quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Marilena Chaui 2: Serra ameaça liberdade de expressão e de imprensa

Uma professora da USP( administrada pelo PSDB) falando sobre Serra. Ela sofre na pele esse (des)governo em SP.

Vamos abrir o olho gentarada!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Maníaco da Mooca vai concorrer a Prefeitura de SP

Volto para o povo, pois dele eu vim



O Maníaco da Mooca, também conhecido por Zé Pedágio, mas nas urnas se inscreve como Jose Serra, decidiu concorrer à prefeitura de Tucanomedistao, mais uma vez. Quem confirmou foi o seu filho bastardo Kassab, em um evento na Zona Leste da capital tucana.

Ou seja, diversão e mentiras virão por ai minha gente. 

O PT que iria concorrer contra o PCdoB, PDT, PPS, PSDB/DEM , agora ganha mais adversários. Rede Globo, Folha de SP e Estadão.

Com medo de perder espaço no partido, sabendo que em 2014 Aecinho Malvadeza estah sendo preparado para apanhar concorrer contra Dilma, o Tucano não viu outra saída.

Sem apoio de FHC, que resolveu dar as caras depois de gaga, sem apoio nem de aliados como o Nazi governador Geraldo Alckmin, Serra só restou isso ou vereador, o que fica mais provável para ele ganhar.

Certamente, as antas o eleitor de São Paulo vai esquecer que ele abandonou a prefeitura depois de um ano e quatro meses de mandato, vai esquecer que ele deixou uma herança chamada Kassab, e certamente nem vai ligar que sua filha consegue enriquecer mais de 200%  toda vez que seu pai tem um cargo publico.
Vamos ver até onde vai a piada.  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dono do jet ski é barão do lixo ligado ao PSDB

Máquina pertence à família do empresário José Cardoso, que pretendia disputar a prefeitura de Suzano em 2012 com apoio de Alckmin; seu lixão coleciona multas por irregularidades e agora ele pode ser indiciado por homicídio doloso, já que emprestou o aparelho, que matou Grazielly, ao afilhado.

Por Brasil 247


A polícia de Bertioga, no litoral de São Paulo, divulgou nesta quarta-feira o nome do dono do jet ski que matou uma menina de três anos no último final de semana. Ele pertence à família do empresário José Augusto Cardoso, o Zé Cardoso. Ele emprestou a máquina ao afilhado, um adolescente de 14 anos, que supostamente a pilotova no momento do acidente que matou Grazielly.

O governador Geraldo Alckmin estudava apoiar Zé Cardoso para disputar a eleição municipal de Suzano este ano, pelo PSDB. O vice-presidente Nacional do PSDB e secretário de Estado de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, no entanto, se mostrou contra a nomeação. Para ele, o partido deveria lançar Paulo Tokuzumi. Um dos principais motivos pela resistência é que Zé Cardoso está com seu aterro fechado por determinação da Cetesb e da Justiça há meses e tem recebido uma multa atrás da outra por irregularidades diversas no aterro Pajoan de Itaquá

Na semana passada, a última multa recebida pelo Pajoan chegou a R$ 900 mil. Agência regional da Cetesb constatou que a empresa de Cardoso vinha recebendo novas cargas de resíduos sólidos, provenientes da coleta pública, em descumprimento à interdição imposta judicialmente desde maio do ano passado, conforme denúncia feita pela Diocese de Mogi das Cruzes. A Companhia também cancelou a autorização provisória para a área de transbordo que estava sendo utilizada pela empreiteira para transportar cerca de 250 toneladas de resíduos de Poá e Itaquaquecetuba para o encaminhamento a aterros sanitários licenciados.

Zé Cardoso pode agora ser indiciado por homicídio pelo caso Grazielly. A menina de três anos havia chegado à cidade na sexta-feira (17) junto com um grupo de dez pessoas, entre familiares e amigos, da cidade de Artur Nogueira, também no interior paulista. Era o primeiro passeio dela na praia. Ela fazia castelos de areia com a mãe na beira do mar quando foi atropelada pelo veículo em alta velocidade que saiu da água. O adolescente, segundo testemunhas, fugiu do local sem prestar socorro.

Alckmin e Nahas podem responder por crime contra humanidade, diz procurador




O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe avalia que toda o processo judicial que resultou no despejo de milhares de pessoas da comunidade ocupada do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, tinha como objetivo beneficiar o megaespeculador Naji Nahas e, por isso, o Tribunal Penal Internacional tem de expedir mandados de prisão contra Nahas e o governador Geraldo Alckmin, além do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori.

Felippe analisou a documentação sobre o processo de falência da empresa Selecta, de Nahas, proprietária do terreno e beneficiária da reintegração de posse efetivada de forma violenta pela PM paulista no dia 22 de janeiro, com apoio da Guarda Civil Metropolitana de São José dos Campos.

Para o representante do ministério público, que já ocupou o cargo de procurador geral do Estado na gestão do governador Mário Covas, o trio deve responder por crimes cometidos contra a humanidade.

