quarta-feira, 21 de maio de 2014

O preconceito cultural

Nos últimos dias, por conta da virada cultural, vi diversos perfis no Facebook falando sobre o tema. Em especial, a contratação de artistas populares, como Valesca Poposuda e o Rapper Xis.

As maiores ofensas foram em relação a representante do funk estar em um evento que tenha cultura no nome. Para muitos, o funk não é cultura. São os mesmos que, quando pisam em periferias, vão apenas apra comprar drogas.

Dentre as ofensas, percebi que as pessoas resumem a virada cultural apenas em shows musicais. E só valem músicas que é de gosto do reclamante, não existem outras vertentes que possam agradar o grande público.
Percebi que o preconceito vem justamente do público mais voltado ao rock - estilo que nasceu de rebeldia e revolta e que hoje mostra-se com os fãs mais conservadores-. As pessoas acham que apenas o rock é bom, que apenas o que vem do rock pode ser considerado cultura.

Na virada cultural, tivemos diversos artistas. Uriah Heep e  Mark Farner se destacaram no palco rock. No palco vinil, vários artistas tocando discos completos. Otto com o "Canta Canta Minha Gente" de Martinho da Vila fez todos dançar. O disco "Dark Side of The Moon" do Pink Floyd foi apresentado com o palco lotado. Mas a virada é só música?

Não, a virada teve dança, teve teatro ( como a peça "Os Gigantes da Montanha, do grupo mineiro Galpão), teve mágica, teve gastronomia, cervejas artesanais, pintura, balada elotrônica, marionetes, oficinas infantis, literatura, artes plásticas... Resumir a virada cultural apenas nos shows é limitar o conhecimento cultural. Se bem que o pessoal de hoje é bem limitado em questão de informação, então apenas refletem isso no lado cultural.

Ps- Querem saber mais sobre o funk? Frequente a realidade da periferia que pode ajudar.

Ps 2- Sempre falei que o rock era rebeldia e hoje o público está mais pra mimado.

Ps 3- Saibam separar entretenimento de cultura. Shows são entretenimento.

Nenhum comentário:


Contador Grátis