não fui eu. Quem disse que não sairia da prefeitura não fui eu, me respeite".

Fernando Haddad foi certíssimo no debate. Falou de propostas e evitou ataques diretos, assim como também Russomano agiu.

Serra entrará ainda mais em desespero quando, na próxima semana, sair a nova pesquisa. E tudo indica que o candidato PTista ultrapasse Serra. Serra aparecerá com 16% e Haddad com 18%.

A pesquisa já é entendida pelo Tucano. E, em mais uma gafe – dentre milhões em sua campanha- ele falou sobre o alto índice de rejeição que sofre. “Isso porque todo mundo me conhece”, afirmou. Claro, quem o conhece sabe muito bem que tipo de caráter esse candidato tem. E quem o conhece de verdade, conhece como gestor, o rejeita. Isso, ninguém pode discordar dele. 

Paraná beirando à ditadura


O estado do Paraná está tão empenhado em crescer que quer até imitar seu irmão rico, São Paulo. Já elegeram Beto Richa para acabar com a educação-igual o PSDB fez em SP- e em Curitiba, o mesmo deixou a prefeitura para se candidatar a outro cargo- lembra de Serra? Pois bem...

O problema é que, no Paraná, a censura aos blogs está correndo solta. Desta vez, o Blog do Tarso foi censurado por conta de uma enquete sobre quem seria o pior prefeito de Curitiba. O dono do blog foi multado em mais de R$200 mil reais e, sendo uma pessoa física, não terá com continuar com o blog.

Blog feito para discutir sobre política e cidadania, com o intuito de fiscalizar as ações da administração pública. Um blog sem fins lucrativo, simplesmente um blog. Um blog onde ele colocava suas matérias sobre política, onde mostrava seu amor pelo Corinthians...Mas isso, pelo visto, é de praxe no Paraná.

Em dezembro do ano passado, eu denunciei um escrivão da polícia civil por ter pedido propina. Recebi diversas ameaças, inclusive de José Reis, diretor do jornal O Iguassu, “calunista” do blog Garganta do Diabo, que hoje tem o nome de “A Nossa Voz”. O diretor me mandava emails com ameaças para tirar o conteúdo do blog, pois iria “prejudicar quem não deveria”.  Recebia ligações do advogado(Diego, que nem OAB tem) que pagou a propina para tirar do ar a postagem, afinal ele não queria se ferrar.

Mas o pessoal do Paraná Blogs foi bacana, deu uma força legal. Mas só eles também.

Aqui, no Quarto Poder SP, fica meu apoio ao Tarso, que é um grande blogueiro, uma pessoa muito bacana que não merece passar por coisas como essas, enquanto candidatos que usam a máquina pública levam multa de R$5 mil. Contra a censura da blogosfera, afinal os poderosos têm a grande imprensa para poder falar. E nós?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aécio fala do mensalão do PT mas esquece da Lista de Furnas


Aécio Neves parece que está sofrendo de amnésia alcoólica. Suas constantes bebedeiras o faz dizer frases que voltam contra si de uma maneira incrível. No último comício de Márcio Lacerda, Aécio citou o mensalão do PT para poder atacar Patrus Ananias. Aécio disse, ao lado de seu pupilo, que o PT se apropria dos recursos públicos como se fossem do partido e fez referência ao entendimento dos ministros do STF de que houve desvio de dinheiro federal em operações do Banco do Brasil com a agência de publicidade de Marcus Valério, a DNA.

““O PT se apropria de empresas públicas, como fez e agora está comprovado pelo STF em relação ao Banco do Brasil. Uma vergonha, uma instituição secular, símbolo do Brasil, atender a interesses do partido. É um problema grave do PT: tem muita dificuldade em separar o que é público do que é privado”, disse o Senador em carreata com Lacerda.

Mas como iniciei o texto acima, Aécio sofre de amnésia alcoólica. Aécio esqueceu de falar que ele mesmo recebeu, em 1998 do então governador Eduardo Azeredo, a modesta quantia de R$108 mil reais. Inclusive, esse mensalão, criado por Azeredo, usou recursos de várias estatais mineiras, como Copasa e a Cemig.

Mas Aécio não consegue lembrar isso. Por que será?O buraco ainda é mais profundo.Aécio chegou a receber R$5,5 milhões do mensalão dos tucanos em um único repasse. E até hoje não foi julgado.

Mensalão para 150 políticos do PSDB e do DEM teria sido extraído da estatal de energia; lista de repasse de verbas, assinada pelo então presidente Dimas Toledo (centro), para as campanhas de 2002, é legítima, segundo laudo da PF; Ministério Público acata.

Segundo o jornalista Amaury Ribeiro Jr. , em sua coluna no jornal Hoje em Dia de Belo Horizonte, a lista de Furnas, assinada pelo próprio Dimas Toledo, traz o nome de políticos que receberam doações clandestinas de campanha da empresa estatal em 2002. Entre os beneficiados estão os ex-governadores de São Paulo e de Minas Gerais, e outros 150 políticos. Os próprios executivos da Toshiba do Brasil – uma das empresas que financiavam o esquema – confirmaram a existência de um caixa dois que sustentava mesada de servidores e políticos. O superintendente Administrativo da empresa japonesa, José Csapo Talavera, afirmou, por exemplo, que os contratos de consultoria fictícios das empresas de fachada, até 2004 , eram esquentados por um esquema de “notas frias”.

Como Patrus é um candidato que tem propostas, que tem um conteúdo, preferiu ficar quieto e focar nas propostas para que Belo Horizonte tenha uma campanha de conteúdo. O problema é que tem gente que bebe demais e esquece disso...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A bebedeira de Aécio


O Senador Aécio Neves, eleito por Minas Gerais mas trabalhando pelo Rio de Janeiro, foi flagrado em um momento constrangedor. O tucano foi filmado caindo de bêbado em um tradicional bar da noite carioca. Mais do que isso, foi a alegria dos trabalhadores, ao receberem das mãos do Senador uma gorjeta de R$100.