Rede Brasil Atual

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Folha burra. Leitores idem



renegar Conjugar

v. tr. e intr.
1. Deixar o seu partido ou a sua religião por outra; abjurar.
2. Execrar, odiar.
3. Trair, desmentir.
4. Repelir com desprezo.
renegar Deusblasfemar.


negar - Conjugar
v. tr.
1. Afirmar que (uma coisa) não existe ou não é verdadeira.
2. Recusar.
3. Não confessar (culpa ou delito).
4. Proibir, impedir.
5. Rejeitar.
6. Repudiar, não reconhecer.
v. intr.
7. Dizer que não.
v. pron.
8. Não querer fazer.
9. Escusar-se, recusar-se.

Minha torcida para o carnaval


Avante Bixiga.
Canta Saracura!
Vai-Vai na avenida
Povo na rua

Torço pela Vai-Vai. Já desfilei pela Vai-Vai e sei que um dia desfilarei novamente pela escola.

Em Resumo, mesmo  a Gaviões fazendo a homenagem ao Maior de Todos, Lula, é a Gaviões, então torço pelo seu rebaixamento e pelo 15º Título de minha escola querida do coração, que fará uma homenagem às mulheres do Brasil.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Diretor de jornal de esgoto de Foz é condenado a seis meses de prisão

O diretor do “jornal” O Iguassu, José de Oliveira Reis Neto, vulgo Cazuza, foi condenado a seis meses e 15 dias de prisão por injúria. Por que escrevo isso?

Bem, foi esse mesmo senhor, que também é presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) de Foz, quem pediu para tirar o post aqui no mesmo blog que eu denuncio um escrivão da polícia civil que pediu propina, e um amigo dele advogado(sem OAB) que pagou.

Segundo o pr`oprio senhor, atraves de sua rede social "Informo a meus amigos que estão me ligando para saber sobre minha recente condenação em ação que moveu o Língua di Trapo e na qual fui declarado ausente no dia do julgamento, que a referida decisão não está transitada e julgada, e dela cabe recurso".


Ai vem o caso.  O cara pede para eu blindar pessoas em uma denuncia de propina, é condenado por injúria... Imagine que bela pessoa este é.

Print de um de seus comentários no Facebook



Segundo o próprio Cazuza, não é a primeira condenação. E certamente, não será a última.

A sim, a pena será revertida em trabalhos comunitários, mas caso seja condenado em segunda instância, não terá o mesmo benefício. Pois é, na mídia, até em Foz, os mal-feitores ainda tomam conta. 

Tivemos uma discussão em um grupo no Facebook. E eis que me surge um pequeno alerta


Print de uma mensagem PARTICULAR encaminhada a mim

O Mito do Mensalão

É irreal a propagada urgência para evitar a prescrição do mensalão; rotular os ministros do STF como partidários da acusação ou da defesa é ofensivo.
Platão, no seu mito da caverna, descreve uma situação muito próxima ao modo que uma parcela da nossa sociedade enxerga a ação penal número 470 do Supremo Tribunal Federal, conhecida como processo do mensalão.

Na alegoria criada pelo filósofo, um grupo de indivíduos, dentro de uma caverna, olhava exclusivamente as imagens das sombras que, trazidas pela luz do mundo exterior, eram refletidas, trêmulas, nas paredes de pedra. Todos pressupunham que aqueles espectros traduziam a realidade e ninguém olhava para fora da caverna, onde a vida se desenvolvia de fato.

Com a proximidade do julgamento, as sombras do mensalão estão assumindo ares de realidade, enquanto o processo, as provas, as nossas leis e os princípios constitucionais desaparecem de vista.

De início, nada mais irreal do que a tão propagada urgência na decisão para se evitar a prescrição. A pressa é tanta que até mesmo a manifestação de um ministro no sentido de que pretende ler o caso é vista como algo capaz de caducar toda a acusação.

Isso não faz sentido algum, já que basta abrir o Código Penal para ver que a próxima data de prescrição ocorrerá somente no ano de 2015.

Os ministros do STF também são alvos de visões distorcidas. Desde o início do caso, antes da produção das provas, foram levianamente rotulados como partidários da acusação ou da defesa.


Após essa absurda classificação, campanhas foram iniciadas com o fim de se evitar a aposentadoria dos julgadores tachados como pró-condenação. Nada pode ser mais ofensivo e desrespeitoso com a trajetória dos atuais ministros, que, sem exceção, não cometem pré-julgamentos. Ao contrário: eles decidem com base nas provas, sempre respeitando a presunção de inocência e a ampla defesa.

Para quem quiser comprovar essa grata realidade, basta ligar a TV ou acessar a internet. Os julgamentos são transmitidos ao vivo e as decisões são disponibilizadas na íntegra no site do tribunal.

Mas o status máximo de mito do processo do mensalão veio com as recentes declarações de alguns destacados magistrados de segunda instância, especulando que a ampla divulgação pela mídia das investigações do Conselho Nacional de Justiça têm como causa a iminência do julgamento.

Sem um único indício ou argumento lógico, especulou-se publicamente que as divergências internas do Poder Judiciário poderiam ser geradas por interessados em pressionar o STF na decisão de sua ação penal mais famosa. Parece que tudo pode ser livremente atribuído ao processo do mensalão, com a mesma tranquilidade com que se dizia, diante de um nó em crina de cavalo, que "foi obra do Saci".

