sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A bebedeira de Aécio


O Senador Aécio Neves, eleito por Minas Gerais mas trabalhando pelo Rio de Janeiro, foi flagrado em um momento constrangedor. O tucano foi filmado caindo de bêbado em um tradicional bar da noite carioca. Mais do que isso, foi a alegria dos trabalhadores, ao receberem das mãos do Senador uma gorjeta de R$100.

Bom, vamos aos fatos. Se o Senador bebeu ou não, isso acredito que seja coisa dele. Afinal, ao menos desta vez ele não estava ao volante, colocando muitas outras vidas em risco. O problema é outro.
Beber ou cair de bêbado, sinceramente, não é nada fora do comum. Desde a adolescência muitos brasileiros fazem isso. O problema primeiro problema é como a imprensa cita o assunto.

O jornal Estado de Minas, onde a irmã do Senador tem passe livre, ignorou totalmente o assunto. O principal jornal das alterosas faz de conta que nada aconteceu, assim como fez na greve dos professores no ano passado, que durou mais de 100 dias e foi anunciada apenas quando foi encerrada.  O jornal simplesmente ignora que o maior nome do estado, pré-candidato à presidência da república pelo PSDB está envolvido em um vídeo, no mínimo constrangedor.

Vamos lembrar que, em 2004, quando Lula participou de uma festa na Granja do Torto, saiu visivelmente embriagado. E daí? Estava fora do horário de trabalho e em uma festa. Mas qualquer coisa que Lula faz, é motivo para a imprensa arrumar algo de ruim. Na Oktoberfest, quando ele foi na abertura como presidente, fotografado com um copo de chopp na mão, foi praticamente crucificado, sendo chamado de bêbado e tudo mais. Totalmente tendencioso.

O que me decepcionou foi a reação das redes. Sim, todos que me acompanham sabem que sou atuante nas redes sociais, em especial no lado político, pois só assim teremos informações verdadeiras. Ao invés de criticar porque o Senador Mineiro mora no Rio, nunca fica em Minas Gerais, preferem fazer o mesmo que sempre criticam. Atacar.

Se o cara bebeu ou não, é problema dele. Se o cara deu R$100 de gorjeta, melhor para o garçom. Agora as perguntas são outras.

Por que o Senador de Minas Gerais mora no Rio de Janeiro?

Por que o Senador, em plena sexta-feira, está fora de seu estado, quando deveria ao menos visitá-lo vez em quando?

Como um Senador, com pretensões presidenciais, não tem alguém pra cuidar de sua imagem, sabendo que ora ou outra trará problemas?

Como Aécio dá uma gorjeta de R$100 para um garçom, mas evita negociar- quando governador- um aumento de R$65 para os professores?

Por que a imprensa calou-se com o ocorrido? Partidarismo?

Por que o Senador, até hoje, não deu explicações sobre outro caso de bebedeira, da outra vez, ao volante, em um carro da rádio “Arco-Íris”, que pertence a ele mesmo e não declarado para a Receita Federal?

Como um senador deixa sua imagem chegar a este ponto, sendo apontado até com usuário de drogas mais pesadas?

Por que Aécio Neves não se pronunciou sobre o caso?

Temos muitas coisas para criticar Aécio. Então, vamos a luta. Ou então deixaremos como está, afinal, se é isso que o PSDB quer mostrar para concorrer à presidência do Brasil, podemos ficar tranquilos, que até 2020 nenhum tucano vai vender as riquezas nacionais. 

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