Bom, vamos aos fatos. Se o Senador bebeu ou não, isso acredito que seja coisa dele. Afinal, ao menos desta vez ele não estava ao volante, colocando muitas outras vidas em risco. O problema é outro.
Beber ou cair de bêbado, sinceramente, não é nada fora do comum. Desde a adolescência muitos brasileiros fazem isso. O problema primeiro problema é como a imprensa cita o assunto.

O jornal Estado de Minas, onde a irmã do Senador tem passe livre, ignorou totalmente o assunto. O principal jornal das alterosas faz de conta que nada aconteceu, assim como fez na greve dos professores no ano passado, que durou mais de 100 dias e foi anunciada apenas quando foi encerrada.  O jornal simplesmente ignora que o maior nome do estado, pré-candidato à presidência da república pelo PSDB está envolvido em um vídeo, no mínimo constrangedor.

Vamos lembrar que, em 2004, quando Lula participou de uma festa na Granja do Torto, saiu visivelmente embriagado. E daí? Estava fora do horário de trabalho e em uma festa. Mas qualquer coisa que Lula faz, é motivo para a imprensa arrumar algo de ruim. Na Oktoberfest, quando ele foi na abertura como presidente, fotografado com um copo de chopp na mão, foi praticamente crucificado, sendo chamado de bêbado e tudo mais. Totalmente tendencioso.

O que me decepcionou foi a reação das redes. Sim, todos que me acompanham sabem que sou atuante nas redes sociais, em especial no lado político, pois só assim teremos informações verdadeiras. Ao invés de criticar porque o Senador Mineiro mora no Rio, nunca fica em Minas Gerais, preferem fazer o mesmo que sempre criticam. Atacar.

Se o cara bebeu ou não, é problema dele. Se o cara deu R$100 de gorjeta, melhor para o garçom. Agora as perguntas são outras.

Por que o Senador de Minas Gerais mora no Rio de Janeiro?

Por que o Senador, em plena sexta-feira, está fora de seu estado, quando deveria ao menos visitá-lo vez em quando?

Como um Senador, com pretensões presidenciais, não tem alguém pra cuidar de sua imagem, sabendo que ora ou outra trará problemas?

Como Aécio dá uma gorjeta de R$100 para um garçom, mas evita negociar- quando governador- um aumento de R$65 para os professores?

Por que a imprensa calou-se com o ocorrido? Partidarismo?

Por que o Senador, até hoje, não deu explicações sobre outro caso de bebedeira, da outra vez, ao volante, em um carro da rádio “Arco-Íris”, que pertence a ele mesmo e não declarado para a Receita Federal?

Como um senador deixa sua imagem chegar a este ponto, sendo apontado até com usuário de drogas mais pesadas?

Por que Aécio Neves não se pronunciou sobre o caso?

Temos muitas coisas para criticar Aécio. Então, vamos a luta. Ou então deixaremos como está, afinal, se é isso que o PSDB quer mostrar para concorrer à presidência do Brasil, podemos ficar tranquilos, que até 2020 nenhum tucano vai vender as riquezas nacionais. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PSDB perde novamente tentativa de censurar a internet


Após tentar censurar blogues e mensagens que fossem contrários ao candidato a prefeitura de São Paulo José Serra, o PSDB de Contagem seguiu a risca o exemplo, querendo censurar os comentários contrários ao candidato Ademir Lucas.

                O candidato processou Rafael Mendes por dar declarações contrárias ao candidato. Mendes escreveu em seu perfil pessoal os motivos que é contra Ademir Lucas entrar na prefeitura. Ademir responde por 25 processos no Ministério Público Federal e Estadual por improbidade administrativa.
            
    Ademir notificou Mendes alegando que ele era dirigente partidário e funcionário da prefeitura. O problema é que Mendes não é dirigente do PT e foi exonerado da prefeitura no dia primeiro de agosto, ou seja, antes da mensagem incômoda contra o candidato tucano.

                Como é de praxe, o PSDB falha em seus argumentos, os mais estúpidos. Diz que Medes fez propaganda negativa do candidato, exigindo que ele se reportasse sobre os ditos.  Ademir é covarde, pois não tem argumentos e quer inibir quem consegue destruir suas mentiras, principalmente via web.

                Esse é um ato extremamente antidemocrático, pois inibir qualquer pessoa de expressar sua opinião nos remete ao ano de 1964, onde apenas uma “verdade” poderia ser dita.

                Ademir mostra-se com medo da imagem negativa. Afinal, responde por processos, seu patrimônio é duvidoso e suas promessas eleitorais são extremamente vagas. E isso,o eleitor está descobrindo justamente com as redes. O PSDB treme...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Serra comemora mesmo resultado em 7 meses de pesquisas

José serra, eterno candidato a tudo e eterno abandonador de cargos- não cumpriu nenhum cargo por completo desde 1990- comemora que na pesquisa eleitoral está com 30% de intenções de voto.  O que ele esconde é a sua rejeição de 37%, mas isso é pra daqui a pouco.

A campanha eleitoral começou, oficialmente há poucos dias. Na televisão ainda não está lá. E para um candidato que é conhecido por 100% do eleitoral, comemorar 30% pode ser muito arriscado.
Arriscado pelo simples motivo de que, desde a primeira pesquisa, em meados de janeiro, Serra tem a mesma intenção de votos. E vamos lembrar, havia apenas especulações de candidaturas, nem o próprio Serra havia anunciado que iria concorrer.         

Nessa semana, Serra sofreu um baque que pode refletir muito em sua campanha- e espero que na cabeça dos eleitores da capital. Ele cita alguns projetos de seu governo.

“Entre os projetos musicais do CCJ, como é conhecido, estão o Reviva Rap, festival que teve sua segunda edição em junho último, com nomes como Vinão, Alobrasil, Brunão Mente Sagaz, Mutação Sonora e Daz Rua e Xis, entre outros. A Zona Norte de São Paulo, vale lembrar, é uma das bases mais importantes do rap, uma referência nacional. Até hoje, o Reviva Rap já mapeou mais de 200 grupos e lançou três coletâneas, das quais participaram mais de 30 conjuntos.”