Um mito é sempre superdimensionado. Valendo a regra, dizem que a ação do mensalão irá nos brindar com o julgamento da "era Lula". Isso pode soar grandioso, mas não é verdade, pois o ex-presidente já foi julgado politicamente nas eleições de 2006 e 2010. E, principalmente, porque o objeto do processo são os fatos narrados na denúncia e as provas produzidas com as garantias próprias de um Estado democrático de Direito.

Enquanto o mito do mensalão é interpretado em sombras cada vez mais desencontradas, o processo judicial que representa a realidade dos fatos é ignorado.

Aqueles que bradam pela condenação querem distância das provas estampadas na ação penal, que sempre foi pública e está digitalizada. Sem deturpações, é fundamental para a democracia brasileira que o debate sobre o julgamento da ação penal número 470 seja feito com responsabilidade, para que a nossa sociedade se torne cada dia mais preparada para enxergar a justiça.

JOSÉ LUIS OLIVEIRA LIMA e RODRIGO DALL'ACQUA

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como funciona o tratamento de movimentos sociais nas redações

Isso é algo que todo mundo precisa saber. Eu já trabalhei em jornais diários e, infelizmente, todos tucanos. Existe um manual de redação para escrita jornalística, e todos os jornais têm um manual interno.
Dou o exemplo agora. Com a vitória de Dilma, os jornais se recusam a usar o termo presidenta. Quem usa, é taxado de governista. Porém, sabemos que a mídia brasileira (Veja, Folha, Globo, Estadão, Estado de Minas) é partidária do PSDB.
Dentro das redações, recebia “avisos”, falando para evitar comentar tal assunto, não citar outros assuntos e sempre que possível, voltar ao assunto para denegrir a imagem de “X”.
Mas tenho que ser claro, nunca me obrigaram a escrever nada. Mas modificavam meu texto, e assim meu nome não saia na matéria. 


Dez regras da grande imprensa ao abordar movimentos sociais

Por Osvaldo da Costa, na Adital

Convenções básicas (quem não cumprir está sujeito à demissão):

1ª) Toda ocupação de terra deve ser chamada de invasão
Ao invés de usar o termo adotado pelos movimentos sociais, "ocupação" – manifestação de pressão para o cumprimento da Constituição pelo Estado e denúncia da existência de latifúndios –, é mais eficiente para o objetivo de defesa do princípio da propriedade privada a utilização da palavra "invasão" – tomar para si pela força algo que não lhe pertence.

Dessa maneira, implicitamente, estamos dizendo que discordamos dessa prática e a consideramos ilegal, e conseguimos gerar a sensação de pânico generalizado em todos os donos de propriedade, sejam elas rurais e produtivas, ou até mesmo propriedades urbanas.

Observação: essa regra não é generalizável. Para os casos em que os Estados Unidos invadem países, destroem a infra-estrutura e matam a população, deve-se utilizar o termo "ocupação".

2ª) Regra do efeito dominó: fale só do maior para bater em todos
O acordo da grande imprensa é manter somente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na pauta dos noticiários, e evitar sempre que possível falar da existência de outros movimentos sociais. Para isso, quando se tratar de movimentos do campo, basta usar sempre a expressão genérica "movimento dos sem-terra", ou falar dos "sem-terra", sem mais detalhes.

Se a pauta exigir o detalhamento do movimento, recomenda-se associá-lo sempre ao alvo principal, com expressões como "movimento dissidente do MST".

Essa regra ainda colabora para a desunião entre os movimentos, pois os menores se incomodam pela invisibilidade e pelo fato de terem suas ações relacionadas sempre ao MST.

3ª) Reforma Agrária deve ser tratada como questão de polícia
Movimentos sociais e reforma agrária devem, sempre que possível, ser tratados na página policial, no caso de jornais impressos, e no bloco do crime e dos desastres, no caso dos telejornais.

Caso não seja possível enquadrá-los na seção policial ou em espaço próximo, use títulos para editorias que lembrem o belicismo, como "campo minado". Não importa o que diga sua matéria, os títulos devem falar por ela, mesmo que não tenham relação com o conteúdo. Use tons sensacionalistas e fatalistas.

4ª) Nunca divulgue os artigos progressistas da Constituição Federal
Os artigos da Constituição Federal que tratam da função social da terra, que integram o código agrário – 184 a 191 – nunca devem ser mencionados em reportagens sobre os movimentos sociais, para evitar a compreensão de que a ação de invasão de terras pode ter algum respaldo legal.

É sempre recomendável lembrar da lei de Segurança Nacional e da necessidade de uma legislação contra o terrorismo no Brasil. O termo "Estado de Direito" é ideal para isso. Considere qualquer manifestação uma afronta ao Estado de Direito, mesmo que ele seja apenas o Direito do Estado.

Se falar do Estado de Direito e suprimir os artigos progressistas da Constituição não for suficiente, convém colocar as reportagens próximas à cobertura de ações terroristas ou, levantar a suspeita de que há relação do movimento social com uma organização terrorista ou guerrilheira estrangeira.

