segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Jornal de Aécio Neves cada dia mais decadente


Diretor de nossa sucursal em BH critica os rumos do tradicional "Estado de Minas"

O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal em Belo Horizonte, de cujo e florido jardim de inverno avista-se um outrora cenário da democracia, o Palácio da Liberdade, escreveu, digamos, estrondosa diatribe contra seu ex-jornal preferido:

Sr. Diretor.


Que pena! O Estado de Minas transforma-se a cada dia em insignificante jornaleco de província, submisso, dependente, escondendo notícias de personalidades que anunciam no jornal e ou autoridades do governo, em sabujice detestável.


Minas Gerais merecia mais dos editores: ter um jornal com mínimo respeito pela informação completa, verdadeira, pois nem todos seguimos os interesses comerciais da empresa e dirigentes. Será esta a razão da baixa tiragem, encolhendo quase à míngua enquanto a população cresce?


Os vendilhões da personalidade do jornal percebem e não se importam que a impressão esteja abaixo de 70 mil, enquanto um arremedo de pasquim, editado em Betim, chega a 300 mil exemplares diários?


Quem mudou, nós leitores ou os dirigentes do jornal a se amesquinhar mais a cada dia? Ou seria em razão coerente, persistente, da defesa feita ao Marcos Valério, em editorial assinado pelo Zenóbio logo quando estourou o escândalo do mensalão, a demonstrar o lado preferencial?


Em continuidade da ocultação dos fatos, fartamente utilizado nos noticiários no decorrer do julgamento do mensalão, hoje mesmo deixam de noticiar a condenação do dono do banco BMG, Ricardo Guimarães, em primeira instância, é certo, a sete anos de cadeia.


Só não mereceu ainda um editorial.


Sabemos todos que a linha editorial do Estado de Minas persiste nos males da inoculação dos métodos do fundador dos Diários Associados, aliás, de tempos para cá, meio esquecido.


Jornal, Senhor Diretor, é para quem tem orgulho da profissão. Breve, a continuar assim teremos o canto dos cisnes e, como o Diário da Tarde, fenecerá por inanição de caráter e poções caseiras da roça.


Cumprimentos do leitor


Camilo Viana

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O ódio contra Lula


É difícil para algumas pessoas entenderem o ódio que muita gente tem contra o ex-presidente Lula. Mas se formos analisar mais profundamente, não precisa ter um QI muito alto para entender o motivo.

Primeiro, temos que entender que o Brasil é elitista. Ao menos até o início da década de 2000 tinha esse pensamento. Parafraseando Mino carta, é um país da casa grande e senzala. E mesmo a senzala brasileira, tem o pensamento da casa grande. O brasileiro acostumou a ter uma vida de terceiro mundo com exigências de primeiro.

Incomoda um ser que teve a vida como ensinamento, e não a escola funcional, cartilhada por um governo que quer decidir o que deve ou não deve ensinar na escola. Incomoda ainda mais que esse mesmo menino pobre conseguiu ter um mandato com mais de 70% de aprovação popular. Algo que o letrado, formado culto e esquecido Fernando Henrique Cardoso não conseguiu.

Alias, vale uma lembrança. Nem o próprio partido de Fernando Henrique Cardoso gosta de lembrar dele, tanto é que não o usa em campanha. Já Lula, até partido que não é aliado gosta de ter sua imagem vinculada. Dá prestígio.  FHC caiu em esquecimento tanto nacional quanto mundial.



Incomoda também de Lula ter recebido ao todo, 15 prêmios internacionais e 20 nacionais pelo seu trabalho pelo combate a pobreza. Inclusive os programas sociais iniciados em seu governo são referências no mundo. Enquanto muitos brasileiros compram a ideia de uma mídia que diz que distribui esmola, hoje inúmeras pessoas têm o que comer.