Mas ai que vem a bomba. A Revista Rap desmentiu o candidato, afirmando que não tem vínculo com qualquer partido político e que “tão pouco apoiam partidos que tratam a população como gado”. A entidade alertou que não receberam comunicado do PSDB para o partido utilizar o nome do projeto e dos artistas.

O PSDB, em especial a coordenação de campanha de Serra, está caindo nas próprias armadilhas. Tentaram censurar os blogs e perfis do Facebook que contrariavam suas ideias. Nem foi aceita a denúncia. Chamaram os militantes do PT de Nazistas, esquecendo do que um dos maiores nomes de seu partido,Geraldo Alckmin, fez no caso Pinheirinho ou Kassab-seu pupilo- na Cracolândia. Isso sim é atitude nazista.

Serra terá um páreo ruim. Ele lançou todas as suas atenções para desqualificar Haddad, porém esqueceu do fator humano. Ou melhor, Russomano, que cresce cada vez mais nas pesquisas.

Serra, que toda São Paulo conhece parece ser um sistema falido. Não traz nenhuma inovação, não mostra nenhuma novidade, apenas aquele governo higienista e para o empresariado que é característico do PSDB.

Ao menos nas pesquisas, o paulistano parece ter acordado um pouco. E estagnar, por 7 meses em 30% não me parece motivo para comemorar. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Turma de Gurgel ensina mensalão para criancinhas


247 – “A partir de hoje vamos falar sobre um assunto bem sério”. Assim começa o material “Honestidade no Dia a Dia”, produzido pelo Ministério Público Federal, comandado pelo procurador-geral Roberto Gurgel, para ser distribuído em salas de aula pelo Brasil afora.

Em quadrinhos, com ilustrações, linguagem didática e infográficos, o material fala em “julgamento histórico” e diz que o responsável é Roberto Monteiro Gurgel Santos. O texto ensina ainda às crianças que como os “crimes” tiveram como resultado o “uso indevido do dinheiro público”, “todos nós somos vítimas”.

Quando um aluno perguntar o que foi o mensalão, lá estará a resposta, na versão de Gurgel. “Como então conseguir o apoio de partidos que não tinham afinidade ideológica com o PT? A partir dessa dificuldade, alguns dirigentes do partido teriam montado um esquema de desvio de dinheiro público para patrocinar o pagamento de propina a deputados federais de oposição e assim conseguir o apoio deles no Congresso”. Gurgel não explica como a maior parte dos recursos foi distribuída a parlamentares do próprio PT, que, em tese, não precisariam ser comprados para apoiar o governo Lula no Congresso.

No material didático, a turminha de Gurgel também fala sobre os réus. José Dirceu, por exemplo, “associou-se aos dirigentes do seu partido e a empresários do setor publicitário e financeiro para corromper parlamentares em troca de apoio às ações do governo do PT”. O texto sobre Dirceu traz links para editoriais como “A corrupção que impede o progresso do Brasil”.

Reação do PT

Indignados, advogados do PT pretendem entrar com representação judicial para retirar o material do ar e também vetar seu uso em escolas públicas ou privadas. Alegam que se trata de doutrinação ideológica, propaganda negativa contra o partido e “lavagem cerebral” nas crianças.

O STF deveria ter mostrado o elefante inteiro


por Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo

Há várias maneiras de esconder um elefante. Uma delas é apresentando suas partes em separado. Em um dia, aparece a pata. No dia seguinte, você mostra a tromba. Passa um tempo e vem a cauda. No fim, não se mostra o elefante, mas uma sequência de partes desconectadas.

Desde o início, o mensalão foi apresentado pela grande maioria dos veículos da imprensa nacional dessa maneira. Vários se deleitaram em mostrá-lo como um caso de corrupção que deixaria evidente a maneira com que o PT, até então paladino da ética, havia assegurado maioria parlamentar na base da compra de votos e da corrupção. No entanto o mensalão era muito mais do que isso.

Na verdade, ele mostrava como a democracia brasileira só funcionava com uma grande parte de seus processos ocultados pelas sombras. O jogo ilícito de financiamento de campanha e de uso das benesses do Estado deixava evidente como nossa democracia caminhava para ser uma plutocracia, independentemente dos partidos no poder.

Como a Folha mostrou em uma entrevista antológica, o então presidente do maior partido da oposição, o senador Eduardo Azeredo, havia sido um dos idealizadores desse esquema, que, como ele mesmo afirmou, não foi usado apenas para sua campanha estadual, mas para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu partido.

Não por acaso, o operador chave do esquema, o publicitário Marcos Valério, já tinha várias contas de publicidade no governo FHC. Ninguém acredita que foi graças à sua competência profissional.

Ou seja, a partir do mensalão, ficou claro como o Brasil era um país no qual a característica fundamental dos escândalos de corrupção é envolver todos os grandes partidos.

Mas, em vez de essa situação nos mobilizar para exigir mudanças estruturais na política brasileira (como financiamento público de campanha, reformas que permitissem ao partido vencedor constituir mais facilmente maiorias no Congresso, proibição de contratos do Estado com agências de publicidade etc.), ela serve atualmente apenas para simpatizantes de um partido jogar nas costas do outro a conta do “maior caso de corrupção do país”.

No entanto essa conta deve ser paga por mais gente do que os réus arrolados no caso do mensalão. O STF teria feito um serviço ao Brasil se colocasse os acusados do PT e do PSDB na mesma barra do tribunal. Que fossem todos juntos!

Desta forma, o povo brasileiro poderia ver o elefante inteiro. Com o elefante, o verdadeiro problema apareceria e a indignação com a corrupção, enfim, teria alguma utilidade concreta.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A injustiça já está feita


Com a proximidade do “julgamento do século”, como a grande imprensa gosta de dizer, as matérias dos jornais ficam cada vez mais tendenciosas.

Mesmo sem provas concretas, explícitas, os réus do chamado “mensalão”- que só é atribuído ao PT,porém ninguém cita o do PSDB- já estão condenados.

O alarde que a imprensa faz para demonizar afeta também a opinião pública. E nisso, a injustiça já está feita, independente do resultado e das provas que forem atribuídas ao esquema.  A imprensa já formou a opinião pública e nisso, a injustiça já foi feita.