Conjunto de regras para serem selecionadas e aplicadas conforme a conjuntura exigir:

5ª) Levante a bola para o oportunista de plantão
Não é verdade que o papel da imprensa é apurar a verdade dos fatos. Todo aspirante deve saber que a imprensa tem poder para gerar os fatos.

Além disso, apurar fatos implica em sair da sua cadeira e nem todos eles podem ser apurados por telefone. Basta fazer uma reportagem suspeitando de algo, e procurar um oportunista que queira protagonizar a indignação pública para a suspeita ganhar dimensão de notícia.

Sempre há alguém à disposição esperando para se deslumbrar com as luzes dos holofotes. O exemplo bem sucedido mais recente foi o caso da requentada pauta da suspeita da legalidade do financiamento público para cooperativas da reforma agrária, em que o presidente do Superior Tribunal Federal (STF) desempenhou o papel de porta-voz da bancada ruralista, dando respaldo para a suspeita, e de quebra, aproveitando para atacar o governo federal.

Se não houver ninguém do Judiciário ou algum deputado, não importa, qualquer um, sem nunca ter ido a um assentamento ou acampamento pode ser transformado em "especialista" em questão agrária: sociólogos, filósofos e até jornalistas.

6ª) Nem sempre devemos apurar os dois lados da notícia
Quando já conseguimos incutir um pré-julgamento na opinião pública sobre o caráter marginal das ações dos movimentos sociais, podemos reforçar essa opinião entrevistando somente o lado agredido pelas ações, as vítimas dos movimentos. Fica implícita a informação de que, como os integrantes dos movimentos são foras da lei, quem deve escutá-los é a polícia e o poder judiciário. Se ainda assim tiver que ouvi-los, seja breve e descontextualize a frase.

7º) Não deve existir noção de historicidade, nem de causa e conseqüência em nossas reportagens
Não abordar as razões da ação dos movimentos sociais, evitar a divulgação da nota à imprensa. Não importa há quanto tempo às famílias estejam acampadas, quais promessas foram feitas pelo governo, se a terra é do banqueiro que saqueou os cofres públicos ou do coronel que vive do trabalho escravo. Se detenha nas conseqüências da ação.

8°) Dramatização da repercussão das ações dos movimentos sociais
Retire o foco das motivações estruturais e causas históricas e centre a abordagem nas conseqüências para os indivíduos donos ou empregados das propriedades invadidas ou atacadas.

– fale do prejuízo econômico para o proprietário, e se possível faça uma entrevista com o mesmo ou com um familiar próximo para mostrar a comoção da família diante do ataque bárbaro. É importante mostrar o estado de choque emocional, e o ideal é que a pessoa esteja chorando.

– surte grande efeito a entrevista com trabalhadores da fazenda ou da empresa. O maior exemplo é o caso da ação no horto da multinacional Aracruz no Rio Grande do Sul, em que uma técnica de laboratório se fez passar por pesquisadora e, em prantos (!), afirmou que a destruição das mudas de eucalipto acabou com mais de vinte anos pesquisa.

Nesse caso, as reportagens conseguiram colocar os movimentos sociais como contrários à ciência e ao desenvolvimento tecnológico, evitando a pauta concreta da ação, que se centrava na expansão ilegal das terras da empresa e na depredação da natureza com o monocultivo de eucalipto.

9ª) Campanha de desmoralização permanente dos movimentos sociais
É sempre bom manter semanalmente pautas de desgaste aos movimentos sociais, mesmo que não haja uma ação que renda manchete. Nesses casos, a regra é trabalhar com associação, encaixando uma reportagem que fale sobre um movimento após ou entre matérias que falem, por exemplo, de casos de corrupção no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), venda de terra e desmatamento em assentamentos da Amazônia Legal, etc.

Bata nas mesmas teclas, insista nas mesmas teses permanentemente, mesmo que elas já tenham sido usadas antes. Insista, por exemplo, que o MST irá romper com o Governo Lula desta vez, mesmo que o movimento afirme e demonstre desde o primeiro dia de governo que nunca esteve atrelado.

E quando não for possível tomar como alvo os movimentos sociais, vale mirar nas bandeiras de luta deles, alegando estarem ultrapassadas, deslegitimando-as como parte da solução atual para os problemas do país. Nesse caso, pode-se até reconhecer o valor histórico que bandeiras como reforma agrária cumpriram no Brasil e em outros países, mas deve-se usar essa manobra apenas para recusar essas propostas no presente.

10ª) É fundamental saber manipular a dimensão subjetiva do telespectador ou do leitor
Não é apenas com a manipulação dos fatos e com a edição das entrevistas que podemos influenciar na interpretação que os nossos consumidores farão. Na TV, a expressão facial e o tom de voz dos repórteres, dos comentaristas e, sobretudo, dos âncoras, é determinante. A adoção do semblante sério e do tom de voz grave deve indicar a importância do tema.

