sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Os jornalistas de hoje precisam aprender a fazer jornalismo

Isso é sério. Hoje existe uma grande turma do jornalismo, que se autodenomina Jornalistas 2.0 que não fazem nada além de Google. Sem a ferramenta de busca, não conseguem escrever uma lauda sequer.

Mas isso não se limita apenas aos novos jornalistas. A mídia em geral peca demais em passar a informação.
Pego o caso Pinheirinho primeiro.

O Jornal Nacional entrevistou Alckmin, entrevistou Major da PM. Só não entrevistou moradores que foram agredidos. A única “entrevista” foi um com suposto morador que dizia que “...movimentos sindicais obrigaram os moradores a permanecerem na área”.
Certo, ninguém teve a brilhante ideia de pegar um morador e perguntar fora o Pinheirinho, onde ele poderia encontrar um teto.

A Folha de SP fez de tudo, até gráfico com a operação da PM .Novamente, só entrevistas anônimas e falando que “...fomos obrigados a resistir, não tinha como confrontar com os líderes. Eu até queria ir embora,mas fui impedida”, relata a tal fonte da Folha SP(Serra Presidente). Não vi nenhum jornalista dos grandes jornais entrevistando moradores que foram impedidos pelos policiais a pegar suas coisas.  Não tiveram a capacidade de acompanhar a PM em sua operação completa. Foram limitados a ficar apenas na parte da entrada, onde havia maior resistência e confronto. Se os jornalistas sobem o morro no Rio de Janeiro acompanhando o Bope, como não acompanhar a operação da PM-SP? Ou os jornalistas estão com medo, ou o governo impede que isso seja feito, para apenas a opinião de quem efetuou a operação prevaleça.

As entrevistas foram apenas com quem apoiou a operação. O Governador Geraldo Alckmin(PSDB-SP), o Major da Polícia Militar(comandada pelo PSDB-SP), algumas “autoridades” envolvidas(como vereadores, deputados, porém todos da ala governista de SP). Não houve (e nunca haverá) o outro lado. Isso foge dos interesses da imprensa.

A prova disso é a recente assinatura que o Governo de SP fez da publicação Veja, da Editora Abril. Nada menos que o valor de R$ 5 milhões em assinaturas da revista. Agora, além de já ter quase 50% das assinaturas da revista(isto é informação do IVC), alguém acredita que a Veja colocaria algo contra o ninho tucano paulista? Fácil responder essa não é?

Esses mesmos jornalistas invadem hotéis (ética pra que?), escrevem apoio a operações em Pinheirinho e Cracolândia(porrada na negada), e ainda chama descaradamente a presidenta da nação de terrorista, por ter lutado na época da Ditadura militar(onde  o PSDB chama de Revolução).
Está na hora dos jornalistas abrirem os olhos, começarem a fazer mais, ou então a população continuará assim. Com informação de menos.

Mas pra quem informar não é? Com informação não existe manipulação...

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