Em uma Playboy antiga, não me recordo o número agora, tinha uma entrevista com o apresentador Ratinho, na época apenas do SBT. Ele comentou sobre programas policialescos, que apresentava antes de ter o seu programa popular de auditório. Na entrevista, ele se dizia muito arrependido de ter colocado na tela um rapaz acusado por estupro, que depois a própria vítima não o reconheceu como estuprador. Ratinho fez questão de levar o garoto ao programa depois de ele ter sido inocentado.

Será que, caso o STF declare inocência aos réus, isso vai acontecer? Duvido.  Caso a inocência seja comprovada pelas defesas, a imprensa cairá matando para cima do STF, e mais ainda, a opinião pública, já (de)formada com esse tal “escândalo” irá cair matando também.  Terá a falta de respeito e chamará de pizza o que na realidade só irá condizer com provas.

Existe uma ética infinita, que parece que todos esqueceram hoje. Todo mundo é inocente, até que se  prove o contrário. Mas com a imprensa não foi assim. Chamaram Orlando Silva de corrupto, e seu processo não teve nem como ter continuidade por “absoluta falta de provas”. Erenice Guerra também, que foi acusada de tráfico de influência, nada foi provado. Mas a imprensa caiu em cima e, além disso, não citou quando ambos foram inocentados.

A imprensa já tem sua opinião formada. A opinião popular já foi manipulada. Portanto, esse julgamento será não apenas sobre uma suposta corrupção. Esse julgamento será difícil para o Brasil, pois em todos os cantos virão bombas e martelos.

Roberto Jefferson, internado por conta de um câncer e principal denunciante do caso, cada hora diz uma versão. Primeiro ocorreu, depois não houve,e ainda mais depois houve em partes. A  imprensa coloca apenas o que ele diz primeiro, aconteceu e ponto final. Isso é totalmente contra os princípios do jornalismo, onde na primeira lição devemos aprender a ouvir todos os lados, não apenas o que nos interessa.

Particularmente, eu acredito que dois ministros não deveriam participar do julgamento. O primeiro é Gilmar Mendes, por motivos óbvios. Recebeu dinheiro do mensalão tucano em 1998, além de ser um braço direito de José serra. O Segundo é Dias Toffoli, por ter sido filiado ao PT e seu irmão ser prefeito de uma cidade do interior pelo PT.

Mas ambos estarão no julgamento. Gilmar Mendes, que todos sabem não tem um pingo de ética e moral. Toffoli  tenho minhas duvidas de sua imparcialidade para julgar algo onde envolva diretamente seu ex-partido .

Fora isso, os jornais irão cair em desgraça. Quem acompanha a política de uma forma mais ampla, não apenas lendo os principais jornais(que podem acreditar, caminham juntos na linha editorial) sabe das informações do caso. E a mesma Folha, que condena e faz o máximo possível para ludibriar a opinião pública, admitiu em editorial que não existe uma única prova do esquema.

“Evidências colhidas em sete anos de investigações, entretanto, não seriam suficientes, aos olhos de alguns especialistas, para caracterizar a ilicitude em duas questões centrais: a finalidade do esquema e a natureza dos recursos.
Não há nos autos elementos que sustentem de forma inequívoca a noção de que o objetivo do mensalão era comprar respaldo no Congresso. Sem a demonstração de que os pagamentos foram oferecidos em troca de apoio parlamentar, perdem alguma força as acusações de corrupção.
Quanto ao dinheiro, o STF precisará se pronunciar sobre sua origem, se pública ou privada. Comprovar o desvio de recursos públicos é pré-requisito para algumas acusações de lavagem de dinheiro, por exemplo”

Portanto, a imprensa já está jogando a toalha. Está vendo que o golpe não vai dar certo, mas deu, até certo ponto. Deu certo em manipular a opinião pública. Lembro-me quando eu era roadie de uma banda, quando eles tocavam “Que país é esse”, da (ainda bem) finada banda Legião Urbana, ele trocava a letra e cantava “...mas todos acreditam no país do mensalão”.  E todos aplaudiam.

A opinião já está formada. E o julgamento terá proporções e reflexos ainda gigantescos.  


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Serra e o medo da democracia

José Serra é hoje, sem menor sombra de dúvida, o que há de pior na política nacional. Censor de jornais, calando jornalistas - Heródoto Barbeiro foi demitido da TV Cultura por perguntar sobre preço dos pedágios - e manipulando a opinião pública, sempre tendo como braço-direito o imprensalão - Veja, Folha, Estadão, Globo.

Agora, com medo de mais mentiras serem desvendadas- como a bolinha de papel que resultou em tomografia no pleito de 2010- o eterno candidato derrotado quer nos censurar. Sim, censurar os blogs que apoiam o governo, ou então que não apoiam o candidato da bolinha de papel.

A alegação é que o governo Federal dá verba para manter esses blogs. Vamos aos fatos.

Lembro-me muito bem da frase de Altamiro Borges, do Barão de Itararé, em Fortaleza quando participamos do WebFor. "Aqui é um bando de maluco, que a única coisa que nos une é a tentativa de democratizar a comunicação, tirando o monopólio da grande mídia tradicional, onde apenas oito famílias coordenam a comunicação de praticamente toda a informação brasileira".

E isso incomoda demais,principalmente o PSDB, que tem todas essas famílias como aliadas para manipular a informação.

O mais estranho é que ele cita estatais, como a Caixa Econômica Federal - como anunciantes dos blogs. Mas a mesma CEF anuncia no blog de Ricardo Noblat(Globo), Reinaldo Azevedo(Veja), Ancelmo Góis(Globo). Isso ele não vai reclamar? A claro, são colunistas que também detestam o governo do PT e blindam Serra. Blindam tanto que demoraram semanas para falar sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr, "A Privataria Tucana". Brincaram de vaca amarela, e Góis comeu toda a bosta dela...

O problema é que agora, com a internet e com a militância virtual, a comunicação chega de todos os lados, não apenas do lado do patrão. E o problema é justamente esse.