Além da performance dos jornalistas como atores, é recomendável que o pano de fundo do cenário também traga imagens que gerem medo e desconfiança. O exemplo do Jornal Nacional é o mais ilustrativo: para falar da reforma agrária e dos movimentos que lutam por ela: aparece uma cerca rompida e três vultos disformes – "afinal não são pessoas, são sombras" –, empunhando ferramentas de trabalho como se fossem armas, numa ação de invasão da propriedade (e da casa do espectador).

Inúteis em Brasília escolhem esgoto como melhor informação

Folha de São Paulo é a principal fonte de informação dos deputados, aponta estudo


C-se


Mariana Carvalho
O levantamento realizado pelo instituto FSB Pesquisa mostrou que o jornal que mais serve como fonte de informação para os deputados federais é a Folha de São Paulo. Em segundo lugar aparece o carioca O Globo e, em seguida, O Estado de São Paulo, Correio Braziliense e Valor Econômico.

A Folha foi citada por 78% dos congressistas, aumento de seis pontos percentuais em relação ao ano anterior. Isso quer dizer que quando questionados sobre "quais são os jornais de sua preferência?", a maioria citou o jornal paulista.

Foram entrevistados 209 dos 513 deputados federais nos dias 13 e 14 de dezembro de 2011. A seleção dos congressistas foi aleatória, respeitando a proporcionalidade dos partidos.

As operações do Grupo Folha na internet também lideram na preferência dos deputados pela busca de fontes de informação. Os portais Folha.com e UOL têm 66% de citações na pesquisa.Com menos da metade, com 31%, aparece o site G1, das Organizações Globo. O Portal Terra tem 21%. A operação online do Estadão tem 10%. O IG completa a lista, com 9%.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O "teste" de Aecinho é a ruína tucana

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A política sempre teve um que de intriga e perversidade, mas os tucanos, reconheça-se, levam este desvio ao “estado da arte”.

Fernando Henrique, há tempos, aproveitando-se do "emparedamento" de José Serra, que vê se esfarelar sua base de apoio em São Paulo, está reconstruindo seu papel no partido e, sobretudo, lustrando seu ego ferido pelo tratamento de "lazarento" que teve nas últimas campanhas presidenciais.
Como um homem de sua genialidade, brilho e quase divindade pôde ter sido deixado quase escondido por suas criaturas? “Assim não pode, assim não dá”, para lembrar o bordão humorístico com que se o caricaturava.

Agora, ele abraça Aécio, proclamando-o favorito na disputa interna do parti.

Mas, ao mesmo tempo, puxa-lhe as orelhas, dizendo que “está em testes”. Como “teste” significa possibilidade de provação, caso não agrade, o ex-governador de Minas fica na posição de agradar FHC.

E tentou, ontem, partindo ao ataque com declarações de que Dilma teria “desperdiçado” o primeiro ano de governo, por não enviar ao Congresso as “reformas” que o PSDB quer, aquelas que retiram direitos dos trabalhadores.

Mas Aécio não tem o perfil de pit-bull que a tucanada deseja. Os seus heróis, agora, são figuras do tipo de Sérgio Guerra e Álvaro Dias, cujo ódio figadal aos governos Lula-Dilma dispensa palavras, está expresso nos seus rostos.

Aécio não é homem de rupturas, é de pontes em todas as direções, desde que ele seja o centro. É só olhar sua história de alianças em Minas.

Vai esperar para ver o que acontece em São Paulo, por isso diz que a sua candidatura presidencial não está lançada. Um “racha” na direita paulistana, como se desenha, imobiliza a tucanagem de São Paulo na difícil missão de salvar seu ninho em 2014 e deixa Aécio de dono da bola emplumada.

Porque, como se sabe, 2014 será em Itaquera, não no Mineirão

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Folha de SP faz próprio ranking para ser líder dos jornais de esgoto

Folha “camufla” pesquisa e diz ser o jornal mais vendido do País


No último domingo, 5, a Folha divulgou uma matéria que dizia que a publicação foi líder nas edições impressas e digitais durante o ano de 2011. O jornal apontou que o resultado do estudo foi divulgado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), que contabilizou a produção de 297 mil exemplares diários do veículo.

O jornal que mais vendeu no Brasil, porém, foi o Super Notícia, sediado em Contagem (MG) e comercializado na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com dados consolidados IVC, oficialmente reconhecido como o responsável por fazer esse tipo de levantamento, a publicação mineira vendeu em média 300 mil exemplares diários no ano passado. A Folha, segundo o instituto aparece na segunda colocação, com 297 mil. O Globo figura em terceiro.

Para justificar a exclusão do Super Notícia, a Folha argumentou que em seu discurso só considerou “os jornais de prestígio, do segmento premium”. “Quando incluídos os jornais populares, o Super Notícia, tabloide de R$ 0,25 de Belo Horizonte, registra 300 mil exemplares na média do ano, 3.000 à frente da Folha, que tem preço de capa de R$ 3 (R$ 5 aos domingos)", conclui o jornal, finalmente citado que no geral, fica atrás do diário mineiro.

Ao falar em causa própria e construir sua lista – quem define o que é um “jornal de prestígio, do segmento premium"?