FHC tem seus prêmios também, mas todos sobre obras literárias ou dissertações. Nenhuma por algum trabalho feito em prol da comunidade, seja nacional ou mundial.

O ódio cresce ainda mais porque apesar de tudo sendo feito para derrubar, Lula sempre se manteve firme como presidente. Mesmo com a imprensa, que antes tinha o poder de colocar e retirar comandante (Sarney, Collor, FHC), Lula manteve-se lá, em seu trabalho.

Hoje o Brasil não passa mais vergonha no exterior. Antigamente, o Brasil levava bronca internacional, por ter perdido US$20 bilhões durante uma crise mexicana, que FHC não conseguiu controlar. Em uma crise mundial, onde até hoje temos um grande reflexo, nosso caminho foi o crescimento. A casa grande odeia isso.

Odeia mais ainda que Lula conseguiu, mesmo com tudo contra, eleger seu sucessor. No caso, sucessora.  Hoje, Dilma colhe os frutos da herança que pegou. Ela não pegou um país refém do FMI, pegou um país respeitado e em pleno crescimento. Claro, ainda que temos problemas crônicos que não conseguiram ser resolvidos, como o problema da saúde nacional ou o problema da educação base, mas ao que tudo indica, esses problemas ficarão mais amenos, infelizmente com um tempo mais amplo.

Dói para a casa grande que o apedeuta(Mainardi,Diogo) sem estudo conseguiu fazer um programa de inclusão que deu oportunidade de, até o início de 2012, um milhão de jovens ter um curso superior. Hoje filho de pedreiro é doutor. Isso falando em bolsas de estudos, fora o investimento nas federais em que o governo Lula abriu 14 unidades, onde o governo anterior não conseguiu abrir uma única vaga.

O maior destaque do ex-presidente foi, sem sombra de dúvidas, a redução da miséria no Brasil. Quando Fernando Collor de Mello assumiu a presidência, a miséria no Brasil girava em torno de 35 milhões de pessoas. Quando Fernando Henrique Assumiu, ela de 28, 99 milhões de pessoas na linha da miséria. Quando terminou seu governo, o número era de 28,17 milhões. De 2003 até 2009, a miséria no Brasil foi reduzida de 28 milhões para 15,54. Um número histórico.

O ódio ao ex-presidente aumentou ainda mais quando surgiu a questão das cotas racionais(não são apenas raciais, são cotas sociais também, por isso racionais). Em um país onde o negro ganha 40% menos que um branco, e onde é marginalizado apenas por ter uma pigmentação mais forte, o sistema de cotas é chamado de injusto. Eis uma hipocrisia da casa grande. As cotas para negros são 25% nas universidades, e outros 25% das cotas destinadas as classes sociais. Ou seja, 50% das vagas em universidades são para a casa grande. E ainda reclamam...

O ódio vai crescer ainda mais. Todo o show no caso do “mensalão” PTista não deu certo. Nessas eleições, o único partido que cresceu foi o PT. Foi o partido mais votado e o único partido que aumentou o número de prefeituras. Se ganhar em São Paulo com Haddad, a força de Lula terá a maior prova de sua história, pois em pleno pleito municipal se julgava a ação. Ele vencerá o DataFolha, com suas pesquisas manipuladas, A Globo, colocando a exaustão  o caso em todos os seus telejornais, e toda a imprensa que sempre foi contra a popularidade do ex-presidente. Vê-lo novamente em batalha, mesmo após um câncer é uma afronta aos setores mais tradicionais brasileiros.

O ódio vai aumentando, mas as pessoas esquecem que, quando mais atacam Lula, mais ele se torna um ícone de uma era nacional. Quando eu fui à reunião na Barra Funda com os primeiros beneficiados do ProUni, pude perceber a mudança histórica que estávamos passando. Um coro de oito mil alunos “Lula, guerreiro, do Povo Brasileiro” não é pra qualquer um. A direita pira...

terça-feira, 2 de outubro de 2012


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