Serra tenta, de todos os lados, desqualificar os blogueiros e com a ajuda de Azevedo da Veja, sempre fala que nós somos pagos com verba federal. O problema é que eles nunca citaram um único blog, nunca deram nomes para afirmar tal imbecilidade.

Isso é pelo fato de 99% dos blogueiros se bancaram. Passamos aperto, eu por exemplo, não tenho como atualizar sempre o Quarto Poder, justamente porque não sou pago para blogar, blogo pelo gosto e pela militância. Ele se esquece que a grande imprensa é que depende(e muito) de verba federal. E isso estamos batendo muito na atual administração. Pra que, qual motivo, financiar a bandidagem midiática?

Serra cai na infantilidade de nos chamar de Nazistas, esquecendo que o seu partido fez com o caso de Pinheirinho, com a PM atuando com truculência contra professores, estudantes dentro da USP e em manifestações- pelo visto a UNE esqueceu disso,mas é outro caso.

O medo bateu a porta do PSDB. De Serra principalmente, que só divulga que tem 30% de intenções de voto- desde a primeira pesquisa - enquanto seus adversários crescem, porém  nunca cita a rejeição chegando aos 40%.

A blogosfera está amedrontando o Maníaco da Moóca. E esse é apenas o começo do fim de um político regado de preconceito e higienismo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Minha visita à Fundação Casa


Neste domingo, o programa da Globo Fantástico apresentou uma reportagem sobre como os jovens infratores são tratados nas unidades que, na teoria, deveriam servir para resocializar menores à sociedade.
Enfim, em 2010 fiz duas matérias na Fundação Casa de Marília, interior de São Paulo. Uma no Correio Mariliense (clique aqui para ler) e outra no Diário de Marília, mas a  matéria acabou saindo apenas no impresso.

Uma observação que não pode passar em branco. A matéria que eu escrevi foi o que a diretora da casa pagou para sair, não pude aprofundar na minha visita, porém nada foi negada de informação.

Em minha visita, agendada com mais de duas semanas de antecedência, pude ver como foram forjados o bem-estar na unidade. Claro, estamos falando de menores infratores, a maioria deles no local por conta de homicídio e todo cuidado é pouco com uma pessoa que cometeu um assassinato. Mas vamos ao relato.

Ao entrar, tive que tirar tudo do bolso,não podia entrar com celular nem com carteira. Ao entrar, todos os internos estavam em aula. Sim, naquela unidade tinha aula todos os dias, os alunos estavam em processo de alfabetização ou completando seus estudos, tudo dentro da unidade.

Percebi que todos, ao conversarem comigo, baixavam a cabeça. Perguntei a um interno o porquê disso, ele me falou que era respeito. Achei estranho , mas continuei a entrevista não apenas com o menor, mas também com profissionais do local.                  

A unidade parecia ser um paraíso. Hortas, esportes, aulas de arte, escolarização dos infratores. Tudo como no papel deveria ser feito. Mas ai ,vem o off. – off é quando uma informação chega ao jornalista, mas o mesmo não pode publicá-la por não ter provas ou para não incriminar alguém.

Um menor me falou que logo que eles chegam a Fundação Casa, uma série de humilhações os menores são submetidos. Nelas eles precisam ficar sempre com a cabeça baixa, para que assim não possam  reconhecer o agressor. “É muito ruim, pois o quarto é escuro, nóis ficava(sic) pelado e apanhando, isso por uns dois ou três dias”, confessou o menor. “Eu tive sorte de ter apanhado pouco, pois cheguei em um final de semana e tinha pouca gente trabalhando, mas sei de gente que ficou muito tempo no quartinho- local das surras.

Claro que a Rede Globo não iria mostrar isso,afinal o PSDB tem como candidato José Serra, ex-governador, ex- tudo que ele pôde abandonar para ir para outro cargo.

Enfim, na sala de aula, uma parte irreverente. A professora queria impressionar nós, jornalistas, mostrando como os alunos estavam aprendendoa ler e escrever.

- Vamos lá, vamos mosttrar que agora chegamos a letra “F”. Quem pode me dizer uma palavra com a letra F?

Nisso,um dos menores:

- FARINHA

A professora olhou com ar reprovatório, quando outro aluno citou família.

Ao ir embora, a diretora local pediu para ver a matéria antes. Falei para ela entrar em contato com meu editor, pois era para ele quem eu trabalhava. Ao chegar ele me pediu apenas para colocar a visita e a versão oficial. Claro, eu também não tinha nada além da versão oficial, afinal fui lá para escrever pela propaganda.

Não vi nada demais,alias pelo contrário, vi uma fundação muito bem estruturada e deu até vontade de ficar lá, dada as condições que eu morava na época – dividia um apto com mais três pessoas, e a confusão era diária.  Mas a propaganda é a alma do negócio. Vamos a minha segunda visita.

Na segunda vez que fui à matéria era sobre os jovens que iriam votar nas eleições. Em 2010, urnas iriam aos presídios, inclusive na Fundação Casa para que internos pudessem votar para presidente,Deputados e Senador. Certo, convocaram dois jovens para falar sobre votar dentro da unidade.

Eis que, em um determinado momento,um dos jovens fala que “Votar é bom,mas seria melhor a gente livre dos choques”. Atiçando minha curiosidade, o policial que nos acompanhava informou que a entrevista havia se encerrado e retirou, na mesma hora, os menores.

Depois descobri que choques quer dizer obrigação. Ou seja, muitos menores ali, na hora de votar, eram obrigados. Isso claro, é uma dedução minha, não consegui pegar mais informação sobre isso. O que me intrigou é o porquê do policial tirar os menores no mesmo instante que citaram choque.


O que eu vi foi uma unidade que tenta recuperar jovens, mas que com o método de violência, intimidação, fica um pouco difícil. O Estado, ao invés de enxergar o menor infrator como uma pessoa a ser recuperada, trata-os como criminosos, bandidos de alto escalão, fazendo-os sair das unidades pior do que chegaram. E em sua maioria-salvo jovens que realmente tenham algum surto psicótico - têm sim sua "salvação", ou recuperação, como quiserem chamar. 