Do Portal Comunique-se

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O complexo de americano da Veja

Revista de jornalismo duvidoso faz matéria tendenciosa com pitacos de preconceito em defesa dos americanos

Sempre falo sobre como a grande mídia é vendida, como ela tem atitudes de partidos políticos, ao invés de fazer o trabalho de informar realmente, dentre outras coisas.  Bom, vou explicar como é feito isso.

Edição de número 2 254, de 1º de fevereiro de 2012.

Na sua capa, a Veja traz apenas três manchetes. Dentre elas, sobre a prisão de Guantánamo. “VEJA foi à base americana em Cuba ver o julgamento dos terroristas”.  Nessa manchete, já o primeiro erro. Se é um julgamento, pode ter provas que algum acusado não é um terrorista. Vale lembrar que existem provas que alguns que estão nessa prisão foram presos sem ter alguma prova concreta.

Mas vamos correr até a página 82. O titulo é “Guantánamo, a hora da verdade”, e sua linha fina “Começa a fase decisiva dos julgamentos dos chefes do terror islâmico, e o mundo espera que o tribunal militar americano concilie justiça com segurança”.

Nessa linha fina, já começa a intenção do preconceito para com o povo islâmico. A religião islâmica nada tem a ver com a violência. Pelo contrário, condena qualquer forma de violência, mais ainda a morte de outro ser humano. Quem conhece o mínimo dessa religião sabe que ela tem como principio a paz e harmonia entre os filhos do Deus que eles acreditam, Alá.

A revista, apenas em sua linha fina consegue ainda fazer valer aquela “esperança da justiça americana”, que encontramos tanto os filmes de Hollywood fazendo. “..., e o mundo espera que o tribunal militar americano concilie justiça com segurança”.

No segundo parágrafo, a Veja consegue ser mais bizarra ao comparar esses julgamentos ao julgamento de lideres nazistas. Sendo assim, comparar o povo “Islâmico” ao nazismo é uma maneira de colocar a justiça americana como salvadora do mundo. Coloco entre aspas porque não é o povo islâmico, da mesma forma que não é o povo católico ou o povo budista. Isso é uma questão de fé.

O terceiro nos traz a magnífica justiça americana, que encara essa guerra como uma realidade única. A do próprio Estados Unidos. Falam da ampla oportunidade de defesa como qualquer outra corte americana. Ainda afirmam que para um tribunal único, “...mas herdeiro das melhores tradições de justiça”.

A revista ainda gaba-se de estar em um grupo seleto de imprensa que pode acompanhar o julgamento de Al-Nashiri. A própria revista diz que acompanharam uma emissora de radio da Rússia, uma equipe de Tv do Paquistão, três jornais impressos, sendo apenas um americano e dois coreanos, agências de noticias da Arábia Saudita, Inglaterra, Franca e Espanha.

Isso comprova que a Veja trabalha favorecendo o governo estadunidense, pois seria impossível esse governo permitir que uma revista do Brasil entrasse em um julgamento correndo o risco de falarem algo contra as ações americanas. Sendo assim, a revista mostra que tem carta branca do governo, certamente em troca favorecendo as ações no Brasil co reportagens e noticias, sempre falando da magnífica justiça norte americana.

No decorrer da matéria, a revista faz o que tem de mais podre no jornalismo nacional. Distorção e opinião declarada. Lembramos que o jornalismo deve ser imparcial. A parcialidade forma, não informa. Fala sobre presos que foram declarados inocentes, sendo que um deles tinha apenas 14 anos, mas no final ela surpreende falando que a Anistia Internacional exagera na hora de falar da prisão, ...”com o exagero atroz que se tornou regra quando o objetivo é atacar os Estados Unidos, e não descrever uma situação real”, diz a revista.  A revista ainda abre parênteses para falar que a prisão era comparada ao Gulags, da União Soviética.

Ainda no mesmo parágrafo, mais declarações que o terrorismo e a religião islâmica são ligados. No inicio, falam de como a prisão melhorou,com prédios novos, novas acomodações e até os presos que  não se comportam bem podem assistir televisão, declarando até o numero de canais possíveis de assistir”inclusive a Al-Jazira na versão em inglês. Dentro dos benefícios, ela declara que “os presos, acusados de ações terroristas, podem ler o Corão”.

Minha pergunta para a revista é, quando um católico saiu matando muitos na Dinamarca foi chamado de desequilibrado. Se entrarmos em varias prisões no Brasil, veremos muitos evangélicos, mas todos ligados a religião crista. Por que estes são chamados de criminosos e os islâmicos de terroristas? Ligar uma religião a morte, principalmente de inocentes, é distorcer o que de fato a crença prega. É incitar o preconceito contra o povo Árabe (visitem Foz do Iguaçu e vejam quantos islâmicos vivem na cidade, tendo até uma linda mesquita por lá).

No parágrafo seguinte, a revista fala de como os réus em Guantánamo  terão mais direitos a defesa do que os nazistas (novamente a comparação com o nazismo). Explica que os nazistas não tiveram direito de defesa (as atitudes do nazismo têm alguma explicação?), não tiveram advogados e como a liberdade americana vai proporcionar.