Bom, agora outro caso. Uma amiga minha,Cristiane, mora bem em frente da antiga unidade da Febem do Tatuapé. Lá,ela ouvia choros, ouvia espancamentos e tudo mais. Isso a Globo não mostrou.

Não falo mais detalhes por que não vi nada além.Ma sei que a Globo omitiu as unidades de São Paulo para proteger o queridinho José Serra, que tentará novamente ser prefeito da capital paulista. Essa proteção a gente sabe que vai rolar mesmo. 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Os músicos do Brasil estão chorando demais

Pelo Facebook, vejo muitos comentários todos os dias, dos mais diversos. Tem a evangélica que quer demonstrar seu amor por Cristo. Tem o Ateu que quer demonstrar o quanto é racional - mesmo sendo o mesmo que ele critica,ou seja radical -, tem os partidários(como eu), tem os contra partidários e diversas pessoas que só compartilham algo, nada além disso.

Mas vejo também a onda dos músicos. Vejo muitos músicos mostrando seu trabalho, mas boa parte só reclama que o Brasil não tem espaço.E chora.

São esses mesmos chorões que só sabem reclamar, e não sabem trabalhar em prol da música. Complicou? Ok, titio explica.

Dia desses vi uma pessoa reclamando que é difícil viver de música no Brasil.

Cê Jura é? Então quer dizer que viver como jornalista, engenheiro, telemarketing, vendedor é fácil né? Bom, claro que não. Mas veremos o restante. 


A mesma pessoa que reclama, quando perguntei sobre o próprio som, falou que não tinha, que ainda estava em processo de composição. 


AAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaa tá, então tá. Claro, qualquer um com o QI acima de uma ameba sabe que pra para ser jornalista precisa saber escrever, para ser engenheiro precisa saber matemática e, incrivelmente, para ser músico precisa fazer...vamos lá...música.


Vejo dois amigos meus, que agora cito nome, Endell e Erik Magalhães. Eu fui roadie da banda deles, Lados opostos, por dois anos. Eles sempre batalharam, sempre colocaram a cara a tapa no meio musical e nunca ficaram choramingando. Ao invés de reclamar, eles trabalham. E para viver de música, amigos leitores, trabalha-se muito mais que um engravatado de escritório. Eles hoje têm uma escola de música e não ficam reclamando. Reclama,claro, do mercado que a mídia coloca no meio musical,mas isso é fora dos poderes deles. O que eles podem fazer,fazem. 


Vejo o exemplo de um amigo meu, o produtor Paulo Anhaia. O cara fez curso,se especializou em produção musical. ele vive disso e hoje é um dos mais respeitados produtores do Brasil. Ele ficou reclamando? Não, ele correu atrás. Ele se reciclou, se atirou de cabeça com muita dedicação e estudo. Foi pelo lado musical de outra forma. Eu o conheci como baixista da banda MonsteR, e depois fui descobrir sua trajetória com produtor(não ficarei fazendo propaganda, faça uma breve pesquisa no Google que vão encontrar Anhaia). Hoje, os Workshop de Anhaia são disputados a tapa, com um número altíssimo de pessoas procurando aprender com o grande MonstrO(perdoe-me pelo trocadilho)


Ainda digo mais. Anderson Carlos, meu "irmão"- como todos diziam- no tempo de Holy Sagga(ou apenas Sagga para quem acompanhou desde o início). Ele foi para o lado de agendamento de shows, imprensa, assessoria. Tudo isso envolvido no meio musical. Agora eu digo,ele ficou chorando ou trabalhou para isso? A resposta é meio óbvia não é?


Portanto , músicos e aspirantes do meu Brasil,parem de reclamar. Quem realmente faz música boa não precisa de mídia. Vide Velhas Virgens, que até hoje é uma banda independente , são 30 anos de estradas e nunca ficaram chorando, sempre trabalhando para isso. Vão trabalhar um pouco, fazer seu trabalho e sair divulgando. Ora, cedo ou tarde, o retorno virá. E sucesso não quer dizer vender um milhão de Cd´s. Sucesso é ter seu trabalho reconhecido e admirado por todos. 


Viver de música, só pra quem faz música. Fica a dica. 



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mudanças

Boa tarde amigos.

Estou com esse post para informar que o Quarto Poder passará por algumas mudanças. Dentre elas na linha editorial e, para a minha alegria, passará a ter um domínio .com.br para assim dar mais credibilidade ao blog.

Quero agradecer as 27 mil visitas que o Quarto Poder teve durante 2012. Ainda quero dizer muito obrigado quem elogiou,quem fez críticas ou apenas divulgou seu material. Só assim eu consigo ver meus erros e continuar com os acertos.

Em breve um novo formato,uma nova linha editorial e um trabalho mais sério, pois terei tempo para dar exclusividade ao conteúdo.

Um abraço


O Fracasso subiu à cabeça




Via Crônicas do Motta



Há quem enxergue na humildade uma virtude. A maioria dos políticos, porém, despreza esse entendimento. São poucos os que deixam transparecer em público a modéstia e, por outro lado, muitos preferem mostrar uma personalidade forte que muitas vezes é pura arrogância mesmo.

O caso do prefeito paulistano Gilberto Kassab é emblemático.

Surgido no meio político do nada, ungido à condição de alcaide por obra do padrinho José Serra, Kassab é hoje figura nacional menos pelo que realiza na prefeitura paulistana e mais por ter fundado um "partido" extremamente maleável, propício a se dar bem em qualquer um desses inúmeros balcões de negócios que prosperam pelo país afora.

Talvez por isso, por estar praticamente desligado da administração da cidade, Kassab esteja tão por fora do que ele próprio faz ou deixa de fazer.

 E isso explica o fato de ter-se dado uma nota 10 como gestor da megalópole, quando até o momento cumpriu apenas 30% de seu programa de governo.

Não se sabe ainda se a nota autoconferida foi um ataque de imódestia ou reflexo de algum problema mental até então ignorado.