A matéria ainda fala sobre como desde 2008 não chega nenhum preso, de como os julgamentos estão ocorrendo para assim a promessa de fechar a prisão, feita pelo então candidato Barack Obama, estah mais próxima do que nunca. E ainda lembrou que Obama tem um prêmio Nobel da paz.

Falou de apenas seis casos de suicídio e de um preso morto no chuveiro, “provavelmente de ataque cardíaco depois de malhar”. Logo depois, mostra como o governo americano é justo, condenando até mesmo os militares suspeitos de torturas e estupros na prisão.

A revista perde a oportunidade de realmente fazer jornalismo. A notícia e si, que o governo americano abriu as portas da prisão para jornalistas acompanharem um julgamento, pouco enche as linhas das suas oito páginas. Sobre o julgamento mesmo, aparecem apenas cinco parágrafos. De resto, apenas como a justiça americana é boa, como os terroristas, sempre ligados a religião islâmica, terão oportunidades de defesa, de advogados e tudo mais. Pouco se fala de direitos humanos, pouco se fala dos presos que não tem acesso aos seus advogados (como um advogado consegue defender um cliente sem ao menos conversar com ele?), não falam de como presos tomam banho de sol com correntes presa ao corpo. A revista apenas mostra o lado americano, o lado que segundo ela transmite, é o justo e a verdade absoluta.

É por isso que devemos sempre lembrar. Veja,não compre, se comprar não leia, se ler não acredite, se acredita,relinche!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Os jornalistas de hoje precisam aprender a fazer jornalismo

Isso é sério. Hoje existe uma grande turma do jornalismo, que se autodenomina Jornalistas 2.0 que não fazem nada além de Google. Sem a ferramenta de busca, não conseguem escrever uma lauda sequer.

Mas isso não se limita apenas aos novos jornalistas. A mídia em geral peca demais em passar a informação.
Pego o caso Pinheirinho primeiro.

O Jornal Nacional entrevistou Alckmin, entrevistou Major da PM. Só não entrevistou moradores que foram agredidos. A única “entrevista” foi um com suposto morador que dizia que “...movimentos sindicais obrigaram os moradores a permanecerem na área”.
Certo, ninguém teve a brilhante ideia de pegar um morador e perguntar fora o Pinheirinho, onde ele poderia encontrar um teto.

A Folha de SP fez de tudo, até gráfico com a operação da PM .Novamente, só entrevistas anônimas e falando que “...fomos obrigados a resistir, não tinha como confrontar com os líderes. Eu até queria ir embora,mas fui impedida”, relata a tal fonte da Folha SP(Serra Presidente). Não vi nenhum jornalista dos grandes jornais entrevistando moradores que foram impedidos pelos policiais a pegar suas coisas.  Não tiveram a capacidade de acompanhar a PM em sua operação completa. Foram limitados a ficar apenas na parte da entrada, onde havia maior resistência e confronto. Se os jornalistas sobem o morro no Rio de Janeiro acompanhando o Bope, como não acompanhar a operação da PM-SP? Ou os jornalistas estão com medo, ou o governo impede que isso seja feito, para apenas a opinião de quem efetuou a operação prevaleça.

As entrevistas foram apenas com quem apoiou a operação. O Governador Geraldo Alckmin(PSDB-SP), o Major da Polícia Militar(comandada pelo PSDB-SP), algumas “autoridades” envolvidas(como vereadores, deputados, porém todos da ala governista de SP). Não houve (e nunca haverá) o outro lado. Isso foge dos interesses da imprensa.

A prova disso é a recente assinatura que o Governo de SP fez da publicação Veja, da Editora Abril. Nada menos que o valor de R$ 5 milhões em assinaturas da revista. Agora, além de já ter quase 50% das assinaturas da revista(isto é informação do IVC), alguém acredita que a Veja colocaria algo contra o ninho tucano paulista? Fácil responder essa não é?

Esses mesmos jornalistas invadem hotéis (ética pra que?), escrevem apoio a operações em Pinheirinho e Cracolândia(porrada na negada), e ainda chama descaradamente a presidenta da nação de terrorista, por ter lutado na época da Ditadura militar(onde  o PSDB chama de Revolução).
Está na hora dos jornalistas abrirem os olhos, começarem a fazer mais, ou então a população continuará assim. Com informação de menos.

Mas pra quem informar não é? Com informação não existe manipulação...

O Enem só não funciona para a grande mídia

Tentando desqualificar o Exame Nacional do Ensino Médio, a imprensa tenta a todo custo derrubar o candidato a prefeitura de SP do partido dos trabalhadores Fernando Haddad. Ex-Ministro da Educação, Haddad fez trabalhos que antes eram inimagináveis.



Vejamos os fatos.

O Enem hoje é a principal porta de entrada para os jovens nas universidades,  96% dos estudantes apóiam a idéia de um vestibular único, vide a pressão que sobressai na época das provas.  E não é só isso.

A prova fica mais difícil a cada ano. Perguntas mais elaboradas, principalmente sobre atualidades mundiais. Mas a grande imprensa não vê isso.

Alias,a mesma grande imprensa não viu que a culpa do vazamento das provas foi da gráfica da Folha de São Paulo(clique aqui para ler). Condenada pelo ato, a Folha tenta culpar de qualquer forma Haddad. A Folha fica sem argumentos e pauta-se para o ódio desqualificado.