De todo modo, a autoavaliação do prefeito deixou muita gente atônita.

Se o seu exemplo for seguido, se outros administradores públicos tiverem a mesma avaliação sobre o seu trabalho, o Brasil está irremediavelmente perdido.

As pessoas costumam definir quem muda de comportamento quando melhoram de vida dizendo que "o sucesso subiu à cabeça".

Kassab, ao contrário, é um dos casos pitorescos de quando, em vez do sucesso, o fracasso sobe à cabeça.

Nota do quarto poder - Lembrem-se, se KAssab fez o que fez em São Paulo, é culpa de Serra, que o deixou como vice.

domingo, 8 de julho de 2012

PSDB apoia golpe no Paraguai e assina atitude contra democracia


O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR) foi ao Paraguai dar total apoio ao golpista
Frederico Franco, que está no lugar do presidente eleito Fernando Lugo. O parlamentar brasileiro avisou ao líder do governo, ilegítimo sob o ponto de vista da comunidade internacional, que vai lutar contra a decisão de suspender Assunção do Mercosul.

Isso mostra que o PSDB é sim, contra a democracia e que pelo partido,seria ótimo se isso ocorrece no Brasil. O PSDB, que está sem rumo desde que perdeu no segundo pleito de Lula, parece atirar para todos os lados.

O PSDB está cada vez mais caindo na própria armadilha. “Se os advogados do PSDB considerarem que é possível, vamos ao Supremo, pois o nosso partido repudia o fato de alguns países não reconhecerem a posição majoritária do parlamento paraguaio, referendada pela Suprema Corte, e também as sanções que representam uma afronta à soberania do país. Consideramos a represália no Mercosul uma afronta à soberania paraguaia. Cada nação deve decidir sobre seu destino, e o Congresso é a sua representação mais popular”, afirmou Dias, segundo registro publicado em sua página na internet.

É, e é isso que está tentando entrar na presidência, junto com Aécio Neves. Ainda bem que o Brasil está mais racional, e essa corja de bandidos não pisará na presidência por um bom tempo...

com informações da Rede Brasil Atual

terça-feira, 12 de junho de 2012

Alckmin mostra a verdadeira preocupação com a população de baixa renda de SP


Por essa, nem o mais direitista do PSDB esperava. Geraldo Auschwitz, governador do Tucanomedistão também conhecido por São Paulo, foi à justiça contra a distribuição de remédios gratuitos.

Veja trecho da matéria do site Brasil 247

No ano passado, o Tribunal de Justiça negou recurso ao Estado em nove casos envolvendo a distribuição gratuita do medicamento. Este ano já são seis os casos perdidos pelo governo paulista para o tratamento. Em 2010 foram sete recursos negados.
Levantamento da Secretaria da Saúde concluiu que com os cerca de R$ 700 milhões gastos por ano com as decisões judiciais que obrigam o Estado a custear medicamentos seriam suficientes para construir um hospital por mês. Segundo Alckmin, a judicialização da saúde é uma distorção do conceito da universalidade. O mesmo argumento é usado pelos procuradores do Estado nos recursos de apelação endereçados ao tribunal.

Agora a pergunta. Onde está a cabeça do paulistano em eleger essa coisa de PSDB por 20 anos? Será que o cidadão do estado de SP realmente é elitizado, com plenas condições de comprar todos os remédios, pagar pelos pedágios, pela falta de estrutura etc?

Ao menos a justiça paulista não se sensibiliza com o governador e continua dando liminares para a distribuição dos remédios gratuitos.  Os juízes pensam que a vida em primeiro lugar é muito mais importante do que o orçamento do estado.

Geraldo Alckmin, que já será indiciado pela ONU por conta do massacre de Pinheirinho, agora poderá responder na OMS por omissão.



Censura do PSDB leva à renúncia coletiva na Biblioteca Nacional




Os dez membros do conselho editorial da Revista de História, publicada pela Biblioteca Nacional, anunciaram nesta segunda-feira (11) que renunciam aos seus cargos. O pedido foi anunciado em uma carta assinada pelos dez intelectuais, entre professores e escritores, que compunham o colegiado.

Nomes como Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Lília Moritz Schwarcz, professora da USP e Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense, alegaram conflitos com Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da Sabin (Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional) que gere os recursos que permitem publicar a revista.

As rusgas entre o conselho e a presidência da sociedade vêm sendo expostas desde a demissão do editor Luciano Figueiredo, supostamente (?) por retaliação política.

Os conselheiros já haviam ameaçado renunciar após a Sabin demitir Figueiredo "por razões administrativas internas" não especificadas, sem consultar o conselho.

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista.

Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'".

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política (faz-me rir...).

Folha de SP/ Blog Esquerdopata

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Os três equívocos da “grande imprensa”

por Marcos Coimbra

A cobertura de nossa “grande imprensa” da atualidade política gira em torno de três equívocos. Por isso, mais confunde que esclarece.

Os três decorrem da implicância com que olha o governo Dilma Rousseff, o PT e seus dirigentes. A mesma que tinha em relação a Lula quando era presidente.

Há, nessa mídia, quem ache bonito – e até heróico – ser contra o governo. E quem o hostilize apenas por simpatizar com outros partidos. Imagina-se uma espécie de cruzada para combater o “lulopetismo”, o inimigo que inventaram. Alguns até sinceramente acreditam que têm a missão de erradicá-lo.

Não é estranho que exista em jornais, revistas, emissoras de televisão e rádio, e nos portais de internet, quem pense assim, pois o mundo está cheio deles. E seria improvável que os empresários que os controlam fossem procurar funcionários entre quem discorda de suas ideias.

Até aí, nada demais. Jornalismo ideológico continua a ser jornalismo. Desde que bem-feito e enquanto preserve a capacidade de compreender o que acontece e informar o público. O problema da “grande imprensa” é que suas antipatias costumam levá-la a equívocos. Como os três de agora. Vejamos:

O Desespero de Lula

Pode haver suposição mais sem sentido do que a de que Lula esteja “desesperado” com o julgamento do mensalão?

Ele venceu as três últimas eleições presidenciais, tendo tido na última uma vitória extraordinária. Só ele se proporia um desafio do tamanho de eleger Dilma Rousseff.

Hoje, em qualquer pesquisa sobre a eleição de 2014, atinge mais de 70% das intenções de voto, independentemente dos adversários.

Seu governo é considerado o melhor que o Brasil já teve por quase três quartos do eleitorado, em todos os quesitos: economia, atuação social, política externa, ecologia etc. (sem excluir o combate à corrupção).

O mensalão já aconteceu e foi antes que galvanizasse a imagem que possui. Lula tem, portanto, esse conceito depois de passar pelo escândalo. O ex-presidente não tem nenhuma razão para se importar pessoalmente com o julgamento do mensalão. Muito menos para estar “desesperado”.

O que ele parece estar é preocupado com alguns companheiros, pois sabe que existe o risco de que sejam punidos, especialmente se o Supremo Tribunal Federal for pressionado a condená-los. Solidarizar-se com eles – e fazer o possível para evitar injustiças – não revela qualquer “desespero”.

A Batalha Paulista

Não haverá um “enfrentamento decisivo” na eleição para prefeito de São Paulo. Nada vai mudar, a não ser se a gestão local, se José Serra, ou Fernando Haddad, ou Gabriel Chalita sair vitorioso.

Como a “grande imprensa” está convencida de que José Serra vai ganhar – o que pode ser tudo, menos certo -, a eleição está sendo transformada em um “teste” para Lula, o PT e o governo Dilma. Ou seja, quem “nacionaliza”a disputa é a mídia. Apenas porque acha que Haddad vai perder. Se Serra vencer, o PSDB não aumenta as chances de derrotar Dilma (ou Lula) em 2014. Caso contrário, terá sua merecida aposentadoria. O melhor que os tucanos podem tirar da eleição paulista é a confirmação da candidatura de Aécio Neves.

Quanto ao PT e ao PMDB, vencendo ou perdendo, saem renovados. No médio e no longo prazo, ganham. Por enquanto, a mídia está feliz. Cada pesquisa em que Haddad se sai mal é motivo de júbilo, às vezes escancarado. Quando subir, veremos o que vai dizer.

É a Economia, Estúpido

Sempre que pode, essa mídia repete reverentemente a trivialidade que consagrou James Carville, o marqueteiro que cuidou da campanha à reeleição de Bill Clinton.

Lá, naquele momento, foi uma frase boa.

Aqui, não passa de um mantra usado para desmerecer o apoio popular que Lula teve e Dilma tem. Com ela, pretende-se dizer que “a economia é tudo”. Que, em outras palavras, a população, especialmente os pobres, pensa com o bolso. Que gosta de Lula e Dilma por estar de barriga cheia.

Com base nesse equívoco, torce para que a “crise internacional”ponha tudo a perder. Mas se engana. É só porque não compreende o País que acha que a economia é a origem, única ou mais importante, da popularidade dos governos petistas.

Nos últimos meses, a avaliação de Dilma tem subido, apesar de aumentarem as preocupações com a inflação, o emprego e o consumo. E nada indica que cairá se atravessarmos dificuldade no futuro próximo.

Lula não está desesperado com o julgamento do mensalão. Se Serra for prefeito de São Paulo, nada vai mudar na eleição de 2014. As pessoas gostam de Dilma por muitas e variadas razões, o que permite imaginar que continuarão a admirá-la mesmo se tiverem de adiar a compra de uma televisão.

Pode ser chato para quem não simpatiza com o PT, mas é assim que as coisas são.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aécio Neves cai na própria armadilha


O presidenciável Aécio Neves, Senador eleito por Minas Gerais que trabalha pelo Rio de Janeiro, é o principal garoto propaganda dos tucanos. Em nova propaganda partidária – que a Globo fez questão de passar em horário nobre e negando a veiculação da propaganda do PT – o Senador fala em ética e sonho. Mas esquece de olhar para o próprio partido.

Não precisamos ir muito longe. Aécio Neves foi o principal defensor de Demóstenes Torres, envolvido até o talo com o caso de Carlinhos Cachoeira, que vendia licitações, pautava a Veja ,dentre outros crimes.

Mais exemplo?

Aécio Neves esqueceu de olhar para dentro do próprio partido,antes de falar em ética. Esqueceu que Marconi Perrillo, governador de Goiás pelo PSDB, é o principal envolvido do partido com o mesmo caso de Carlinhos Cachoeira.

A falta de linearidade no discurso vazio do Senador leva um racha dentro do partido. Ele já se coloca com o principal candidato, mas todos sabem que José Serra vai entrar pesado na disputa, mesmo sendo eleito prefeito de São Paulo.

Mas voltemos ao discurso sem conteúdo de Aécio...

Ele fala em ética, que o governo possa valorizar cada centavo do dinheiro público, mas esquece que seu trabalho como governador de Minas Gerais foi um fiasco sem tamanho(já relatado NESTE TEXTO).
               
Aécio diz que precisa ter coragem para enfrentar os problemas, e que o PSDB acredita muito nisso. Diga-me, então por que na época de Fernando Henrique Cardoso, uma crise no México tirava US$20 bilhões e o Brasil era dependente do FMI?  Quando veio uma crise mundial, onde 98% dos países capitalistas sofreram, o Brasil apenas cresceu, e não podem falar que isso foi continuidade do governo FHC.

 Senador, melhor para com a bebedeira, ou com o pirlimpimpim. 

Ele esquece que, quando governador, conseguiu a proeza de aumentar para 11% o número de escolas estaduais sem biblioteca.  Lembrando que apenas 35% das crianças mineiras com idade até 6 anos frequentam alguma instituição de ensino.
               
 Mais um pouco,Senador?

O Estado de Minas Gerais, quando comparado à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola de Ensino Médio: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências.

O governo de Minas Gerais, em sua gestão e seu sucessor, congelou as carreiras dos profissionais de educação até 2015. Que belo exemplo para quem quer ser presidente...

Aécio Neves deveria ficar mais tempo sóbrio, pois assim sendo o PSDB vai continuar perdido na oposição.

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