O Enem funciona. Funciona tão bem que todas as universidades dos ninhos tucano (MG, SP e PR) utilizam a nota do exame como primeira fase em seus vestibulares. E isso não é lei, é escolha própria.
Mas o Enem não é ruim? Não é mal administrado? A mídia não coloca para baixo vazamento de provas(ação da FSP), ou então correções duvidosas?

O eleitor de SP será metralhado com mentiras na Veja, Folha de SP e Estadão. E se não acordar, terá mais uma vez, prefeito como Kassab, José Serra e essa corja que administra a capital, e que deixou essa cidade abandonada. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Aloysio Nunes tenta explicar o inexplicável no jornal de esgoto

As redes sociais são para o imprensalão o que as ruas são para os tucanos: o espaço do debate real, onde sua peculiar leitura da realidade, fundada em premissas tortas, esboroa-se diante do contraditório que eles calam nos meios em que são influentes.

O panfleto publicado pela Folha e de autoria do senador Aloysio Nunes, é uma compilação das tentativas de defesa dos tucanos já estampadas em meios corrompidos como a Veja. Resolveram apenas juntar tudo num texto só porque a barbárie de Pinheirinho repercutiu muito mais do que esperavam. Como não poderia deixar de acontecer num panfleto tucano, o texto do senador ora mente, ora revela o fundo das opções dos tucanos.

Mente ao mencionar providências humanitárias que teriam sido tomadas pela Prefeitura e pelo Governo do Estado; a verdade: grupos de voluntários tem colhido depoimentos às centenas das vítimas da ação tucana e eles mostram o completo abandono em que se encontram. Revela o típico pensamento tucano quando começa "justificando" a ação tucana pelo fato, segundo ele, de que a União não teria reivindicado judicialmente a questão para a esfera federal; essa tese troncha foi o que deu pra o mastim de serra na Veja, o porco reinaldo azevedo, balbuciar quando lhe foi encomendada uma defesa para o ato indefensável.

A verdade: a União negociava uma saída com o Governo do Estado. O senador está dizendo que a União deveria ter contestado a capacidade do Governo do Estado e da Justiça de SP de resolver a questão preservando os direitos dos cidadãos instalados em Pinheirinho, que ora os imprensaleiros tucanos chamam de "invasores", ora chamam de "militantes do PSTU". Pergunto: se a União tivesse agido da forma como entende o senador, ele não estaria escrevendo outro texto, acusando "ingerência" e "autoritarismo" do Governo Federal? Outro fato revelado por essa "justificativa" do tucano, esse ainda mais grave, é o pensamento torto: ao Governo e Justiça de SP caberia "cumprir à lei", como dizem eles, e expulsar os moradores de Pinheirinho; as preocupações com os Direitos Humanos e as condições dessa população nunca foram problema deles, mas da União. Arre! Como é que essa gente olha nos olhos dos próprios filhos?

Autor - Carlos Odas, pelo Facebook

Porque eu apoio o Bolsa Família

Muito se diz do programa social do governo Federal Bolsa Família. Os mais direitistas chamam de Bolsa Esmola. Os menos radicais acham que é bom, mas pode melhorar. E nós, PTralhas acreditamos que realmente faz a diferença na vida de quem recebe.

Conheci muitas famílias que recebem o benefício Bolsa Família pelas minhas andanças por esse Brasil. Muitas famílias que não tinham o que comer e hoje conseguem ao menos ter uma refeição por dia.
E os comentários que sempre ouço são: “Quem recebe o Bolsa Família é vagabundo, fica encostado e vai sempre depender da esmola do governo, do meu dinheiro” e por ai vai. Mas esquecem de uma coisa.



Para ter o benefício do programa não basta simplesmente não ter renda. Precisa ter um trabalho social classificatório antes, e tem prioridade quem tem filho. Tendo filho, para aderir ao programa, é necessário colocá-lo na escola e ter presença regular.

Tendo isso em vista,vamos aos fatos. Com a oportunidade de colocar parte da família na escola, tendo oportunidade de estudar, as pessoas evoluem. Nenhum filho de família do programa vai ficar dependente dele pra sempre. Sabe por que? Porque eles vão querer mais. Na escola,vão aprender que podem sim, principalmente com outras oportunidades que o governo Dilma proporciona, como Pró Uni, e ajudando a evoluir.

(*Por falar em Pró Uni, um fato bem curioso. Em todos os cursos, os alunos que foram beneficiados pela bolsa sempre são os destaques de sua turma. #ChupaDireita)

Ninguém vai se acomodar, pois ninguém vive com pouco. Igual a nova classe média, que quer cada vez mais, os beneficiários do programa Bolsa Família também vão querer mais. E farão igual a cinco mil famílias, que saíram do programa em 2011 porque agora podem caminhar sozinhas. Já tiveram o apoio que precisavam e agora conseguem, de forma independente, tocar suas vidas e ter sua renda sem a ajuda governamental.

Por esses motivos eu digo. Sim ao Bolsa Família. 

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